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A Associação Médica Americana (AMA) foi para as redes sociais combater a desinformação

Interna? Bolsonaro mostra caixa de cloroquina a emas do Alvorada
Bolsonaro, como Maduro na Venezuela, defende o uso da cloroquina contra acovid-19. Foto: Arquivo BJ/Reprodução

Em contraste com o Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil, que não vê problemas na prescrição de cloroquina contra a Covid, as associações médicas de diversos países desenvolvidos encamparam iniciativas para combater o uso desses remédios, ineficazes contra o coronavírus.

Estão em polo oposto ao do CFM, segundo reportagem da Folha de S. Paulo neste domingo (7), associações dos Estados Unidos, da França, de Portugal, da Argentina, do Uruguai e do Chile, entre outros países. Na Venezuela, em contrapartida, a defesa da cloroquina e da hidroxicloroquina ainda é uma realidade.

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A Associação Médica Americana (AMA), por exemplo, foi para as redes sociais combater a desinformação. A entidade que representa os médicos do país publica vídeos quase todos os dias em seu canal do YouTube para trazer atualizações sobre mudanças, avanços e resultados de novos estudos sobre a covid-19.

A AMA defende o uso das orientações do governo americano e de tratamentos avalizados pela FDA (agência que aprova medicamentos nos EUA). Um dos programas do canal entrevistou John Farley, diretor da agência, sobre uso da ivermectina.

“As pessoas precisam saber que há estudos clínicos que mostram que não há nenhum benefício ao usar a ivermectina e que os estudos que apontaram algum benefício foram feitos em outros países, sem nenhuma supervisão do FDA, então não temos como confirmar se os resultados são reais ou não”, afirmou Farley.

A AMA, junto com a APhA (associação de farmacêuticos dos EUA), se opõe sem hesitação ao uso do remédio para combater o coronavírus.

Peru abandona a cloroquina

Na América do Sul e Central, a hidroxicloroquina e a cloroquina foram incluídas nos protocolos de tratamento contra o coronavírus, com o aval dos conselhos de medicina locais, na Colômbia, em El Salvador, na Venezuela, no Peru e na Bolívia –esses últimos dois países também receitaram a ivermectina.

Na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e no Chile, os conselhos médicos se posicionaram pela proibição de ambos.

O último país a abandonar a recomendação foi o Peru, em março deste ano. A Venezuela ainda mantém. Em todos eles, se estabeleceu que os medicamentos só fossem administrados com prescrição médica.

Neste link, a íntegra da reportagem (para assinantes).

Com informações da FSP


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