Luxo e lixo em Arariá

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Foto: Nilson Vieira
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Lixo na praia de Arariá

Do leitor Nilson Vieira pelo e-mail do blog:

Prezado Jeso,

Encaminho, em anexo, uma foto feita na Ponta do Arariá, na última sexta-feira. É chocante o contraste entre uma paisagem luxuosa, exuberante, e o lixo deixado por alguns energúmenos que se acham no direito de emporcalhar aquele paraíso, depois de certamente deliciar-se com ele.

O abrigo e beleza proporcionado pelas árvores do Arariá são pagos com muito mais lixo do que aquele mostrado na areia. É de notar, também, o rastro de veículos, motos e carros, certamente pilotados por cidadãos da mesma “estirpe” daqueles que deixam seus rastros igualmente imundos numa das praias mais bonitas do azul Tapajós.


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17 Responses to Luxo e lixo em Arariá

  • Elvecio,
    Estou aguardando sua próxima vinda a Santarém, com certeza faremos o protesto “LOUCO VARRIDO”. Darei o número do meu telefone ao Baixinho Invocado, tenho certeza que ele também abraçará a idéia. Abraços… João

    1. João, percebeu a dificuldade? Todo mundo é contra mas só v. se propôs a abraçar a idéia do “LOUCO VARRIDO” e colocar mãos à obra. Essa é a grande dificuldade. Luther King dizia mais ou menos assim: “O que me precopuca não é o grito dos maus mas o silêncio dos bons”. O grito acanhado e inoperante dos descontentes é mais ou menos como fazem os políticos. À época das eleições falam frases de efeito como: “sou a favor de um ensino de qualidade” ou “sou a favor de uma saúde de qualidade” ou “sou a favor do saneamento básico”, como se todos nós não fôssemos. Mas, quando chega no mãos à obra, ninguém aparece e tudo fica como está e cada vez ficando pior. No meu próximo artigo no Gazeta falarei entre outras sujeiras, a sujeira do Mirante. É algo que está bem perto de nós, num bairro chique, frequentado por pessoas que “ATÉ” já usam computador e a sujeira é lamentável. Quando lá estive em dezembro passado, achei tão absurdo que até fotografei. Assim não dá para reclamar só da Prefeita. Devemos creditar ao nosso povo grande parte ou a maior parte da sujeira que nos cobre. Desculpe ou, melhor, desculpem o desabafo e por favor não me xinguem. Moro no Rio há 41 anos e só me intrometo ou, melhor, só me importo porque amo Santarém. Costumo dizer que a gente sai de Santarém mas Santarém não sai de dentro de nós. Plagiando a Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, é “uma história de amor sem ponto final”.Abraços,

  • Amigos, é lógico que um bom processo de educação ambiental minimizaria e até mesmo extinguiria a prática abusiva e inconsequente de quem desfila seus veículos nas praias e deposita nelas toda sorte de resíduos. Mas como educação não é a real prioridade do governo em qualquer esfera, a repreensão e punição exemplares poderiam ser a solução, ainda que isso nos remeta à lembrança do militarismo, pois infelizmente muitos indivíduos não saber valorizar a liberdade adquirida com o fim da ditadura militar e só aprende na marra.
    Os órgãos ambientais (in)competentes não estão devidamente estruturados para coibir crimes ao meio ambiente. Sou plenamente a favor de que indivíduos (e não cidadãos, porque cidadãos de verdade não praticam tais atitudes) sejam PRESOS, RESPONDAM A PROCESSO e PAGUEM MULTA. Mas para se chegar a tal ponto, outro obstáculo precisa ser vencido: a nossa velha e arcaica legislação precisa ser reformulada, de maneira que sua aplicação garanta às futuras gerações apreciar o que ainda temos de belezas naturais e consequentemente qualidade de vida.
    A questão ambiental é uma questão de sobrevivência. Se cada um não fizer sua parte, conscientemente ou na marra, as catástrofes naturais que são noticiadas pela imprensa são apenas aperitivo do que está por vir. Congratulações a todos que aqui se manifestaram.

