por Jota Ninos

Cheguei a Santarém em 1978. Três anos depois, já aos 18 anos, aluguei a primeira casa como solteiro junto com um amigo comerciário, justamente na Vila Arigó (Rua Araguarina), próximo onde ficava localizada a grande fábrica. Passei a ver aquele velho prédio todos os dias, passando de bicicleta pelo local. Nem imaginava sua importância para a economia local.
Naquele mesmo ano, passei a ouvir mais sobre a Tecejuta por causa de um certo tecelão que foi sindicalista da categoria e um dos fundadores do PT, partido ao qual me filiei no ano seguinte. Era, o agora, ex-vereador do PMDB, Mário Feitosa.
Trinta anos depois, já cursando Jornalismo, visitei pela primeira vez as instalações da Tecejuta junto com as colegas Rafaela Joseph, Cristiane Sales, Ageíse Navarro e Francely Sales, por causa de um trabalho de conclusão da disciplina Telejornalismo. Gravamos stand-ups, imagens e entrevistas e aproveitei para registrar em fotografias a tristeza do local e seu maquinário abandonado (não mando as fotos por estarem pesadas).
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Este foi meu breve contato com a velha Tecejuta.
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Eu me lembro: Kotaro Tuji.
Eu me lembro.
Há 60 anos, nascia a Tecejuta.
Lembro da TECEJUTA qdo trampava como guia pra Rede Tropical de Hoteis, posto que herdei de meu irmao Flamarion.
Logo que perdemos o monopolio da borracha os investidores brasileiros imediatamente apostaram no cafe e a Tecejuta fornecia uns sacos com um escrivinhado massa que dizia CAFE DO BRAZIL. Os turistas compravam pra levar como lembrança!!
Fotografavam tudo!
Ate hoje tenho um saco! hehehe