Jornalista, Jota Ninos (foto) comenta o post “Aliança PT-PMDB é pra derrotar nossos algozes”, da lavra de Everaldo Martins Filho, médico e ex-secretário municipal de Planejamento em Santarém:
Do ponto de vista do pragmatismo político que hoje impera entre todos os partidos do Brasil, da esquerda à direita, o discurso de Everaldo Martins no artigo em resposta ao sociólogo Tibério Allogio (que desancou a política petista em busca do Barbalhismo), é perfeito.
Ele mesmo, Everaldo, sempre foi pragmático em passar de tendência em tendência dentro do próprio PT para alcançar seus objetivos e consolidar sua oligarquia martiniana, ao ponto de chegar ao poder municipal e criar aquilo que eu chamei de Martilândia (leiam sobre isso nesses links: https://goo.gl/YUXsNu e https://goo.gl/4b7GDB).
No Pará, o pragmatismo político atende pelo nome Jader Barbalho e iniciou-se em 1982, quando de sua primeira eleição como governador do Estado, passando a ocupar desde então a condição de novo coronel da política paraense, em substituição aos antigos Jarbas Passarinho e Alacid Nunes. Estes passaram a ser “múmias” e Jader o novo “faraó”, na ótica proposta por Everaldo Martins.
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Daí, toda eleição no Pará depende inicialmente do que passa pela cabeça do “faraó Jader”. Os governos do PSDB que sucederam o Barbalhismo a partir da década de 1990, ou tiveram apoio dos Barbalho na campanha ou durante o governo. O rompimento só ocorre quando o “faraó” já se prepara para novas alianças. O PT entrou nessa política antes e depois da eleição de Ana Júlia Carepa, começo e fim das pretensões petistas de se tornar nova referências eleitoral no Pará.
Como Everaldo nunca conseguiu popularidade suficiente para se eleger a algum cargo público (em 1990, tentou ser deputado estadual e não foi eleito e, em 1992 foi vice-prefeito com os votos de Ruy Corrêa e do PT e não dele) decidiu tornar-se não um “faraó”, mas um “príncipe” na tradição de Nicholló Macciavelli (https://goo.gl/ZneESW), ajudando a eleger seus irmãos Maria do Carmo e Carlos (mais carismáticos que ele) para cargos legislativos e executivos entre 2004 e 2008.
Escondendo-se por trás de quem tem voto, ele comanda a ferro e fogo a estrutura martiniana e aniquila todos os que se opõe a ela. Mas a fórmula martiniana, ao que parece, se desgastou profundamente e ocasionou duas derrotas consecutivas de seu esquema: em 2010 (Carlos Martins, para deputado federal) e 2012 (o “apoio” à Lucineide Pinheiro*, para a prefeitura). Mas ainda não perdeu suas forças e tenta criar um novo ciclo, negociando internamente sua sobrevivência política.
E aí que entra este pujante discurso pró-Jader, com essa linguagem “faraônica’, que demonstra como Everaldo já prepara um novo bote de sua “sagacidade” política: já corre à boca pequena nos bastidores da política santarena que a pretensão do PT em se aliar ao PMDB terá as digitais martinianas, através do ex-quase-“mensaleiro” Paulo Rocha (possível candidato ao Senado, na dobradinha PT/PMDB), além de puxar consigo seu eterno satélite, o PC do B**.
Os Martins sonham em conseguir a indicação de Carlos Martins como vice na chapa de Helder Barbalho (que quer ser o “faraó” sucessor do pai) e, caso a coligação seja vitoriosa, estariam criadas as base para repetir a parceria em 2016, com inversão na cabeça, em Santarém, tendo Carlos como candidato a prefeito e o PMDB indicando o vice (de preferência um Rocha, de uma das dinastias de “faraós” mocorongos…).
O mais engraçado no discurso de Everaldo Martins e dizer que é preciso lutar contra o “Amarelo que abandonou o Oeste do estado e Santarém, tucano que transferiu o nosso sonho do Estado do Tapajós de modo humilhante”, referindo-se ao tucanato de Simão Jatene, como se os Barbalho fossem a favor da criação do Tapajós.
