Faltam
dias para a realização do plebiscito sobre a criação dos estados do Tapajós e Carajás, marcado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o dia 11 de dezembro de 2011.
Desde terça-feira (13), as frentes parlamentares pró e contra a criação dos estados do Tapajós e Carajás podem fazer propaganda em defesa do “sim” ou do “não”. Abaixo, o que está liberado pelo TSE:
1) Propagandas, como distribuição de panfletos e cartazes, entre outros, inclusive internet.
2) Pesquisas de opinião pública relativas ao plebiscito, desde que sejam registradas no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará e estejam de acordo com as instruções expedidas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral.
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3) Propaganda com uso de alto-falantes ou amplificadores de som, das 8h às 22h.
4) Comícios e uso de aparelhagem de sonorização fixa, das 8h às 24h.
A propaganda em rádio e televisão ainda não está liberada. Isso só ocorrerá a partir do dia 11 de novembro, ou seja, 30 dias antes do plebiscito.
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Calendário: campanha só até 10 milhões.
O ESTADO DO TAPAJÓS DEVE DEIXAR DE SER DEBATIDO EM GABINETES E PARTIR PARA A CAMPANHA JUNTO AO POVO SOFREDOR DO PARÁ.
Acho perda de tempo tentar convencer esses radicais xiitas que são contrários a divisão do Pará.
Temos que deixar de ser demagogos e deixar de fazer campanha em gabinetes fechados. Resta pouco mais de 2 meses para a votação. Não há tempo para debater o que já temos nossas convicções e não vamos convencer a tropa de Zenaldo Coutinho e outros egoístas que querem ver o Pará grande só no mapa, só no papel, queremos um estado grande em desenvolvimento e isso se dará com a descentralização e a criação de três novos estados.
Para isso temos que partir para as ruas, para o povão, para o eleitor, são eles que decidiram o plebiscito, chega de debater com pessoas que não irão ceder, vamos partir para a campanha nas ruas, de porta em porta. PRECISAMOS DO POVO NESSA EMPREITADA E NÃO DE DEBATES QUE IRÃO NOS LEVAR A MORRER NA PRAIA. O PLEBISCITO É MATEMÁTICO, É CONTAGEM DOS VOTOS, POR ISSO CADA VOTO DE NOSSA GENTE SIMPLES E SOFREDORA É IMPORTANTE.
A pesquisa da manipulação
Lúcio Flávio Pinto
A pesquisa encomendava por O Liberal ao Vox Populi incluiu mais dois temas. Um, foi a divisão do Pará. A pergunta feita (a todo o universo e não apenas aos moradores da capital) foi: “De maneira geral, como você avalia a possibilidade de o Pará ser dividido em três Estados?”. Considerando a margem de erro, houve empate técnico e qualquer prognóstico seria temerário: 33% acham que a divisão é negativa, 31% a consideram positiva e 29% não sabem ou não responderam.
No cruzamento por região, 57% da população de Belém acham a divisão negativa, contra apenas 9% de positivos e 29% de indecisos. Mo interior, surpreendentemente, apenas 37% do interior aprovam a criação dos dois novos Estados propostos, 26% são contra e 29% estão indecisos.
Já diante da pergunta seguinte (“Sabendo que uma das etapas desse projeto é a realização de um plebiscito com a população paraense, qual seria o seu voto?”), a oposição ao retalhamento na capital sobe para 67% e a posição favorável no interior chega a 43%, reduzindo-se a margem de indecisos para 20% e 22%.
Que conclusão tirar desses números? Que a pesquisa é de pouca valia para aferir a disposição do eleitor que irá votar no plebiscito de 11 de dezembro. Porque não pondera os resultados pelo peso eleitoral do interior ou da capital. Não basta indicar os resultados da sondagem em Belém e no interior se não está acrescentado o percentual de cada uma das partes no colégio eleitoral. Mesmo se considerado apenas o interior, a pesquisa teria que ser subdividida entre os dois Estados propostos (Tapajós e Carajás) e o restante do interior, com as devidas ponderações.
O erro é elementar. Espanta que o Vox Populi o cometa. Mas não surpreende, sabendo-se quem é o cliente. Os objetivos de O Liberal são utilitários. Talvez por isso o responsável pela encomenda tenha levado dois meses para divulgar a pesquisa, preparando bem a fórmula. Ela teria que atender o outro objetivo, de atingir o governo de Simão Jatene. Quanto a este quesito, a pesquisa parece bastante convincente. Por um detalhe simples e evidente: coincide com a realidade perceptível empiricamente.
