por David Marinho (*)
O “Bosque da Vera Paz” é um logradouro que pode se transformar numa nova opção de lazer para a população de Santarém, turistas e visitantes, pois o lugar recebeu da última gestão municipal uma infraestrutura que pode e deve ser implementada.
O local é aprazível e ainda conserva um pouco da natureza remanescente dentro da área urbana da cidade, com a presença de peixes, pássaros típicos da região como, garças, socós, frangos-d’água e vegetação peculiar, que devem ser preservados e até ampliada com responsabilidade e vigilância permanente, para inibir crimes ambientais e ações de vândalos e desocupados.
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A gestão da prefeita Maria do Carmo implantou essa infraestrutura de ecoturismo de contemplação e praça de alimentação, mas ficou faltando a limpeza geral daquele pequeno bioma sazonal. Verifica-se também a falta de uma delimitação com uma barreira física no entorno desse ambiente que deve ser preservado e protegido de invasores indesejáveis.
Tem que se evitar, por exemplo, que embarcações uso o local como ancoradouro ou espaço de recuperação naval (estaleiros), disseminando resíduos orgânicos e fecais, e produtos químicos poluidores na praia e na própria água.
Pescadores em canoas já estão comercializando peixes nas passarelas do Bosque da Vera Paz. O quiosque comercial não possui banheiros anexos para seus clientes. Esse fato tem causado constrangimento aos seus usuários que precisam se deslocar uma considerável distância até um banheiro público na pracinha da avenida Tapajós.
Proposta de melhorias: Deve-se construir uma barreira física circundando todo esse espaço pelo lado do rio com vegetação nativa em mudas do próprio local, plantadas dentro de nichos feitos em anéis de concreto com 3,00 metros de diâmetro.
Ou aproveitamento ecológico de pneus de tratores descartados, empilhados e preenchidos com terra vegetal adubada para o bom desenvolvimento dessas mudas adaptadas ao ambiente aquático, que ficarão parcialmente submersas no período da cheia, interligados com tela de alambrado metálico galvanizado para seu isolamento via água com aberturas para entrada e saída de peixes.
Complementação dos serviços nos baldrames das passarelas inacabadas, que podem ser utilizadas para passeios ecológicos a pé entre a vegetação na época da seca. Também se fazem necessária a filtragem ou tratamento com canalização por meio de um “emissário sub-fluvial” adentrando no rio, de uma galeria de esgoto que lança efluentes contaminados no centro desse espaço verde, além da construção de banheiros femininos e masculinos mais próximos dos quiosques de vendas de bebidas e lanches.
Com essas melhorias, o Bosque da Vera Paz se tornará numa bela opção de lazer para os santarenos que gostam da natureza.
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* Santareno, é gestor ambiental e projetista. Escreve regularmente neste blog.


Tenho uma amiga santarena (mocoronga da gema) que me falou dessa praia. Ela me disse que era linda e que tomou banho na infância.
Resolvi ver as imagens. Fiquei horrorizado pois fizeram um porto para escoar soja.
Acabaram com o local.
Toda praia tem seus bêbados, drogados, ratuínas e periguetes. Nada que um bom policiamento não possa controlar.
Trocando uma letra do nome do barco, poderia perfeitamente ser o nome do lugar. TAPAJOARAMENTE AZUL,
Boa e sugestiva percepção Sr. Helvécio Santos. Mas ainda podemos melhorar o que restou deste lindo lugar… Os barcos além de despejarem fezes de seus “sanitários” na água, amarram os mesmos nos galhos das poucas árvores que restaram, que em pouco tempo serão totalmente extintas…
A Vera Paz ou Caieira como era conhecida, só foi bom da década de 70 para trás, pois só tinha as ruinas de uma fábrica de cal/cimento, o estaleiro do Sr. Capiberibe e uma praia lindíssima. Após isso passou a ter: prostituição, tráfigo de drogas, brigas e facadas entre os frequentadores drogados e bêbados, estupros e porto preferido para descaminhos e contrabando.
Já que tínha-mos perdido o melhor, a outra fase não deixa saudades…
São comentários como esses (independente se essa pessoa exista ou não) que fico pasmo!
Primeiro, porque o dito “Bosque Vera Paz” são as migalhas que o consórcio Prefeitura-Cargill deixou para nós.
E pergunto aos defensores da mentira do desenvolvimento sustentável: aonde está o desenvolvimento que a Cargill iria beneficiar à esta cidade/? Pois só o que vemos é: trafego e acidentes com caminhões de soja; destruição de praia; privatização de campos de futebol; etc.
Segundo, que o principal crime ambiental foi realizado pela Cargill (o processo do MP, está aí como prova).
Terceiro, que os barcos, antes da década de 70 já atracavam no chamado Cais de Arrimo do Laguinho, que faziam girar a economia familiar na cidade.
Quarto, que essa merda de bosque foi construída à força de lei imposta à Cargill. E que a natureza não é apenas para ser observada, mas para ser sentida. Agora, tente caminhar no finado Campo da Vera Paz para ver se você não será expulso pelos capangas da Cargill…
Mas, tudo bem, os sojeiros desde que chegaram só sabem chamar a gente de “gente preguiçosa” e que eles são a “salvação da lavoura”… E tem gente que se contenta com um bosquinho de merda…