Dia do Orgulho Heterossexual

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No blog do Josias de Souza, da Folha de São Paulo:

Integrante do grupo político do vice-presidente Michel Temer, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) protocolou na Câmara um projeto inusitado.

Sugere introduzir no calendário, por meio de lei, o “Dia Nacional do Orgulho Heterossexual”. Seria celebrado no terceiro domingo de dezembro.

Cunha imita no plano federal iniciativa do vereador Carlos Apolinário (DEM), que propôs o Dia do Orgulho Heterossexual na cidade de São Paulo.

Membro da bancada evangélica, o deputado justificou sua iniciativa no twitter: “Os heteros querem também o direito de manifestarem seu orgulho. Viva as famílias.”

A iniciativa chega dois dias depois da Parada Gay, que levou 4 milhões de pessoas à Avenida Paulista, em São Paulo.

A apresentação da proposta coincide, de resto, com a entrega da certidão do primeiro casamento gay realizado no Brasil, em Jacareí (SP), foto abaixo.

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17 Responses to Dia do Orgulho Heterossexual

  • Armando S S Junior,

    Pra quem foi errado um dia? Resposta: Para os Hipócritas e Homofóbicos (os HH´s).

    Incentivado por quem? Resposta: Ninguem, simplesmente porque cada qual que cuide do seu quadrado.

    Tolerado por que? Resposta: Para quem busca evolução moral, e estes estão olhando para si próprio, para a condução do seu próprio caráter.

    O que os grupos inteligente estão fazendo? pergunta que você não fez. Resposta: Evitando o preconceito e a violência contra um grupo especial de seres humanos. Certo ou Errado amigo, quem vai pagar serão provações de carater, no final das contas, é o que vai valer.

    Porque será que esse grupo existe? só falta me dizeres que isso é obra do Satanás?
    Porque será que a Homofobia existe? é….pense nisso, ai de quem provocou o escândalo.

    ah, quando escolher a cidade fora do Brasil que você vai morar, sugiro São Francisco (EUA)….rssss

    Telma

  • Antes era errado ser homosexual … depois passou a ser tolerado …. hoje está sendo incentivado … vou-me embora do Brasil antes que se torne obrigatorio !

  • Olha Jeso, emito esse comentário sem medo de errar que um dia alguém me convença e prove em contrário: ISSO É UMA VERGONHA NACIONAL! UMA VERDADEIRA FALTA DE VERGONHA NA CARA!
    O mais vergonhoso de tudo isso, são as pessoas que ainda tratam do tema com tamanha hipocrisia.

    1. é o fim da picada.
      se continuar assim, não haverá mais reprodução humana.^
      e todo mundo acha isso (viadagem) coisa normal, opção sexual, doença e outras coisas do gênero.
      é vergonhoso.
      como vou explicar que dois ‘viados’ vão formar uma familia e reproduzir a espécie humana? é só dizer que o vírus HIV vai contaminar o mundo.

  • Cruzada religiosa combate direitos civis dos gays

    O vereador Carlos Apolinário, ligado à Assembleia de Deus, apresentou proposta para criar em São Paulo, o dia do “orgulho hetero”, levando o projeto para votação às vésperas da Parada Gay.

    A Marcha para Jesus virou palco de repúdio à decisão judicial que garantiu a união estável homoafetiva, tendo como principal estandarte que “o verdadeiro Supremo é Deus”.

    A deputada Myriam Rios, hoje missionária católica, fez pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro propagando a expressão “orientação sexual pedófila”. Dizia ter medo da proximidade de uma babá lésbica a filhas pequenas ou do assédio de um motorista travesti sobre seus meninos.

    Porque a incorporação de direitos civis aos homossexuais está incomodando tanto assim aos ativistas da religião?

    Não são eles os primeiros que deveriam se destacar pela defesa do amor, da solidariedade e do abrigo aos mais vulneráveis?

    Onde estão as tradicionais preocupações com desigualdades sociais e manifestações de fraternidade?

    Há quem diga que os grupos religiosos se sentiram intimidados com a proposta de criminalizar a homofobia.

    Paradoxo dos paradoxos, pois a punição do preconceito é justamente o combustível para a liberdade de crença.

    Em algum lugar do mundo, membros das mais diversas religiões já sentiram na pele o terror do preconceito e da intolerância. Como reproduzi-lo, então?

    Depois da decisão do STF que autorizou a Marcha da Maconha, reconhecendo o legítimo direito à manifestação, muitos disseram em um misto de birra e revolta: se vale defender a maconha, vale falar qualquer coisa. Acabou-se a mística da homofobia.
    É uma ideia equivocada.

    Como bem explicou o ministro Celso de Mello, em voto primoroso, a liberdade deve ser garantida para expressar os mais diversos pensamentos. Mas nunca para ferir -o Pacto de San José da Costa Rica, que o país subscreveu, exclui do âmbito protetivo da liberdade de expressão todo estímulo ao ódio e ao preconceito.

    Propor a legalização da maconha é legal. Dizer que os homossexuais são promíscuos, não.

    Reverenciar o “orgulho hetero” também não é o mesmo que fazer uma parada gay -assim como prestigiar a consciência negra não se equipara em louvar o “orgulho branco”, típico dos sites neonazistas.