  • Mano Nilson,

    Sei do teu profundo amor pela nossa Pérola e reforço o teu grito de poeta, não único nem solitário – a julgar pelas manifestações aqui. Esse traço de incivilidade, infelizmente, não é “privilégio” de Santarém. Está em todo lugar, como erva daninha de um modelo de “civilização” fracassada. Muita gente boa, aqui e alhures, têm denunciado e lutado contra esse tipo de barbárie. Na tragédia das águas, em novembro de 2008, aqui em SC, a gente via boiando no rio Cachoeira, que corta Joinville, norte do estado, toda sorte de lixo: sofás, pneus de carro, fogões de cozinha, garrafas PET às centenas etc. É inadmissível, mano velho!

    Sobre a tragédia na região serrana do Rio, de tudo que li e vi, a reflexão mais profunda e fecunda é de Leonardo Boff, que lá pelas tantas escreve: “Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis”. A íntegra do artigo está disponível em https://altamiroborges.blogspot.com/2011/01/leonardo-boff-e-tragedia-no-rj.html

    Mesmo a centenas de milhas da Terra Querida, junto-me a ti, Erik, Telma, Jeso, Helvécio e quem mais chegar na luta em defesa das nossos recantos tapajônicos.

    Abraços fraternos, meu amigo.

    Samuca

  • Cara Telma, gostei da pedagogia utilizada por vc, ensinando as pessoas a colar o lixo no lixo. Vivo em Manaus, e ás vezes me deparo, com as pessoas jogando de seus carros, garrafa de agua mineral no meio da rua. O ser humano, enquanto não tomar consciência da preservação do meio ambiente, sofrerá catrastrofes como as do Rio de Janeiro. A natureza também têm limite!

  • Prezados,

    No dia que organizarem esta ação, avisem-me, vou pra Santarém participar de qualquer ação popular a respeito, acho que deveríamos partir pra cima, através de um grupo de pessoas com filmadoras e máquinas fotográficas para mostrar as autoridades quem faz parte deste grupo que não tem comprometimento com a natureza. Fica também a sugestãso para a imprensa de Santarém, que poderiam produzir materias todos os finais de semana se quiserem usar de suas ferramentas para Fragantes desse tipo de gente.

    Vale também não termos medo de confronto com algumas pessoas, falo de confronto como exemplos. Em umas de minhas férias em Alter do Chão, uma jovem jogou ao meu lado uma embalagem de picolé na praia, me levantei e diante dela disse “eu posso jogar no lixo pra você”, foi o que fiz. Esta jovem passou todo o resto do dia sem conseguir me olhar, e era de vergonha!

    Parabéns Nilson e João.

    Telma Amazonas

  • Coloquem uma placa asssim: “NÃO LEIA: PRAIA DOS PORCOS” . “Talvez assim esses sugismundo” se manquem e não poluem a praia e o rio. Há ía esquecendo, coloquem um espelho ao lado da placa, para ver em quem cabe a carapuça.

  • Jeso, sou testemunha desta falta de respeito com nossas praias. Aqui vai uma denúncia ao órgãos competentes: a Maria José é palco de onda jovens, bacanais e usuário de drogas nos dias da senana e quando a praia está na vazante. Eles saem em seus carrões pelo lago do Juá até a ponta da Maria José. Por que não fechar esses acessos?

  • Caro Nilson Vieira.

    Parabéns pela iniciativa em participar mais ativamente de uma luta antiga de preservação de nossas praias. Não podemos desanimar, pois lentamente as pessoas e as autoridades estão despertando para o tema. No último final de semana, a Policia Civil realizou uma grande operação de notificação dos veículos que estavam nas praias( veja no Site www. paju.net.br). Jeso obrigado pela oportunidade de falarmos de nossa página aqui e estou sentindo falta desta notícia em seu blog que sempre muito importante e comprometido com nosso patrimônio natural e nossa cultura.

    Erik Jennings Simões

  • Caro Nilson,

    É LAMENTÁVEL!

