
Eu sou meio coxinha sobre isso. Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana”
Bruno Júlio, secretário nacional de Juventude do governo Michel Temer, sobre as mortes de presos em Manaus e Roraima. Logo depois ele pediu exoneração do cargo.
ô petezada ! leva um desses anjinhos prá tua casa e adota um deles….
Concordo cm você Bruno Júlio, o mau por sí se destrói, enquanto eles estão se matando a sociedade se livra um pouco desses perigosos bandidos.
O involuntário serviço prestado à sociedade pelo secretário da juventude de Temer. Por Paulo Nogueira:*
“As pessoas parecem surpresas com os disparates perpetrados por Temer e gente de seu governo a respeito dos massacres nos presídios.
Mas o que elas esperavam?
Que Temer — ou qualquer integrante de seu time — se pronunciasse como um Sócrates, um Sêneca?
Tente achar frases inteligentes, inspiradoras da administração Temer.
Inútil.
Tudo no governo Temer reflete sua ruindade, sua inépcia — incluídas, aí, as frases produzidas por seus membros.
Imagine um time de futebol. O Barcelona, por exemplo. Você só pode esperar que o Barcelona jogue como o Barcelona se os jogadores que vestirem a camisa atenderem por Messi, Neymar, Suárez, Iniesta e por aí vai.
Coloque para jogar um grupo de pernas de pau. Dê a eles a camisa do Barça, e todo o uniforme. Você pode esperar tudo, menos que os caras joguem como Messi e amigos.
As bobagens de Temer e associados são o retrato perfeito do (des) governo que temos.
Considere o já consagrado “acidente pavoroso” de Temer, por exemplo. Como designar como “acidente” uma coisa tão previsível quanto um motim num presídio?
Muitos — especialmente entre os jornalistas das grandes corporações e os antipetistas de uma forma geral — se iludiram com as mesóclises cafonas de Temer em seus primeiros dias de governo. Enfim, pensaram, um presidente familiarizado com o português “castiço”. (Os jornalistas eram loucos por alimentar o mito — bem discutível, aliás — da insuficiência gramatical de Dilma.)
Mas não. O governo Temer real era, e é, o do “acidente pavoroso”: desconexo. Obtuso.
Ou, se você preferir, pode trocar o “acidente pavoroso” pela declaração de Bruno Julio, o desconhecidíssimo até ontem secretário da Juventude de Temer.
Bruno Julio emergiu instantaneamente para a notoriedade nacional depois de dizer, sobre as chacinas, que elas “tinham é que matar mais”.
Ele sugeriu uma chacina por semana. Ganhou fama e perdeu o emprego com a frase.
Involuntariamente, prestou um enorme serviço aos brasileiros que desconheciam a alma do governo Temer: a expôs em toda a sua formidável sordidez.
*Sobre o Autor:
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo
Verdadeiro, néscio!
eis um fruto puro e acabado de um país que possui como judiciário processo escatologicamente imundo . https://www.tijolaco.com.br/blog/os-adoradores-da-chacina-estariam-la-dentro-se-houvesse-justica/