Arigó: santareno também discrimina

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Oportuno comentário do leitor que se assina Antônio sobre o artigo Desagravo ao povo paraense, da lavra de Octávio Pessoa:

Dói, né? Discirminação dói, não tem jeito. Agora, e a discriminação que os paraenses, particularmente os mocorongos (ou santarenos), fazem com os cearenses não conta, não? Com que conotação o termo arigó é usado em Santarém?

Vejo que o povo de Santarém está chocado com o que foi protagonizado pelo prefeito de Manaus. Mas será que esse mesmo povo já parou para pensar que todo dia discrimina pessoas em decorrência de sua origem? Triste, né?

Como diz o “arigó” Belchior em uma de suas músicas, “amar e mudar as coisas me interessam mais”. Portanto, nada de ódio com os amazonenses que discriminam os paraenses. Na verdade, devemos respeitá-los e amá-los tal como aos “arigós”. Afinal, ninguém é melhor do que ninguém.


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21 Responses to Arigó: santareno também discrimina

  • Kátia,

    Concordo com as suas palavras. A expressão arigó, em nossa cidade, sempre foi cunhada com um viés absolutamente discriminatório. E com a clara intenção de rebaixar-nos. De mostrar aos demais que nós éramos menores.

    Só pra você ter uma idéia, as expressões que mais me eram dirigidas na minha adolescência em Santarém (obviamente, sempre com muito “carinho e acolhimento”), eram: arigó burro, ladrão, sujo (não toma banho – é que no Ceará não tem água), estrangeiro residente em Santarém e por ai vai…
    Nessa época, os japoneses que aqui viviam eram tratados como nativos. Eu, embora já nascido em Santarém, era um alienígena.

    Mas como diz o ditado: “O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO”. Passaram-se os anos, muita água rolou por baixo da ponte, e nós (os ditos arigós) só crescemos. E crescemos muito. Aqui falo não só no aspecto econômico, mas também – e, principalmente – no aspecto cultural. Em nosso meio (cearense) se tornou comum encontrarmos juiz (federal), advogados, delegados de polícia, diversos médicos, odontólogos e, até, para o nosso gáudio, um Vice-Governador do Estado etc.

    Hoje, assumo com dignidade a minha condição de A R I G Ó. Faz parte de minha alma. É um estado espiritual. E isso muito me orgulha.

    VIVA SANTARÉM!

    Vivico Sênhior

    1. Vivico Sênior,

      Você é o melhor exemplo. Foi o primeiro a brilhar intelectualmente.
      Agora o decantado brilho futebolístico, ainda estou investigando: em itaituba inquiri mais umas testemunhas mês passado.

  • Não veja nada demais nos nossos termos “pejorativos” como: mocorongo, arigo, chupa osso, espoca bode, ximango, pinta cuia..etc, porem paraense=ladrão e a mãe de que chama como o Tiririca do Amazonas Amazonino Mendes.

  • O termo arigó sempre teve uma conotação pejorativa, como já registrava Sérgio Buarque de Holanda, em seu Raízes do Brasil.

    Não me venham com esse papo de que a pecha “arigó”é usada carinhosamente. Refiram-se aos cearenses e descendentes, com a dignidade que pessoa humana deve merecer. Tratem-nos como braslieiros que tem a liberdade de se fixarem em qualquer lugar do País.

    Por outro lado, o bairrismo existe mesmo em todo lugar. Trata-se de xenofobia ou etnocentrismo em sua fase rudimentar. Em Fortaleza mesmo é comum alguns idiotas perguntarem por onças, jacarés e até índios antropófagos em Santarém. Nesse caso, respondo que não há mais canibais, pois os últimos nós os comemos na semana anterior.

  • O TRIGO E O JOIO.

    Muitos aqui ja ouviram falar.
    pois é. Todos os paráenses que chegam em manaus são vistos como o JOIO.
    Demônios.
    O Lúcifer os Expulsa do pará e os infelizes vem para o amazonas trazendo suas almas arruinadas para tentar a vida aqui em manaus.
    sim é assim que todos os amazonenses veem os paráenses.
    e é assim que todos os paráenses mostram ser quando chegam por aqui.
    (UMA PRAÇA NO BAIRRO SANTA ETELVINA ESTA OCUPADA POR PARÁENSES HÁ MAIS DE 3 MESES).

