
Odilson Matos Guimarães Rodrigues, 84 anos, é um ícone da cultura de Santarém (PA), com décadas de contribuição à música e à poesia regional. Nascido em 9 de agosto de 1941, filho de Wilson Romero Rodrigues e Aldeise Maciel de Matos, viveu a infância no tradicional bairro da Prainha.
Sua trajetória escolar passou pelo Grupo Escolar Frei Ambrósio e pelos colégios São Francisco, Dom Amando e Batista. A dedicação aos estudos resultou numa formação acadêmica impressionante: Odilson graduou-se em cinco áreas — Direito, Jornalismo, Administração, Farmácia e Bioquímica.
Paralelamente aos estudos, o interesse pela música florescia, uma herança da família Guimarães. Ainda adolescente, trabalhou na lanchonete Café Santos e, aos 18 anos, ingressou por concurso no Banco da Amazônia (Basa), conciliando a carreira bancária com a vida artística nos finais de semana e feriados.
Os Hippies
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Adotando o nome artístico “Odilson Matos”, os ensaios na casa de sua avó Almira, na esquina da rua Galdino Veloso com a travessa 15 de Agosto, tornaram-se lendários. Sua carreira foi marcada indelevelmente pelo grupo Os Hippies, conjunto que liderou entre as décadas de 1960 e 1980. Ao lado do parceiro e violonista Sebastião Tapajós, gravou álbuns autorais e levou a música santarena para cidades da região, além de capitais como Belém e Manaus.
Compositor sensível, Odilson costumava escrever canções em homenagem às cidades que visitava. Como intérprete, eternizou a canção “Um Poema de Amor”, do maestro Wilson Fonseca, encantando o público com sua afinação e interpretação impecáveis.

Imortal da Alas
Além dos palcos, deixou sua marca na gestão cultural. Coordenou o Projeto Pixinguinha em Santarém, cuja edição de 1986 foi reconhecida pela Funarte como a melhor de todos os tempos. É membro efetivo da Academia de Letras e Artes de Santarém (Alas) desde 2004, onde ocupa a cadeira 06.
Entre as inúmeras honrarias recebidas, destacam-se a Medalha Mérito Cultural Wilson Dias Fonseca (2013) e o título de Honra ao Mérito da Câmara Municipal de Santarém (2020). Maçom e ex-membro da Ordem dos Músicos do Brasil, também atuou na Ciretran e foi secretário interino de Cultura.
Hoje, com a saúde debilitada e longe dos palcos que tanto o aplaudiram, Odilson Matos mantém a certeza de que sua contribuição à cultura amazônica rendeu frutos perenes para diversas gerações.




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