Redoma
O fruto de tua soma
Toma os louros de minha vitória
História de tantas fortunas
De urnas com tantos anseios…
E os veios revelam cancro linfoma
Que assoma no peito de tua plebe
A febre de tantos sussurros
Nos muros de velhos passeios…
Esteios da podre redoma
Que doma a ânsia e lamenta
Alimenta tua fome de fama
Na trama que expurga os alheios…
Rodeios de frases devassas
Que passas na cara da gente
Que sente de perto tua coma
Hematoma em torno dos seios…
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Teus meios parecem Sodoma
Embroma na cama Gomorra
Cá morra ou viva em pecados
Despedaçados no vidro de asseios…
Tão feios teus gestos medrosos
Tenebrosos, teus podres poderes
De quereres me ver desse lado
Separado dos teus devaneios…
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De Jota Ninos, poeta amazônico do Tapajós. Poema inspirado na redoma de vidro da Câmara de Vereadores de Santarém.
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Parabéns ao poeta Jota Ninos, quanta futilidade os vereadores santarenos estão fazendo ! Vaidade também tem rédea, principalmente quando o dinheiro é público. Essa malversação,