
Assessora especial recém-nomeada pelo prefeito Ulisses Medeiros, de Belterra (PA), a advogada Edna Carneiro da Silva é uma das pessoas sob investigação do Ministério Público do Pará (MPPA) por envolvimento no esquema de corrupção da Perfuga no município.
O caso estava em tramitação no TJPA (Tribunal de Justiça do Pará), em Belém, até o ano passado. Por decisão do desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior, conforme o JC revelou, os autos do processo foram remetidos para Santarém.
É que o marido de Edna Silva, o médico Jociclelio Castro Macedo, o Dr. Macedo, ao renunciar ao cargo de prefeito de Belterra em janeiro de 2023, perdeu o foro privilegiado.
Em consequência, o processo criminal da Perfuga contra ele e mais cerca de 20 pessoas, entre as quais a ex-primeira-dama, foram declinados para comarca de Santarém, onde os processos de Belterra tramitam.

O esquema criminoso de corrupção investigado pelo Ministério Público transcorreu nos anos de 2017 e 2018 em Belterra, à época o município era gerido por Macedo. A investigação apura a participação de pessoas físicas e jurídicas em diversos crimes, tais como fraude a licitações, associação criminosa e peculato.
Um dos investigados, inclusive, chegou a ser preso e condenado 3 vezes por envolvimento na Perfuga em Santarém (PA). As penas dele somam 36 anos de prisão. Westerley Jesus de Oliveira, porém, fugiu. E virou foragido de Justiça.

Assessora especial
Desde o final do ano passado, Edna Silva é assessora especial do prefeito Ulisses Medeiros. Está lotada na na Semaf (Secretaria Municipal de Administração, Finanças e Planejamento). Ganha R$ 3,2 mil. Ulisses e Macedo são aliados. O médico trabalha para reelegê-lo.
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A reportagem diz que ela é investigada pelo MP por corrupção. Aí a “cidadã do bem e dos bons costumes”, é nomeada para a secretaria de Administração
e Finanças (justamente FINANÇAS). Uma pessoa que passa em um concurso, mesmo que seja de nível municipal, para ser nomeado tem que comprovar uma pilha de certidões NEGATIVAS de antecedentes criminais de diversos órgãos, já essa turma do “Q.I.” que geralmente estão devendo a justiça ocupam os chamados cargos de confiança e DAS.