  • eu sou cearense. portando sou UM ARIGÓ. sou arigó com muito orgulho. aliás, eu nao sei porque os meu conterrâneos, arigós, estão reclamando por ser chamados de arigó…
    la na minha querida terra, Ceará, o agente chama o outro de arigó. Eu nao vejo nada de mais…
    Portanto, somos ARIGÓS…
    Como é bom ser arigó.
    Por falar em arigó, quero mandar um abraço pra todos meus amigos e conterraneos ARIGÓS, la do mescado municipal…
    ÊTA BANDO DE CABRA DA PESTE…

  • Arigó e Mocorongo são termos pejorativos, sim senhor. Vamos acabar com esse lenga-lenga hipócrita. Bairrismo existe em tôda parte do mundo.

  • Engraçado, o Otávio nos chama de mocorocongos e se queixa do epíteto arigó, como se as duas expressões não fossem pejorativas.

  • Se é verdade que o paraense é ladrão e que o amazonense é preguiçoso, isso eu não sei, mas um rapaz do amazonas casou com uma moça de Santarém, nasceu um filho e aos dez anos o moleque tava sendato na calçada de casa quando falou ao pai:
    – Pai, tô com uma vontade tão grande roubar um pouquinho, só não vou porque tô com uma preguiiiiiiça!

  • Ó Toin…para com isso meu irmão, sinto mais discriminação em alguns lugares quando nos chamam de “Mocorongo”, mas arigó? Quando eu era criança, eu tinha era medo, pois todos usavam uma faca na cintura, sou do eixo forte e moro em Belém, gosto mais de buchada de bode do que de carangueijo, meus melhores amigos ai na terrinha ou aqui na cidade das mangueiras são nordestinos. Em Manaus é outra coisa, lá eles contam que duas pessoas iam passando em frente a penitenciária quando ouviram uma gritaría , é rebelião? O outro, não é gol do Payssandu. Isso não me tirou nem um pedaço, ao contrario, cada vez me orgulho mais de ser Santareno, Paraense , como meu amigo Gil Serique.

  • Caro Jeso.
    Quero entra nesta briga, primeiro quero dizer que não sou Arigó, sou natural de Santarém do Tapajós, mais não adianta esconder o sol com a peneira, é claro que existe de uma certa maneira preconceito contra os nordestinos e seus filhos chamados de arigós, não com o mesmo sentido dos Manauaras que chama os paraenses como sinônimo de ladrão, aqui o preconceito vem velado com um pouco de ciúme pelo sucesso dos Arigós em nossa terra como se os mesmo estivesse tirando as oportunidades do locais ,mais que tem ciúme tem sim, só que poucos revelam a não ser nas rodadas de bate papo.
    O Arigós tem uma parcela de culpa, pois os mesmo se blindam ao ponto de casarem somente com parentes, sobrinho com sobrinha, primo com prima e por ai vai, esta forma de se proteger tem seus benefícios e por outro lado acarreta problemas de relacionamento. É muito comum ver Arigós que nunca foram no Ceará com o sotaque nordestino um verdadeiro estrangeiro em sua própria terra.
    Agora meus amigos pior que o preconceito dos Santarenos aos Árigós é o preconceito dos Santarenos com os propios Santarenos, principalmente os da área urbana aos ribeirinhos, o que mais se houve nas rodadas de bate papos eu falo em todas as camadas sociais é a descriminação e falta de respeito ao santarenos do interior, eles são chamados de preguiçosos , que só vivem a base de sexta básica, só sabem fazer filhos, que são acomodados e tudo que se tem de ruim recai no homem do interior, eu mesmo já tive oportunidade de conversar com um cidadão empresário de supermercado com características todas do interior e sabedor eu que o mesmo tinha descendência do interior falando mau de sua própria gente só por que o mesmo era um homem bem sucedido e seus primos não.
    Quando um sulista vem para cá grande parte da sociedade abrem as penas e se deixam levar, mais quando se trata de um nordestino ou mesmo do interior os mesmo aqui não são valorizados, se um santareno passa uma semana no sul ou sudeste já volta com o sotaque de lá ou seja não tem auto-estima e o sulista já é o contrario tem mais de 30 anos de região e faz questão de falar com o sotaque da sua região.
    Não adianta a gente esconder eu também estou injuriado com que o babaca do Amazonino falou, mais devemos rever também as nossas atitudes e nos valorizar mais , não somos tão diferentes dos outros, temos nossos defeitos mais também muitos valores, por isso não precisamos imitar ninguém e muito menos desvalorizar a nossa própria gente inclusive os ARIGÓS.

