Anestesistas dizem que nova gestora do HMS mente sobre fim do contrato que durava 13 anos

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Anestesistas dizem que nova gestora do HMS mente sobre fim do contrato que durava 13 anos, Hospital Municipal de Santarém

Em nota de esclarecimento, ao Saop, entidade que congrega anestesistas e prestava serviço ao HMS (Hospital Municipal de Santarém), afirma que a OS (Organização Social) responsável agora pela gestão do HMS – o IPG –  mentiu ao detalhar como seu ocorreu o fim da parceria entre ambos.

Ontem, 21, o editor do portal Jeso Carneiro noticiou esse caso.

“Não recebemos nenhuma proposta por parte da OS e não tivemos tempo suficiente para apresentar a nossa que foi solicitada, onde concluímos que a nota da OS fazendo essa afirmativa, não corresponde com a verdade e deve ter outras motivações”, diz o Saop na nota, cuja íntegra pode ser lida abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O SAOP – Serviço de Anestesiologia do Oeste do Pará, CNPJ: 09405910/0001-29, é uma empresa prestadora de serviço médico especializado em Anestesia, constituída por 8 membros, todos médicos especializados em anestesiologia com história em Santarém, onde têm compromisso com a população que mais necessita do serviço de saúde.

O mesmo presta serviço para o Hospital Municipal de Santarém (HMS) há 13 anos, atendendo em regime de plantão.

Com a chegada da OS (Organização de Saúde), contratada pelo Secretário Municipal de Saúde de Santarém, fomos chamados para uma reunião onde foi solicitado que apresentássemos uma proposta para continuidade do nosso contrato que agora seria firmado com a OS e não mais com a SEMSA.

Antes que apresentássemos a tal proposta fomos surpreendidos com uma carta chegada ao nosso escritório que comunicava o nosso afastamento do HMS e dizia que o motivo do afastamento seria nossa recusa em aceitar a proposta feita pela OS

O motivo desta é colocar luz nos fatos e explicação onde se faz necessário.

1 – Sempre trabalhamos no HMS, na maior parte do tempo em péssimas condições tanto técnica (principalmente por falta de medicamentos e de instrumentais), como também falta de condições estruturais e até sanitárias. Isto não nos intimidava, muito menos nos desestimulávamos para o exército do nosso mister.

2 – Não recebemos nenhuma proposta por parte da OS e não tivemos tempo suficiente para apresentar a nossa que foi solicitada, onde concluímos que a nota da OS fazendo essa afirmativa, não corresponde com a verdade e deve ter outras motivações.

3 – Nos sentimos traídos e desconsiderados, porém conscientes de termos desenvolvido nosso trabalho sempre com eficiência e ética.

4 – Sentimos e lamentamos o silêncio do Conselho Municipal de Saúde de Santarém (CMS), não especificamente no nosso caso, mas no modo como a OS tem conduzido o atendimento à saúde do povo de Santarém, considerando que o referido conselho tem uma história e uma tradição de um perfeito guardião no controle social no que se refere à saúde de Santarém.

Nossa única intenção ao redigir esta é repor a verdade, ou seja, nunca fizemos proposta de valores do nosso trabalho à OS que administra a saúde de Santarém, consequentemente se alguém se vale desta afirmação, está faltando com a verdade.

Atenciosamente

SAOP

Santarém – PA, 21 de Abril de 2018


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