
A história fará Justiça ao ato de coragem que teve a Câmara sob o meu comando de abrir o processo de impeachment que culminou com o afastamento da presidente”
Eduardo Cunha, deputado federal afastado da presidência da Câmara, ao ler a sua carta de renúncia do cargo ontem, 7, em Brasília.
Tchau querido, tuas lágrimas são de crocodilo, tu és um calhorda, um pilantra, o que existe de pior na política brasileira, já vai tarde. Merece ser condenado e preso.
A renúncia só não basta pra todos os brasileiros que realmente que não aceitam a corrupção, independente de partidos políticos, queremos a cassação, prisão e devolução dos milhões roubados por este bandido!!!
Tchau Canalha!
Da TVRBA
Wladimir Costa tem mandato cassado
Na manhã desta sexta-feira (08), em decisão unânime, a Corte Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA) cassou o mandato do deputado federal Wladimir Costa (Solidariedade).
De acordo com uma fonte do TRE ouvida com exclusividade pelo DOL, a decisão será divulgada somente na tarde desta sexta, mas já está confirmada.
Entre as irregularidades que causaram a decisão estão o recebimento de recursos financeiros para campanha, oriundos de fontes não declaradas bem como a omissão na declaração de montante que chega a R$410.800. A relatora da representação foi a Juíza Federal Lucyana Daibes Pereira.
O processo foi aberto após o Ministério Público Eleitoral entrar com representação referente aos gastos da campanha eleitoral de 2014. A expectativa é que a decisão seja publicada na segunda-feira (11) no Diário de Justiça Eleitoral. Ainda cabe recurso contra a cassação.
Wlad ficou conhecido nacionalmente nos últimos meses após a pirotecnia durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Outras acusações
Desde 2010, o Supremo Tribunal federal (STF) investiga a contratação de funcionários fantasmas para o gabinete parlamentar do deputado Wladimir Costa.
Durante dois anos (de fevereiro de 2003 a março de 2005) a Câmara dos Deputados depositou altos valores em salários, vales refeição, férias, entre outros ganhos, nas contas da Caixa Econômica Federal para 3 funcionários. Esses “laranjas” eram obrigados a ir ao caixa do banco sacar o dinheiro e entregar toda a quantia nas mãos do irmão de Wladimir, Wlaudecir, que então depositava o dinheiro na conta do deputado. O valor total desviado por Wladimir e seu irmão pode ser superior a R$ 210 mil, em 2 anos.
Bens bloqueados
Em janeiro, o juiz Deomar Alexandre de Pinho Barroso, da 1ª Vara Cível e Empresarial de Barcarena, determinou o bloqueio de bens do deputado. Ele também ordenou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do assessor direto do deputado, Ildefonso Augusto Lima Paes, e do servidor da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Emersom Gleyber Leal de Souza, entre outras pessoas.
Eles são acusados de participar de um esquema de desvio de recursos públicos a partir de um convênio fechado entre uma ONG do deputado e a Seel. A secretaria é controlada politicamente por Wladimir, que integra a base de apoio parlamentar ao governador Simão Jatene (PSDB). Na mesma liminar, o magistrado determinou o bloqueio e indisponibilidade dos bens dos envolvidos. Emerson e Ildefonso também foram afastados de suas funções públicas, para não prejudicar as investigações.
Cara de pau esse pilantra e seus defensores.
Muito mimimi de esquerdistas pelo fato do Cunha ter dado início a queda dos Petralhas….
Concordo que a Dilma foi eleita pelo povo de forma contundente, entretanto, os instrumentos que estão sendo utilizados para que ela seja deposta do poder estão ai para serem avaliados.
Não é por causa dessas tal pedaladas não, é pelo conjunto da obra, incluindo a compra de Pasade/Texas, já que Cerveró já a entregou em delação!
Quanto a Lula ter se desviado do projeto original do partido, espero que não haja mais dúvidas, mesmo porque até de marmita ele falou mau!
Quanto aos que acham que o PT está MORTO, eis o resultado de sua força e do aparelhamento do Estado: Esse é o cadáver de Eduardo Cunha.
Ademais, Lula está solto; continua solto!
Apesar da Lava-Jato e das acusações diárias que lhes são feitas pelos empreiteiros delatores, continua em um quarto de hotel dos mais luxuosos de Brasília, na tentativa de compra de votos contra o impeachment do Poste.
Então vamos só combinar que o PT deixou se eternizar no poder por obras para se eternizar pela apropriação de bilhões!
CRENTE SAFADO !XO´SATANAS!JA´VAI TARDE!!!!!!
Por Kiko Nogueira
Se a estatura moral de alguém pode ser medida na adversidade, é fácil identificar as diferenças entre Cunha e Dilma.
A definição clássica de Hemingway para coragem é “graça sob pressão”. Dilma teve seu mandato afanado por um bandido que liderou uma gangue. Não foi vista ganindo ou dando show de autopiedade.