  • Realmente Antonio,
    Voce esta confundido as coisas,…………….. Barra limpa e Socorro tem toda razão,ser chamado carinhosamente por um apelido nao denota discriminação. Sendo eu uma ARIGÓ e ter meus irmãos apelidados de “fulano arigó” em momento alguns nos sentimos mal tratados ou humilhados. Amigo!!! vamos saber separar as coisas…….Nada haver seu comentario, é tão bom ser arigó…….

  • Arigó não é discriminação, somente para diferenciar aqueles que vieram para transformar o lugar, sou descendente de nordestino meu bisavô foi um dos maiores desbravadores no interior do município de Monte Alegre. Esse pseudo de arigó nunca foi pra mim ato de discriminação, mas de paraense ladrão lá no Amazonas é bem diferente. Aqui arigó é sinônimo de trabalhador e não de ladrão ou vagabundo, o exemplo tá na cidade com os maiores empreendedores, os cabra da peste mesmo. Mas se tem gente que se ofende com esse termo tá muito equivocado, pois é bem diferente de como os nordestinos são tratados lá em São Paulo por meia dúzia de babacas.

  • Meu pai é descendente do Piaui, minha mãe do Lago Grande, e voce acha que eu possa ter algum preconceito contra os nordestinos? Arigó filho de uma égua…rs…

    1. ALÔ DUDU,

      QUE PAPO É ESSE DE TU DIZER QUE DESCENDE DE NORDESTINO COM ESSA CARA DE NOVA YORQUINO?
      TE PREPARA QUE A CAMILA PITANGA VEM AÍ… ( INVEJA MATA!!… KKkkkkkkk )

      um abraço amigo. kd seu blog novo??

      chaguinha

  • Meu caro, barra limpa,
    Só estou aqui para dizer que concordo plenamente com você.
    E quanto ao Antonio, sinto muito que sinta-se tão discriminado em nossa terra.
    Logo nossa terra tão hospitaleira e ao mesmo tempo tão apaixonante.
    Apaixonante sim,do contrário não estaria tão cheia de pessoas de outros Estados habitando esse recanto de tantos encantos, não é mesmo? Por aqui somos tão hospitaleiros e carinhosos que acolhemos com nosso jeito simples, caboclo e mocorongo de ser muitos e muitas, inclusive você meu caro Antonio.

  • acredito que o termo “arigó” não seja uma discriminação de caráter pejorativa, mas sim apenas um perfil, uma tribo, no máximo estereótipo.
    É algo como os punks, os emos: um grupo de pessoas com caracteristicas semelhantes, mas que não pode ser generalizado.. Existe arigo pobre, rico, burro, inteligente, malandro e trabalhador.
    E no contexto social santareno nem se fala da importancia desse grupo. Seja na formação da nossa economia, da nossa política e, principalmente, da nossa cultura. Portanto, não há motivos para dizer que existe preconceito desse tipo por aqui.

  • Não tem comparação, o que o atual Prefeito de Manaus fez , com essa conterrânea, sendo no verdadeiro sentido um Canalha, Canalha.
    Quanto ao termo arigó, usado na terrinha e generosidade do Santareno…..
    Não pode levar como sendo pejorativo e preconceituoso o termo..viu “”” Antonio Arigó””….

  • Queria eu meu caro Antônio que toda discriminação fosse da forma que os santarenos discriminam os cearenses, dando terras, suas filhas e filhos em casamento e tornando-se clientes em suas lojas e etc.O termo arigó é usado em Santarém de forma carinhosa assim como mocorongo, caboclo é usado, em Manaus se alguém te chamar de paraense ou Pará, em outras palavras eles estão te chamando de ladrão. Ex. Fala Pará ( Fala Ladrão), Tu é paraense é ( Tú é ladrão?) estes termos são usados até mesmos a amazoneses.

    1. Barra limpa tá de sacanagem né, dizer que quando me chamavam de arigó era carinhosamente sabe que morri de rir. Outra coisa ninguém deu nada para os cearences isso foi conquistado com muito suor e trabalho dá mesma forma que os milhares de paraense estão conquistando no amazonas com muito suor e trabalho. Esse barrismo existe e não é diferente dos amazonenses.

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