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Da Agência Pará e Blog do Jeso A Sejudh (Secretaria de Justiça de Diretos Humanos) participa de audiência pública nesta quarta-feira (5) em Santarém, para discutir as ações e demandas relativas à proteção de vítimas e testemunhas ameaçadas de morte. Com a participação de representantes do MP (Ministério Público) do Pará, da Coordenação Estadual do […]

Da Agência Pará e Blog do Jeso
Odair Borari
Odair Borari: ameaçado de morte. Foto: Alailson Muniz

A Sejudh (Secretaria de Justiça de Diretos Humanos) participa de audiência pública nesta quarta-feira (5) em Santarém, para discutir as ações e demandas relativas à proteção de vítimas e testemunhas ameaçadas de morte.

Com a participação de representantes do MP (Ministério Público) do Pará, da Coordenação Estadual do Programa de Defesa de Direitos Humanos, Defensoria Pública, entidades locais e membros da sociedade civil, o evento vai debater os casos de vítimas ameaçadas que poderão ser inseridas no programa.

Também será feita a apresentação de um plano de trabalho para restabelecer o pleno funcionamento do programa de proteção na região.

Em Santarém, conflitos no campo estão entre os que mais fazem vítimas, motivo de preocupação para as entidades que atuam na proteção e defesa dos direitos humanos.

O cacique Odair Borari, da Aldeia Novo Lugar, é uma das lideranças indígenas ameaçadas de morte em Santarém. Ele defende a área habitada por comunidades indígenas e ribeirinhas na gleba Nova Olinda, palco de extração ilegal de madeira.

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2 Comentários em Audiência discute proteção a ameaçados de morte

  • Conheço a gleba Nova Olinda ha muito tempo. É a unica gleba no Estado do Pará, onde toda a madeira extraída vem de Projetos de Manejo Florestal Sustentado aprovados pela SEMA. Existe mensalmente fiscalizações do Órgão Ambiental do Estado, apoiados pela Policia Militar Ambiental. O rapaz em questão, auto intitulado indígena transita livremente por todas as comunidades e locais na gleba, recebendo quando solicitado, carona de veículos de empresas que la trabalham na exploração florestal.
    É estranho que se ele tem provas, já que ele está sendo perseguido historicamente por madeireiros, que ele aceita-se carona deles próprios.
    As empresas que ali estão estabelecidas são sérias e não tem, ao meu ponto de vista, intenção alguma de criar neste “insurgido”, uma nova Dorothy.
    Afirmo este aspecto porque na gleba todos trabalham legalmente, então, as mentiras vomitadas por este jovem, sempre acabam em nada.
    Não trata-se da conveniência ou subterfúgio imoral, mas tão simplesmente a correta execução de legislação.
    Finalmente, no próprio rio em que mora, os que o conhecem, tiram sarro, dizendo que ele não tem mais chofer e carro pra passear em Santarém.
    Alguém pode até achar ridículo o comentário que eu faço, mas a coisa é séria. Usar o estado para proteção de um risco que só existe pra ele se “beneficiar” perante a opinião pública e os desinformados. O Jovem até conseguiu iludir a OAB, recebendo título por historia que não reflete a realidade.
    Faço aqui um desafio ao Blog. Jeso, vá até o rio maró e faça investigação sobre este rapaz e a vida dele EM TODAS AS COMUNIDADES, e depois publique o resultado. Assim Jeso, terás certeza do que eu declaro nesse comentário.
    As Comunidades do rio Maró são: São José, Cachoeira do Maró, Novo Lugar (comunidade do Dadá), Fé em Deus, Prainha do Maró, Parintis, Repartimento, Mariazinha, Canaã, etc..

  • Cacique Odair Borari? Este homem é um farsante…

    Segundo a reportagem da revista Veja, os boraris viviam em Alter do Chão, a praia mais badalada do Pará. Com pouco mais 200 pessoas, a etnia assimilou a cultura dos brancos de tal forma que desapareceu no século XVIII. Inexplicavelmente, os índios extintos, por obra e graça de Frei Florêncio, surgiram na região, no ano de 2005, com direito inclusive a ter um cacique, Odair José, nascido e criado em Belém do Pará, porém, incorporado em cacique Borari. “Em 2005, Florêncio Vaz, frade fundador do Grupo Consciência Indígena, persuadiu 47 famílias caboclas a proclamar sua ascendência borari. Frei Florêncio ensinou-lhes costumes e coreografias indígenas”, segundo publicado pela revista Veja.

    A matéria destaca, ainda, que o auto-intitulado “cacique” Odair José, de 28 anos, reclamou do fato de VEJA tê-lo visitado sem anúncio prévio. “A gente se prepara para receber a imprensa”, disse. Seu vizinho Graciano Souza Filho afirma que “ele se pinta e se fantasia de índio para enganar os visitantes”. Basílio dos Santos, tio do “cacique”, corrobora essa versão: “Não tem índio aqui. Os bisavôs do índio “pirata” Odair José, na verdade nasceram em Belém”.

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