Cantora Cristina Caetano lança Batuques na 6ª, o 1º álbum autoral da santarena
Cristina Caetano lança na sexta (17) seu novo trabalho artístico. Foto: Bárbara Vale

Na próxima sexta-feira (17) será lançado o álbum “Batuques”, da cantora e compositora paraense Cristina Caetano. Com mais de 10 anos de carreira, tendo tocado ao lado de nomes consagrados como Sebastião Tapajós e Ney Conceição, a artista propõe, em seu primeiro álbum autoral solo, um resgate da ancestralidade.

Em Batuques, Cristina contempla as raízes culturais dos povos afro-amazônicos e afro-indígenas. São 10 faixas que remetem à sua própria vivência como mulher amazônida, fortemente influenciada pelo respeito aos encantados e saberes tradicionais da floresta.

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O álbum mescla de forma contemporânea os batuques, cantos, danças e ritos da cultura afro-religiosa e indígena.

“Na gigante interrogação sobre minha ancestralidade, sigo me construindo e desconstruindo temporalmente em busca de uma identidade. O resultado deste projeto reflete essa busca. Um mergulho profundo em minha existência”, afirma.

Este ano, por meio da Lei Aldir Blanc, o selo e produtora de conteúdo Alter do Som já lançou os trabalhos do grupo Kuatá de Carimbó, Família Galvão, Priscila Castro, além do Festival Amazônia Queer.

As músicas da cantora em Batuques

Batuque Mestiço
A canção que abre o álbum é uma homenagem ao carimbó como um ritmo da resistência dos povos indígenas e afro-amazônicos, inspirada na musicalidade do mestre Verequete.

Imaginário Caboclo
Uma das primeiras composições de Cristina Caetano, traz referências marcantes da vivência com seu pai-avô, avó e mãe.

Brincar de Ser Feliz
Carimbó chamegado que enfatiza a alegria e sensualidade da dança. “Pode dançar junto, pode dançar só. E assim a gente vai brincando de ser feliz, sorrir, dançar, cantar”, completa Cristina Caetano.

Canto Negro
A canção é uma saudação aos orixás e levou alguns anos para ficar pronta. Foi no Rio de Janeiro, observado o mar, que Cristina Caetano criou os versos finais. Desde então, já cantou em vários lugares, mas é a primeira vez que apresenta a música com novos arranjos.

Força Ancestral
Homenagem ao preto velho, encantados e demais entidades ancestrais. Com ela, a autora buscou demonstrar seu respeito e admiração pela cultura africana e marcar um posicionamento contra a intolerância religiosa.

Sou Cabocla
A canção foi a primeira composição da cantora, em 2010. É um auto questionamento quanto a sua própria identidade e uma forma de afirmar suas raízes amazônicas, ressignificando termos que são utilizados de forma pejorativa para falar dos descendentes dos povos indígenas e africanos.

Manifestação do Carimbó (Chama Vere)
Homenagem ao mestre Verequete, grande referência da autora: “carimbó pé no chão, o que eu gosto. Rio abaixo, rio acima, esse carimbó corre”.

Senhora das Águas
Uma das últimas músicas compostas para o álbum, Cristina Caetano a considera um presente: “veio quase toda pronta, já gostei muito”. Expressa reverência e respeito às forças das águas e a mulher amazônica, saudando Mãe Oxum.

Boi Talismã
Toada de boi, relembra as apresentações que assistia na infância.

Mãe Mestiça, Mãe Cabocla
Essa canção é uma homenagem às mulheres mães que carregam seus filhos com resiliência e fé, bem como a mãe natureza e os orixás. Para Cristina, é uma oração de um povo que mesmo diante da labuta diária se curva à Nossa Senhora pedindo proteção.

O pre-save do álbum: https://backl.ink/148731650.

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