Esse mesmo sujeito apareceu na tarde de quinta feira, dia 7, para ler sua renúncia. Renegando tudo o que bravateou nas últimas semanas, pediu arrego.
No final de um discurso vagabundo, chorou. Não cabe dizer se foram lágrimas falsas. Cunha é um mitômano, o tipo que acredita em suas próprias mentiras — a versão degenerada do poeta de Fernando Pessoa, o fingidor que finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.
A revista Piauí compilou as vezes em que o ex-presidente da Câmara mentiu no Twitter sobre se iria ou não renunciar. Ele apagou tudo.
Chorou, ou fingiu que o fazia, porque tem um caráter fraco, além de mau. É um desequilibrado que aparenta a frieza de um pistoleiro de aluguel ou vice versa.
As lágrimas rolaram quando falava da família. É uma tática para fazer crer que ele se importa com o destino dos seus. Ora, se fosse verdade, não as tinha envolvido em suas bandalheiras.
Essa face humana do psicopata vinha sendo cevada na imprensa nas últimas semanas. No último dia 3, seus aliados emplacaram matéria no Estadão dizendo que ele estava “abatido, desanimado, com a perspectiva de perder o mandato e acabar na cadeia”.
Segue: “Numa das ocasiões, o peemedebista ficou nervoso, chegou a chorar e foi visto numa ligação telefônica pedindo para que a mulher se acalmasse.”
Desde pelo menos julho do ano passado ele abriu CPIs, jurou vingança, fez o diabo. Estava acostumado a anos e anos de impunidade e enlouquece com a perspectiva de ir para a cadeia.
Dilma esteve na cadeia e foi torturada. Isso, obviamente, não explica totalmente a diferença de atitude, mas ajuda.
Se ela parecia abalada e confusa antes do impeachment, demonstrou desde então estoicismo e obstinação. Simplificando, é a tranqüilidade da honestidade contra o esperneio da canalhice.
Cunha representa a parte do Brasil que acha que os fins justificam os meios, o Brasil dos espertos. Na formulação do ignóbil Marco Feliciano, é o “malvado favorito” deles. O choro é o coroamento da fraude.
Quando Dilma afirma que é a vítima de uma farsa, ela é chancelada pelos fatos. Quando Cunha se vitimiza e se declara perseguido, causa ojeriza. Nem seus paus mandados acreditam nisso.
Ele ganhou a primeira batalha e agora enfrenta um final de carreira tragicômico. No médio prazo, sabemos quem vai para o lixo da história — sem ser chorado por ninguém.
Carlos Fernandes, no DCM
Fosse o Brasil um país com uma democracia mais sólida e instituições mais isentas, a renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara seria recebida como a desmoralização última do processo de impeachment.
Responsável pela aceitação de uma denúncia estapafúrdia assinada por gente como Janaína Paschoal, Cunha é a tradução perfeita da ausência de moralidade e de legalidade que permeiam todo o processo que levou ao afastamento de uma presidenta legitimamente eleita.
A sua queda – ainda que com uma demora secular e sobretudo muito longe de ser a que realmente importa: a sua prisão – ratifica sobremaneira o vício e a injustiça do golpe que pretende cassar 54 milhões de votos soberanos.
O fato é que não vivemos num país justo. Aliás, quem mais deveria zelar pela justiça, o Supremo Tribunal Federal, contribuiu irreparavelmente pela desordem e pela instabilidade dos poderes.
Tivesse Eduardo Cunha sido tratado como realmente é, um criminoso internacional e sociopata perigoso, muito provavelmente não teríamos chegado a esse ponto.
A demora do STF em afastá-lo permitiu que um desequilibrado fizesse da casa mais importante da república um instrumento pessoal cuja única finalidade se resumiu a proteger e acobertar toda a sorte de crimes, chantagens e ameaças.
E ainda pior.
Permitiu, com a sua inépcia, que um traidor covarde, através da chancela de corruptos de igual estirpe, ocupasse um cargo que jamais teria pela vontade irrestrita e declarada do povo.
Definitivamente, a única coisa mais afrontosa que Eduardo Cunha na presidência da Câmara é, sem dúvidas, Michel Temer na presidência da República.
Se ainda resta a Cunha o discurso de ter chegado à presidência da Câmara pela via dos votos, nem isso Temer pode alegar. A ilegalidade de sua presidência é ainda mais aviltante e se aprofunda à medida que se aprofunda a ruína de quem deu início a tudo isso.
Humilhado, Eduardo Cunha saiu da presidência que tanto sonhou através de uma carta de renúncia ridícula que nada mais fez do que retratar toda a tragédia que foi a sua gestão.
Michel Temer terá, independente do que aconteça no Senado, um desfecho ainda pior.
Carlos Fernandes
Sobre o Autor
Economista com MBA na PUC-Rio, Carlos Fernandes trabalha na direção geral de uma das maiores instituições financeiras da América Latina