
Em reportagem de fôlego publicada na Folha de S. Paulo, o jornalista José Hamilton Ribeiro a saga, que completou 200 anos, de um jovem alemão na Amazônia e que “sobreviveu a meses de medo e delírio na linha do equador”.
“Há dois séculos um alemão de 23 anos, músico e médico, veio de Munique —na comitiva da princesa Maria Leopoldina, da Áustria, futura imperatriz do Brasil— para embrenhar-se nas matas brasileiras com a tarefa de fazer um inventário da natureza no país”, escreve Ribeiro, autor do livro “O Gosto da Guerra”.
“De nome Carl Friedrich Philipp Martius, ele não veio só. Acompanhou-o o zoólogo Johann Baptist Spix, da Real Academia da Baviera. Dividiram o serviço assim: Martius, ligado em botânica, registraria as plantas e tudo mais que fosse do interesse da ciência; Spix observaria os bichos e tudo mais que fosse do interesse da ciência.”
Os dois passaram por Santarém, onde se encontra o crucifixo que Martius mandou fazer na Alemanha e o enviou para a cidade, para agradecer ao milagre de estar vivo.
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