Verifica-se que o novo governo é mal avaliado em todos os setores sociais, por ordem de gravidade: saúde, segurança pública, educação (estrutura física das escolas) e emprego. Mas verifica-se também que enquanto esses segmentos são considerados críticos em Belém, o interior sente mais a falta de estrada e de apoio à produção do que, evidentemente, a capital. Os problemas sociais nos ermos paraenses já fazem parte da rotina do abandono, por isso os índices de críticas são menores. Mas não tanto que não imponham o problema espacial do Pará como vital, saiam ou não os novos Estados. Se o Pará voltar a ser o mesmo depois do plebiscito, a situação só vai piorar.
O PREFEITO DE ITAITUBA NÃO APOIA A EMANCIPAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJÓS, O JUDAS DE NOSSOS SONHOS.
Prefeito de Itaituba em baixa com o movimento.
O prefeito Walmir Clímaco está em déficit com o Tapajós, esta é a avaliação que obteve conversando com vários prefeitos da região durante a inauguração do comitê em ruropolis. Embora tenha sido convidado para as inaugurações e divulgação em municípios vizinhos o prefeito não teria comparecido a maioria dos compromissos. Os colegas prefeitos alegam que Walmir não estaria envolvido da mesma forma que eles no movimento, prova disso é que a inauguração do comitê de Itaituba já foi adiada por duas vezes.
Os lideres do movimento em Santarém também estão rescendidos dizem que os 30 mil reais doados pelo prefeito ao movimento ainda não chegou aos cofres da coordenação. Aqui em Itaituba o coordenador do movimento Patrick Souza, também se reclama da mesma situação, diz que tanto a prefeitura como a câmara cruzaram os braços e não estão dando apoio logístico e muito menos financeiro. O coordenador geral do movimento professor Edvaldo Bernardes, já teria dito ate que iria confeccionar uma nota de repudio aos políticos de Itaituba que não estão colaborando com o movimento.
A inauguração do comitê itaitubense estaria marcada para a próxima semana, mas ouvi alguns prefeitos dizer que não virão a Itaituba como forma de protesto pela ausência de Walmir em outros encontros. O fato é que Itaituba uma das maiores cidades do novo estado não pode ficar atrás de municípios pequenos como Rurópolis que fez uma grande festa. Alguns dizem que o prefeito de Itaituba não estaria fazendo campanha por que não quer perder o apoio do governador Jatene. Mais algumas situações são compreensíveis já que vivemos numa democracia e nem todo mundo é obrigado a ser a favor do Tapajós.
todo mocorongo que sai de santarém é inteligente !!! ruy barata saiu de santarém e evoluiu , portanto, é inteligente !!!!
Tu sabes se a população do restante do Pará, concorda com esse esquartejamento do Estado?
Tu achas que o pessoal que comanda as frentes contra o divisão estão parados.
Existem regiões no sul-sudeste e oeste do Estado que não concordam com a divisão, principalmente Altamira, Tucurui, Novo Repartimento, todo o Marajó, Oriximiná e arredores do baixo amazonas.
Segue um artigo escrito pelo poeta Ruy Barata, que dispensa comentários.
Em 2001, quando o Congresso brasileiro aprovou projeto permitindo a divisão do Pará e a criação de um estado do Tapajós, um dos santarenos mais paraenses de todos os tempos, o poeta Ruy Barata, escreveu uma pequena e ao mesmo tempo imensa frase: “eu sou de um país que se chama Pará”. Ruy Barata é o patrono do Grão-Pará livre: ligado ao Brasil por opção, mas com sua soberania, com sua dignidade, preservadas.
Neste momento que o Congresso brasileiro aprovou a realização de plebiscito sobre criação do estado do Tapajós, é oportuno divulgar o grito de guerra de Ruy Barata que sugere uma reflexão: quem tem interesse na divisão do Pará? Que futuro podemos esperar se essa divisão se concretizar?
“Sou paraense e, como tantos bons paraenses, nascido em Santarém.
Acho inadmissível a intenção de dividir o Pará.
Idéia obtusa de maus santarenos e de maus paraenses, guiados por ambição desmedida e por interesses pessoais, a divisão do Pará em tudo compromete o futuro desenvolvimento da região.
Maus santarenos que se deixam levar pela ilusão de que essa figura institucional que é ser capital de estado lhes trará melhores dias.
Maus paraenses movidos pelo interesse politiqueiro de ter mais cargos públicos a sua disposição.
Maus santarenos que ofertam gratuitamente ao estado brasileiro a sua verdadeira cidadania – de grão-paraenses, de amazônidas.
Maus paraenses que se esquecem da lição da história.
Maus santarenos e maus paraenses que se esquecem que o Grão-Pará já foi um país independente e que, se faz parte do Brasil atual, é porque foi constrangido, obrigado a isso.
