Desmatamento na Amazônia cresce 33,3% em 12 meses até julho e é o maior em 5 anos

O desmatamento continua crescendo no Brasil. A derrubada da floresta na Amazônia Legal somou 9.125 km² entre agosto de 2019 e 31 de julho de 2020, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados na sexta-feira. O crescimento é de 33,3% em relação a 2019.

É uma área seis vezes maior do que a cidade de São Paulo. Este é o pior resultado nos últimos cinco anos e está muito acima da meta climática traçada pelo país para 2020.

 

O dado divulgado se refere ao sistema de monitoramento Deter, do Inpe. No mesmo período do ano passado, a área desmatada foi de 6.844 km².

Desde 2018 há uma forte tendência de aumento no desmate da Amazônia. A alta é sucessiva há 14 meses. Foi rompida agora, em julho.

No último mês, a área com avisos de desmatamento foi de 1.575 km², sendo que em julho de 2019 havia sido de 2.255 km².

“A alta de julho de 2019 foi fora da curva e julho de 2020 foi o primeiro mês de queda”, registra o engenheiro florestal Tasso Azevedo, coordenador geral do MapBiomas. “Não temos sinais de que o processo está revertendo, mas será ótimo se estiver”.

GLO do desmatamento

O Exército está em campo na Amazônia, com a Operação Verde Brasil 2 desde maio. Em 2019, o decreto que criou a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) é de agosto, já no pico das queimadas.

O Estado que mais desmatou nestes 12 meses foi o Pará com 3.910 km², seguido pelo Mato Groso, com 1.880 km². Rondônia foi o terceiro, com 1.268 km² e o Amazonas, com 1242 km², ficou em quarto.

Os municípios com maior desmate foram Altamira, no Pará (717 km²), seguida por São Félix do Xingu com 513 km² e Porto Velho, 399 km². Lábrea, no Sul do Amazonas, registrou 357 km².

 

Entre os dez municípios que mais registraram desmatamento no período estão também Novo Progresso (Pará), Apuí (Amazonas), Itaituba e Pacajá, ambas no Pará. Colniza, no Mato Grosso está em nono lugar no ranking.

As áreas de proteção com maior desmatamento foram as florestas nacionais do Jamanxim e de Altamira, e a Área Ambiental do Tapajós, todas no Pará.

Com informações do Valor Econômico

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