Ministério Público defende que chefão da Perfuga continue preso; juiz decidirá soltura

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Ministério Público do Pará em Santarém
Prédio do MP do Pará em Santarém, onde o parecer foi confeccionado

Em parecer remetido à 2ª Vara Criminal de Santarém, oeste do estado, o Ministério Público do Pará defendeu a permanência do chefão da Perfuga na cadeia, negando-lhe a revogação da prisão preventiva solicitada por sua defesa, a Defensoria Pública do Pará.

Reginaldo Campos, ex-presidente da Câmara Municipal de Santarém (2015-2016) e vereador por 4 mandatos, está preso no quartel do 3º Batalhão da Polícia Militar desde agosto de 2017.

O parecer, com cópia obtida pelo Blog do Jeso, é subscrito por 4 promotores de justiça — Maria Raimunda Tavares, Rodrigo Aquino, Bruno Fernandes e Adleer Sirotheau. Eles pedem o indeferimento do pedido alegando que Reginaldo Campos está em pleno curso do cumprimento de sua pena, devidamente acertada em delação premiada feita pelo réu e homologada pela Justiça.

“Pelo referido acordo de colaboração premiada, o cumprimento da pena (2 anos e 6 meses em regime fechado) do réu-colaborador [Reginaldo Campos] seria imediato, inclusive já está cumprindo, para efeitos legais de contagem de tempo”, esclarecem os promotores.

 

Segundo eles, os motivos da prisão preventiva de Reginal Campos “ainda persistem”. Desse modo, soltá-lo poderia provocar a rescisão do acordo de delação e, em consequência, “a perda dos benefícios pactuados” em favor do ex-vereador.

Um desses benefícios foi a não inclusão do nome de Reginaldo como acusado em “dezenas de ações penais em curso” na duas varas penais em Santarém no âmbito da operação Perfuga.

PETIÇÃO

O pedido de revogação da prisão preventiva do ex-parlamentar santareno foi protocolado no início deste mês — dia 6, pela defensora pública Jane Amorim. O juiz Flávio Oliveira Lauande determinou o encaminhamento da petição ao MP, para o devido parecer.

O magistrado deve decidir nos próximos dias se acata o parecer do MP ou atende o pedido da Defensoria Pública do Pará.

Nesta quinta-feira, Reginaldo Campos completa 570 dias na prisão. Ainda faltam cerca de 340 dias para que ele cumpra a pena de 2 anos e 6 meses acordada na sua delação premiada.

O ACORDO

A pena de Reginaldo Campos a ser definida pela Justiça em sentença ainda não foi estipulada, mas já foi acertado preliminarmente em acordo de delação o seguinte:

— 2,5 anos em regime fechado, já iniciado, para começar;

— 2 anos em prisão domiciliar;

— O restante da pena em regime aberto.

— E mais: devolução de R$ 1.198.270,40 aos cofres públicos, provenientes de imóveis a serem leiloados.

— Além de inelegibilidade de 8 anos, após cumprimento da prisão.

Reginaldo Campos, delação premiada
Reginaldo Campos: há 570 dias presos


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