    A diferença que existe entre eles reside na situação de poder e de vulnerabilidade.

    Os movimentos negros e gays se organizam pela igualdade e procuram combater a discriminação – o “poder branco”, memória do arianismo, busca exatamente reavivá-la. Não quer igualdade, quer supremacia.

    Basta ver que a proposta do “orgulho hetero” se impõe como um resgate da “moral e dos bons costumes”, tal como uma verdadeira cruzada.

    Por fim, mas não menos importante, a absurda vinculação entre homossexualidade e pedofilia.

    Não é grave apenas pelo que mostra -um profundo desconhecimento da vida. Mas, sobretudo, pelo que esconde.

    Jogar o defeito no outro, no diferente, naquilo que não nos pertence, é o primeiro passo para esconder o mal que nos cerca, e assim evitar sua punição.

    Em vinte e um anos de judicatura criminal, vi inúmeros padrastos molestaram sexualmente suas enteadas, tios violentarem suas sobrinhas e até mesmo pais condenados por estupros seguidos em meninas de menos de dez anos. Na grande maioria dos casos, os crimes são praticados por heterossexuais.

    Não se trata de tara, perversão ou qualquer outro atributo de fundo moralista. É simplesmente violência.

    Misturar as estações não é ruim apenas por propagar um preconceito infundado. Mas por nos distanciar do problema e, em consequência, da solução.

    Quando um dogma supera as lições que a vida nos traz, quando o apego à filosofia é maior que o amparo a dor, quando até o sempre solidário cerra os punhos, um sinal de alerta se acende.

    É preciso relembrar que somos todos humanos.

    1. Caro Anônimo,

      Não se trata de “cruzada religiosa” contra os direitos civis dos gays. Queremos é falar do tema de forma ética, respeitando a dignidade e crença alheia – seja ela qual for, católica, evangélica, espírita, etc., mas como discutir um assunto desta natureza com alguém que defende uma idéia mas não tem coragem de sair do anonimato?

  • O que faltou pra esse tipo de gente quando ainda era mais jovem foi um cabo de enxada na mão pra aprender e dar valor na vida e no sexo que Deus lhe deu!!

  • olha os Borlsonariozinhos por aqui!!!! é de lascar!

    Viu como é Célia, entendi perfeitamente o que você levantou e estás corretíssima, mas observe os outros comentários, parece que voltamos ao nivel zero deste entendimento, estão equivocados os Gays, sobre a parada gay e ainda a sociedade sobre este tema.

    Telma

    1. Pois é Telma, o assunto é “nitroglicerina pura”. Não tenho nada contra a opção sexual de ninguém. O que acho errado é o indivíduo levantar uma bandeira pisando a do vizinho.

      Acredito que quando o movimento não tem um objetivo apoiado em bases sólidas acaba escambando para o que vimos na passeata: desrespeito, falta de civilidade e de cidadania!

  • Casamento é entre homeme mulher, família é o resultado da união entre duas pessoas do sexo oposto que irá gerar uma terceira. Portanto, não deve ser empregado os termos acima para a união entrre duas pessoas do mesmo sexo, pois jamais irão gerar outro ser através de suas ações sexuais. Que os homossexuais queiram se manifestar, tudo bem, mas daí querer impor que uma coisa errada seja normal, isso vai de encontro aos conceitos CORRETOS de uma família normal.

    1. Concordo, algumas pessoas não conseguem ver além do coitadismo. O conceito de casamento e de família não podem ser distorcidos. As pessoas usam a desculpa de serem contra o preconceito para fazerem atitudes medíocres.

  • Célia, concordo e achei desnecesário. Entendo uma certa euforia e empolgação depois de trem sofrido anos de descaso e tortura vinda da sociedade, no entanto essa conquista de hoje não deve se transformar em outro tipo de ódio. Espero que a ficha caia e trilhem um caminho mais inteligente que dos trogloditas heteros, do tipo do Borlsonaro.

    E sobre o dia dos Heteros, é outra proposta tola e mediocre, como se os Hetéros apanhassem nas ruas até a morte porque são Heteros. A outra estupidez dessa proposta é afirmar que só tem familia quem é Hetero, seria o recomeço do preconceito.

    Falta trabalho para esse povo, poderiam ir varrer as ruas.

    Telma

  • É um assunto muito delicado, mas acredito que em relação ao “casamento gay” tenho algumas observações. O termo é inadequado, pois casamento deriva da palavra casal a qual significa um par composto de um macho e uma fêmea. Da mesma forma, pelo o que foi mostrado no fantástico, não é correto usar o termo FAMíLIA para esta união estável, pela definição da palavra família na constituição. Concordo com a Célia em tudo, acho estranho um dia do Orgulho Hetossexual.

  • Jeso,

    Quero aproveitar que você tocou na questão e deixar registrada a minha indignação contra a parada gay ocorrida em SP. Nada contra os homossexuais e o seu direito de manifestação. Cada um luta por aquilo que acredita.
    Agora ofensa, agressão e escárnio às imagens dos santos da Igreja Católica demonstrou uma imensa falta de respeito por parte dos organizadores. Não se constrói nada (opinião, principalmente!) passando por cima da crença e da dignidade alheia!

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