Que não percebem que a divisão do Pará enfraquece a sua verdadeira, única e profunda identidade – a de grão-paraenses.
Que não percebem que é somente nesse fundo ideológico comum a todos os amazônidas, nessa idéia adormecida, que estão suas melhores chances de porvir.
Dividam o Pará, maus paraenses, maus santarenos, e terão mais 150 anos de adormecimento.
E quando falo em Grão-Pará não estou falando em independência política da Amazônia – uma idéia estapafúrdia Em 2001, quando o Congresso brasileiro aprovou projeto permitindo a divisão do Pará e a criação de um estado do Tapajós, um dos santarenos mais paraenses de todos os tempos, o poeta Ruy Barata, escreveu uma pequena e ao mesmo tempo imensa frase: “eu sou de um país que se chama Pará”. Ruy Barata é o patrono do Grão-Pará livre: ligado ao Brasil por opção, mas com sua soberania, com sua dignidade, preservadas.
Neste momento que o Congresso brasileiro aprovou a realização de plebiscito sobre criação do estado do Tapajós, é oportuno divulgar o grito de guerra de Ruy Barata que sugere uma reflexão: quem tem interesse na divisão do Pará? Que futuro podemos esperar se essa divisão se concretizar?
“Sou paraense e, como tantos bons paraenses, nascido em Santarém.
Acho inadmissível a intenção de dividir o Pará.
Idéia obtusa de maus santarenos e de maus paraenses, guiados por ambição desmedida e por interesses pessoais, a divisão do Pará em tudo compromete o futuro desenvolvimento da região.
Maus santarenos que se deixam levar pela ilusão de que essa figura institucional que é ser capital de estado lhes trará melhores dias.
Maus paraenses movidos pelo interesse politiqueiro de ter mais cargos públicos a sua disposição.
Maus santarenos que ofertam gratuitamente ao estado brasileiro a sua verdadeira cidadania – de grão-paraenses, de amazônidas.
Maus paraenses que se esquecem da lição da história.
Maus santarenos e maus paraenses que se esquecem que o Grão-Pará já foi um país independente e que, se faz parte do Brasil atual, é porque foi constrangido, obrigado a isso.
Que não percebem que a divisão do Pará enfraquece a sua verdadeira, única e profunda identidade – a de grão-paraenses.
Que não percebem que é somente nesse fundo ideológico comum a todos os amazônidas, nessa idéia adormecida, que estão suas melhores chances de porvir.
Dividam o Pará, maus paraenses, maus santarenos, e terão mais 150 anos de adormecimento.
E quando falo em Grão-Pará não estou falando em independência política da Amazônia – uma idéia estapafúrdia no mundo atual, o qual corre em sentido inverso.
Estou falando em soberania, dignidade cultural, no orgulho saudável de que tanto precisamos para reivindicar nossos direitos de amazônidas e crescer com felicidade e justiça.
Estou falando, em síntese, de identidade.
A soberania do Pará, neste momento, tem a oportunidade de renascer em Santarém, Óbidos, Alenquer, Monte Alegre, Oriximiná.
Da mesma forma como nasceu no Tapajós o grito de guerra de Ruy Barata: “Eu sou de um país que se chama Pará”.
É todo o Tapajós que grita, na sua essência: “Eu sou de um país que se chama Pará”.
E não teremos nem dignidade e nem identidade se nos dividirmos.
O Pará não se divide, da mesma forma que nossa dignidade, nossa soberania, nossa cultura não se dividem.
O Pará não se divide. O Pará apenas se une. Porque é na união, e não na divisão, que encontraremos o rumo do futuro”.
Depois que eu digo que esse troço de querer retalhar o pará é movimento de elite dizem que estou errado !!! essa frete pró Tapadós é que nem enceradeira de pobre mexe mexe e não sai do lugar !!!! ô povinho de várzea mocorongo sem noção !! e tudo bobão !!! ai! como eu sou bandido !!!!!
Se não começarem o processo de propaganda massificada junto a população de Belém pelo SIM, tudo estará perdido. É o povo da região metropolitana de Belém que irá decidir o processo de divisão. 88 dias passam voando, não há tempo a perder ou se entra de corpo e alma nessa campanha ou tudo está perdido.
Cadê o grito da população, cadê as manifestações, cadê os comícios, cadê as marchas e passeatas. Ficar apenas realizando debates em gabinetes não resolve.
Tá faltando empenho nessa mobilização.
O Estado do Tapajós tem que bater de porta em porta, mas comícios e se for o caso shows e eventos publico.
77 é o número..
Realmente aqui em Belém precisa de uma maior presença, pelo menos visual. Onde podemos obter material??? Adesivos de carro por exemplo??