Gabriel Garcia Marques, autor do mágico “Cem anos de solidão”. Foto: Flickr
UOL Notícias
O escritor colombiano Gabriel García Marquez morreu nesta quinta-feira (17), aos 87 anos, em sua residência na Cidade do México.
A informação foi confirmada à agência de notícias Associated Press por uma pessoa próxima à família.
O escritor foi hospitalizado no Instituto Nacional de Ciências Médicas e Nutrição Salvador Zubirán, na Cidade do México, em 31 de março, onde ficou até o último dia 8, quando voltou para casa.
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As informações sobre os problemas de saúde que levaram à internação do escritor são desencontradas: a família e o hospital falavam em infecção pulmonar e vias urinárias; já o jornal “El Universal”, o principal do México, afirmava que o escritor sofria de metástase no pulmão, gânglios e fígado – consequência de um câncer linfático que o acometeu em 1999.
A notícia da morte do autor de “Cem Anos de Solidão” e outros clássicos da literatura universal foi divulgada inicialmente por jornais locais do México e pelo diário espanhol “El País”.
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, já comentou a morte de García Marquez e decretou luto.
Leia mais em Escritor Gabriel García Márquez morre aos 87 anos.
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Chico obrigada. Vou tentar encontar, do contrário te empresto.
Quando leio, risco (sublinho) por demais…rsss
Muito obrigada desde já.
Chico o prefácio é grande? Dá para publicar aqui?
Telma,
São oito páginas do livro e eu não sei lidar com isso. Pesquisei, está esgotado, vou continuar tentando encontrar.
O livro foi lançado Brasil pela L&PM editores, a tradução do Eric Nepomuceno, impresso em 1986.
Posso lhe emprestar, se você quiser pode pegar comigo ou com Sebastião Rodrigues ou com o filho dele, Tiago ou ainda com a Laide
Chico Corrêa
Com “O amor em Tempos de Cólera” na pasta e aguardando embarque em um desses aeroportos da vida, deparei-me com o livro “Hemingway em Cuba” do escritor cubano, Norberto Fuentes, prefaciado por Garcia Marques. Esse prefácio aprofundou minha paixão por Gabo.
Chico Corrêa
Grande escritor, jornalista, correspondente, etc. Mas lembremos que tivemos aqui, no Brasil, escritor com semelhanças incríveis em suas obras, o grande Jorge Amado, que não teve influência suficiente para levar um Nobel. Para quem já teve a oportunidade de ler o romance Terras do Sem Fim e até outros de Jorge Amado (tenda dos Milagres, São Jorge dos Ilhéus, etc.) concordará que o mesmo deveria ter o mesmo reconhecimento (Nobel) que o `GABO`.
‘O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA’
Obrigada por esse presente na minha juventude e Adeus Gabo.
A nossa Literatura mais pobre…mentes brilhantes são atraidas por encantos celestiais…..
Verdade, Maralice. Uma potência da literatura mundial nos deixa.
As loucuras destes dias, a chuva fina que ora cai em Belém, o clima silencioso e frio e a notícia da morte deste que é uma das grandes referências da minha vida me remetem direto ao ambiente lírico de Cem anos de solidão. Para homenageá-lo, nada melhor do que um poema de outro gigante das artes escritas, Pablo Neruda.
PEÇO SILÊNCIO (Pablo Neruda)
Agora me deixem tranqüilo
Agora se acostumem sem mim
Eu vou cerrar os meus olhos
Somente quero cinco coisas
Cinco raízes preferidas
Uma é o amor sem fim
A segunda é ver o outono.
Não posso ser sem que as folhas
voem e voltem à terra
A terceira é o grave inverno,
a chuva que amei, a carícia
do fogo no frio silvestre.
Em quarto lugar o verão
redondo como uma melancia.
A quinta coisa são teus olhos,
Matilde minha, bem-amada,
não quero dormir sem teus olhos,
não quero ser sem que me olhes:
eu mudo a primavera
para que me sigas olhando.
Amigos , isso é quanto quero.
É quase nada e quase tudo.
Agora se querem podem ir.
Vivi tanto que um dia
terão de por força me esquecer,
apagando-me do quadro-negro:
meu coração foi interminável.
Porém, porque peço silêncio
não creiam que vou morrer:
passa comigo o contrário:
sucede que vou viver.
Sucede que sou eu que sigo.
Não será, pois lá bem dentro
de mim crescerão cereais,
primeiro os grãos que rompem
a terra para ver a luz,
porém a mãe terra é escura:
e dentro de mim sou escuro:
sou como um poço em cujas águas
a noite deixa suas estrelas
e segue sozinha pelo campo.
Sucede que vivi tanto
que quero viver outro tanto
Nunca me senti tão sonoro,
nunca tive tantos beijos.
Agora, como sempre, é cedo.
Voa a luz com suas abelhas.
Me deixem só com o dia,
Peço licença para nascer.
Que poesia magistral! Quão bela e oportuna! Plac, plac, plac, Valber pelo comentário!