
Ex-deputado federal, Chapadinha oficializou sua saída do União Brasil e a entregou do comando da legenda em Santarém (PA), o terceiro maior reduto eleitoral do estado. A decisão encerra um ciclo iniciado há poucos meses, quando ele assumiu a presidência da sigla sucedendo o prefeito Nélio Aguiar.
O motivo central do rompimento, segundo o político, é a aliança estratégica firmada pela executiva estadual do União Brasil com o PT no Pará, movimento que ele considera incompatível com sua trajetória de direita.
Ex-integrante da Câmara dos Deputados, Chapadinha mantém base eleitoral consolidada na região. Em pesquisas recentes de intenção de voto para o cargo por ele ocupado entre 2015 e 2019, o empresário aparece na liderança em municípios como Mojuí dos Campos, onde obteve quase 25% dos votos válidos no pleito de 2018.
Em nota enviada ao JC, o ex-deputado reforçou que não pretende flexibilizar princípios ideológicos em troca de vantagens partidárias.
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“Sou pré-candidato a deputado federal da direita. Nunca fui da esquerda e não será agora que mudarei minha ideologia por fundo partidário ou qualquer benefício particular”, declarou.
Impacto na estrutura partidária
A saída de Chapadinha gera uma vacância imediata no diretório de Santarém. O movimento também interrompe o investimento em uma nova sede regional do partido, um projeto orçado em cerca de R$ 1 milhão que estava sendo custeado integralmente pelo empresário.
No histórico parlamentar na Câmara dos Deputados, Chapadinha foi o único representante eleito por Santarém em 2014 e notabilizou-se por votos alinhados à pauta conservadora e liberal, como a aprovação da reforma trabalhista e do teto de gastos.
Agora, ele vai em busca de uma nova legenda que abrigue seu projeto político voltado ao desenvolvimento do oeste paraense, sem vínculos com o arco de alianças do atual governo estadual.
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Santarém de mal a pior com políticos dessa categoria.
Feitos do Deputado direitista na câmera dos deputados: votar a favor da reforma trabalhista e da previdência. A primeira precarizou o trabalho e tirou direitos. A segunda inviabilizou a aposentadoria fazendo com que a pessoa tenha que trabalhar até 42 anos para se aposentar. Detalhe: os privilégios dos políticos, altos funcionários públicas( magistrados) e altos militares, não foi tocado. O mais triste é que a maioria dos eleitores dele e dos demais políticos de direita que atentam contra os direitos dos trabalhadores são exatamente os que mais perderam com as tais reformas.
Tomara que seja menos um inútil da direita na Câmara federal, que aliás, está necessitando expurgar uma cambada de IDIOTAS inúteis, sem idéias, sem projetos que beneficiem a classe trabalhadora, e o país no geral.