por Rafael Serique (*)
Oioi, desculpa a demora nesse post, era minha semana de prova por aqui e andei meio ocupado!
Eu tinha programado falar sobre um outro passeio essa semana, mas na quarta-feira fui até o Regent’s Park depois da aula o que me fez trocar o texto em cima da hora!
Foi um passeio totalmente fora da programação. Eu deveria voltado voltar para casa, mas quando cheguei na estação do parque simplesmente sai do metrô e fui explorar. Tirei os fones de ouvido para ouvir o povo falando nas ruas e liguei o GPS para ver o que tinha por perto. Como estava com a câmera, resolvi ir ao parque tirar fotos de aves e conhecer o lugar.
O Regent’s park é um dos lugares mais bonitos que já vi por aqui. Ele é um dos parques reais de Londres, fundado há mais de 150 anos, possui mais de 166 hectares com jardins e uma grande área para prática de esportes. Eu andei por aproximadamente duas horas e meia e não foi suficiente para andar o parque inteiro. Contei mais de oito campos de futebol, três de rúgbi, alguns de vôlei e pistas de corrida, além de lagos e palacetes onde encontramos restaurantes e cafés.
Aí começa o que mais mexeu comigo naquele dia. Saí tirando foto dos pássaros e jardins, depois das pessoas passeando com os cachorros. Eu tirava foto à distância, e depois ia até a pessoa me apresentar, avisar que havia tirado a foto e que podia mandar para o e-mail. Sai gastando meu inglês com os casais e pessoas alheias.
Foi então que encontrei uma senhora afegã, cujo nome eu não consigo pronunciar, sentada num banco dando comida pras aves de um dos lagos. Ela tinha cicatrizes por todo o corpo. Eu já imaginava do que se tratava. Fui até ela tentar puxar conversa. Acertei: era um daqueles casos que a gente só vê nos jornais e filmes, “vítima” de um casamento arranjado quando criança, ateou fogo ao próprio corpo para evitar o casamento. Tinha um inglês difícil de entender, mas foi a conversa do dia.
Voltei pra casa com a sensação de que haviam arrancado algo de dentro de mim, sensação estranha, mas a certeza de que aquela senhora mudou algo em mim ao contar sua história.
Na volta, ainda passei em frente ao museu do Sherlock Holmes e da London BEATLES Store. Será que finalmente virá o tão cobrado post sobre os Beatles?!?! (Música de suspense)
Como de costume, você pode ver mais fotos do dia no meu blog – www.rafaelserique.blogspot.com
E mais uma vez: – God save the… GPS!!!
Até a próxima.
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* É santareno. A convite do blog, relata a sua temporada em Londres (Inglaterra).
Leia também:
Diário londrino: “Amsterdam é coisadeloco”.
Diário londrino: o Oriente em Londres.
Diário londrino: o Piccadilly Circus:
Diário londrino: aqui as pessoas correm.

Sempre que ando por esses parques lembro de nossa prefeita. Como alguém tão “viajado” como ela pode chamar de “parque da Cidade” esse terreno maltratado no meio da cidade? Será que nunca ouviu falar de paisagismo, jardinagem, espaços de lazer? Nunca teve vontade de ter o mesmo em sua cidade?
Com um pouquinho de vontade, zelo, limpeza e organização poderíamos ter áreas públicas de lazer que dariam banho em qualquer parque do primeiro mundo. E isso não depende de rios de dinheiro, só de vontade…
Lamentável…
Ta mandando bem mano! bom trabalho! Parabéns!
Gostei das fotos e do texto.
A sua reação diante da história da mulher afegã não me surpreende, me faz lembrar o seu sofrimento vivido diante de outros seres viventes.Isso demonstra sua sensibilidade e caráter. Acho legal você permitir que seus amigos compartilhem essa experiência. Tenho orgulho de você!