Jader, que sempre rechaçou a ideia, só se posicionou no Senado (em 2001) a favor do projeto de criação do Tapajós, do senador Mozarildo Cavalcanti (RR), como forma de se contrapor ao seu inimigo (então visceral) Almir Gabriel. Mas durante o plebiscito não se viu os Barbalho trabalhando por esta causa. Muito pelo contrário: eles fazem parte da elite belenense que é contra a divisão do estado. É bem verdade que os Barbalho abriram algumas brechas para o movimento separatista em seu meios de comunicação (diferente do grupo dos Maiorana), pois não lhes interessava romper com as lideranças do Tapajós e Carajás de olho em 2014…
Parafraseando Everaldo na sua frase lapidar de despedida a Tibério, eu diria que todos os faraós “que fizeram do Egito um passado de pirâmides”, um dia viraram múmias…
(*) Antes que os famosos anônimos me ataquem nos comentários, digo que ainda estou devendo uma análise mais acurada sobre a eleição de 2012, da qual participei diretamente nos bastidores da candidatura de Lucineide Pinheiro, como membro do PC do B local, quando mantive uma relação com altos e baixos com a cúpula petista.
(**) O PC do B estadual, ao que parece, não conseguirá se desvincular do petismo apesar de viver às turras com suas lideranças, em nome desse pragmatismo político. Isso, com certeza, levará muitos neocomunistas a abandonarem a sigla, como já foi dito neste blog (https://goo.gl/ej10eL).
Caro Jota Ninos, que bom que você expôs a sua insignificante opinião a respeito da política santarena e paraense. Faz bem ao debate público. Mas, permita-me você é um medíocre politicamente, para que cargo já concorreu? Quanto cargos já assumiu? Afinal, alguém te conhece em Santarém? Acabei de ti conhecer, mas não faria falta alguma que continuasses um anônimo para mim. Nada sabes da política Santarena! Deverias tu virar uma múmia imediatamente e se calar para o sempre… Não tem competência alguma para falar de Barbalho e Martins, eles ao contrário de ti fizeram a sua história nesse Estado, e tu? É melhor calar. Nenhum político nesse país, agora, será reconhecido, todos sempre serão mal falados. E a população não entende, político não é inimigo. A política no país de mal a pior, sabe por culpa de quem? Principalmente dos eleitores que se afastam cada vez mais dos políticos. Todos tem defeitos, mas também tem suas qualidades, e neste ponto que devemos focar! Todos somos seres humanos, antes de virarmos as múmias! Por isso, eu admiro todos os grandes políticos, que fizeram sua história e que contribuíram na sociedade nos diversos setores… na saúde, na cultura, no lazer, no transporte público, etc… Everaldo Martins, Almir Gabriel, Jader Barbalho, vocês sem dúvida alguma foram e serão os políticos mais importantes do Estado do Pará, novos nomes poderão até surgir, mas vocês nunca serão esquecidos! E invejosos como esse tal Jota Ninos, que nunca passará de um desconhecido anônimo, só podem os criticar, mas nunca chegarão ao nível de vocês politicamente. E ao Dr. Everaldo Martins Filhos, minha sincera admiração, aliás à toda família Martins, que mesmo ficando órfãos ainda adolescentes souberam conduzir a família, sempre unidos, e que nos demonstraram agora (com a derrota na política em 2012), que podem viver muito bem sem a política, pois ao contrário de outros políticos santarenos, são muito bem empregados profissionalmente. Se os Martins continuam na política é porque gostam do que fazem, é pq esta corre em suas veias como herança de um grande pai que é muito querido por todos os que o conheceram! Maria do Carmo, sem dúvida alguma mudou a cara de Santarém, e o atual prefeito Von, tem tudo para continuar a crescer esta cidade… Portanto, mais uma vez Ninos, vai procurar o que fazer!