    O homem agride tanto a natureza, que as vezes ela acaba reagindo, bons exemplos estão acontencendo por esse Brasil a fora.

  • Jeso,
    Possuo uma pequena lancha e, sempre que possível, gosto de me deliciar com as nossas lindas praias. Ando sempre com uma saca – isso mesmo uma SACA – pra trazer o lixo deixado por determinadas pessoas que usufruem de nossas belezas naturais e não se preocupam com a preservação. Outro dia, vindo de Alter do Chão, aportei na praia de Maria José, precisava ver a quantidade de lixo que eu recolhi (latas de cerveja; garrafa pet; fralda descartável, plásticos; churrasqueira velha, etc…). O mais curioso é que simplesmente um frequentador, entrou no seu veículo e foi embora, deixando a maior sujeira, não adiantou os protestos, fez ouvido de mercador e foi embora… Eu se quis, tive que recolher o lixo e, ao aportar no porto do DEER, ainda fui motivo de chacota, me perguntaram se era a lancha da Clim… João

    1. Caro João, quem sou eu para lhe aplaudir! No entanto, fico com inveja da sua coragem! Para seu consolo, lembre que até Cristo foi motivo de chacota. Moro no Rio mas sou santareno e acho uma estupidez destruirem esse paraíso. Que tal na minha próxima ida a Santarém fazermos um protesto tipo “LOUCO VARRIDO”. Seria uma coleta do lixo encontrado entre o Mascotinho e o Terminal Fluvial e depois o lixo coletado seria depositado em cima da pracinha da Adriano com uma grande faixa branca com letras pretas tipo “VOCÊ É O PORCALHÃO QUE DEIXA ISSO PARA TRÁS?’ ou “VOCÊ É RESPONSÁVEL POR ESTA SUJEIRA”. Se v. gostou da idéia e o Jeso também abraçar, dê seu telefone a ele e quando chegar aí falaremos. Deverei ir aí em outubro. Abraços,

  • Caro amigo Nilson,

    Sua atitude deveria ser a de muitos outros que amam nossa querida “Pérola”. Infelizmente, acontece aí, aqui (Belém) e fica por isso mesmo. Tem muita gente preocupada com o meio ambiente, no entanto, é muito maior o número daqueles que estão “se lixando” pro tema. Aqui na cidade das mangueiras já presenciei “gente civilizada” jogando papel em Shopping Center, e isto corrobora
    o que acontece por aí. Talvez seja gente com estudo, mas sem educação. Lamentável.

    Abs

  • Quem deixa isso parece que nunca mais vai usar a praia, e ainda pensa que praia é lixão. É muita ignorância. affi meu Deus do céu tenha compaixão desse bando de porcos.

  • Caro Sr. Nilson Vieira, ser civilizado não é beber coca cola em lata ou pet e se deslocar a 120 por hora em carrões de luxo. Ser civilizado é viver em harmonia com a natureza. O que aconteceu recentemente na Região Serrana do Rio de Janeiro é um bom exemplo do que acontece quando o homem se acha superior à natureza. Um dia ainda veremos esses porcalhões entupidos com as garrafas pet ou latas na boca e os carrões a 120 por hora enganando-se que fugirão da mãe natureza. Santarém é a cidade que conheço que tem mais urubus. O mesmo podemos dizer das belas praias onde formigas, moscas e urubus disputam os restos deixados por aqueles que acham que a natureza lhes pertence e dela podem fazer o que quiserem. Consciência ecológica como a sua deveriam ter muda para plantarmos na cabeça desses energúmenos. Com respeito, abraços.

  • Nilson, aliando-se a isso, no sabádo depois de voltar do Arapiuns, notamos carros e motos estacionados a beira do Tapajós, belas pick-up com seus donos demonstrando sua pompa, e muito, muito ainda MAIOR sua falta de educação.
    Santarém está cheio disso, de gente porca e mal-educada, que desrespeitam a tudo e a todos.
    Lhe parabenizo por este post, que alguma autoridade – competente – tome conhecimento e visite os fins de semana.

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