Beijos
O legal desses relatos é o lado pessoal que o Rafael empresta aos posts, com emoção, senso de humor, olhar contemplativo, generoso e crítico. É simplesmente ele!
Tem a empatia necessária para mergulhar fundo nas histórias humanas e se permite sofrer.
Se ele quiser com a riqueza de detalhes, essa viagem bem que poderia resultar num livro.
O Rafael, Bernadete, escreve fácil, escreve leve, escreve solto. Tem um texto sedutor, agradável de se ler. Um livro, com textos deles, fartos em fotografias, sobre essa viagem a Londres é um ótima ideia.
Certamante.. estava pensando o mesmo ainda pouco aqui refletindo sobre a riqueza da boa leitura .. e vou comprar com certeza!
Bravo, Rafa.
Bjo do Brasil =**
Rafael,
Acho muito legal vc compartilhar sua experiência de outros lugares. Atiça nossa imaginação, curiosidade e vontade de conhecer o novo.
Parabéns!!
What a beautiful and bucolic, far observed a hominy and a vendor tent skewers. God save the Queen.
Desde de criança, aparti do momento em que começei a formar minhas ideias, e minha visão perante o mundo e a sociedade, penso eu que não existi experiencia melhor na vida do que vc descobrir algo fora do seu padrão de vida, das pessoas que lhe cercam do lugar onde vive. Trabalho em busca de realizar um dos meus maiores sonhos, ou posso dizer metas em minha vida, de um dia fazer intercâmbio cultural, enxergar de perto, vivenciar e entender melhor a diferença no modo de vida das pessoas, conhecer aquilo que sempre sonhei em vivenciar, conhecer londres, onde tenho minhas inflências na música, nos filmes, na língua e adimiração por este lugar…
That dream will come, and so will be done!!!
Parabéns, lindo post.
Nosso modelo de ocupação urbano é totalmente diferente do 1º mundo, quando vejo um belo parque como este e comparo com o nosso, me leva a pensar num paradoxo Amazônico, muita terra e mau uso.
Vem ka. Essa foto foi feita pelo meu irmao ?? Po o Flamarion sabia fotografar tanto qro o Rafael??
Que composição massa. Essa foto é do Rafael! O Flavio sabia tudo, menos fotografar.
Ohh passe do mauca eu prefiro disneylandia. God save o mickey mouse!
Auhahuahuauhahuauha… Foi só um erro do Jeso… A foto é minha mesmo!!!
o/
Vou também gastar o meu latim, digo, inglês: I’m sorry, Rafael. Grafei o nome do Flávio no lugar do teu. Mas já fiz a devida correção.
Realmente um momento incrível!
Nossa! que lugar lindo, e que história comovente Rafael. Essa senhora pagou um preço muito alto, para ver respeitada a sua opção de escolha nos relacionamentos e ficar livre de casamentos arranjados, talvez se estivesse, ainda, presa a esse tipo de casamento, hoje, não estaria dando comida aos pássaros!
ei GIL,
CURTE ESTA, é de dar agua na boca ………..
Fantastico Rafael!!! Certamente a coisa mais interessante em uma experiência internacional como essa, é poder encontrar pessoas ou situações que fogem aos nosso olhos e conceitos do mundo em que se vive. Tive uma experiência tocante assim quando fui ao Egito e visitei um bairro copto no Cairo… creio que nem as favelas do que vemos na TV tem tanta pobreza, miseria e ambiente desumano como o que vi em alguns pontos do lugar…mas foi fantastico ter sido rodeado por crianças que não eram pedintes, mas felizes por ter alguém diferente a visitar… Fiquei com a sensação de sem ter feito nada, fiz tanto bem a alguém… os olhos e sorrisos fazendo adeus foram penetrantes e marcantes!
Creio que aprendemos mais quando saímos da linha do turismo e encaramos um lugar diferente dentro das situações cotidianas, e creio que tivestes essa experiência. Parabéns pelos post’s!