O Everaldo como sempre, para se manter com sua tocha acesa na política apela pra tudo, existe um debate dentro da Unidade na Luta grupamento da qual ele faz parte e dirige no baixo amazonas, que teria uma candidatura única a deputado federal, que seria o atual deputada Miriquinho Batista, para incendiar o fogo ele chamou a direção da tendência em Belém, para informar que não existia esse acordo, e que seu irmão Carlos Martins era candidato desde de o dia em que não se elegeu me 2010, até porque foi prometido a ele que assumiria um lugar do Puty que sua cassação era dada com certa dentro do PT. Na verdade esse balão de ensaio do Everaldo, e para marcar posição dentro do PT e tentar num eventual vitória do PMDB buscar espaço no governo e manter cargos importantes, ele sabe que não vem desse a vice governadoria, isso está fechado com outros grupos, a AS que é uma das tendência que homologa a aliança já no primeiro turno quer o espaço, e hoje tem mais interlocução com o Jader que próprio Paulo Rocha, que nunca veio a público referendar a aliança como Fazem Beto e Bordalo, fora que tem outros partidos ciceroneando a aliança como PROS do João Salame que também quer indicar o vice, nesse caso ficando com o PT o senado, porém, essa conjuntura pode mudar com a eleição do PT estadual, se por uma acaso o Puty ganhar a eleição muda completamente essa conjuntura, uma vez que ele é totalmente a favor a candidatura própria, e precisam combinar com os russos a base do PT é contra esse namoro e pode se rebelar e apoiar outro candidato de esquerda que possa surgir no cenário estadual, uma prova disso e o lançamento da chapa HÁ E VEZ DA MILITANCIA, que é composta por militantes insatisfeito com direção do PT estadual, e é formada por militantes de bases de todas as tendências, sendo a grande maioria da Unidade na Luta, que discorda do candidato oficial do Paulo Rocha e dos métodos que direção da tendência tem tomado.
Muito interessante esta informação, caro Jorge.
Jeso, os links que sugeri no meu texto acabaram ficando colados um ao outro e quando se clica em cima não vai a lugar nenhum! (rs)
Vão os dois, separadamente, aqui no comentário, pra quem quiser acessá-los:
https://goo.gl/YUXsNu
https://goo.gl/4b7GDB.
Perfeito e imparcial. Bom senso.
Olin-Pin, abastado negociante de óleos e arroz, vivia numa imponente mansão em Kin-Tipê. A sua posição social e a sua mansão só não eram perfeitas porque, à direita e à esquerda da propriedade, havia, há algum tempo, dois ferreiros que ferreiravam ininterruptamente, tinindo e retinindo malhos, bigornas e ferraduras.
Olin-Pin, muitas vezes sem dormir, dado o tim-pin-tin, pan-tan-pan a noite inteira, resolveu chamar os dois ferreiros, e ofereceu a eles 1000 iens de compensação, para que ambos se mudassem com suas ferrarias. Os dois ferreiros acharam tentadora a proposta (um ien, na época, valia mil euros) e prometeram pensar no assunto com todo empenho.
E pensaram. E com tanto empenho que, apenas dois dias depois, prevenidamente acompanhados de oito advogados, compareceram juntos diante de Olin-Pin. E assinaram contrato, cada um prometendo se mudar para outro lugar dentro de 24 horas. Olin-Pin pagou imediatamente os 1000 iens (que a essa altura já eram 10.000) prometidos a cada um e foi dormir feliz, envolvido em lençóis de seda e adorável silêncio. Mas no dia seguinte acordou sobressaltado, os ouvidos estourando com o mesmo barulho de sempre.
E, quando ia reclamar violenta e legalmente contra a quebra de contrato, verificou que não tinha o que reclamar. Os dois ferreiros tinham cumprido fielmente o que haviam prometido. Ambos tinham se mudado. O ferreiro da direita tinha se mudado pra esquerda e o da esquerda tinha se mudado pra direita.
MORAL: CUIDADO QUANDO A ESQUERDA E A DIREITA ESTÃO DE ACORDO.
Embora distante, acompanho as diversas manifestações politicos-partidárias de todos os entes de Santarém que se manifestam neste espaço.
Este contra-ponto do Jota Ninos é, para ficar no básico, muitíssimo interessante pela substância embutida o mesmo. Parabéns!
JOTA NINOS , pare de sonhar, o carlos martins tem que vir para deputado estadual, e vai ser eleito graças a ele mesmo, se ele depender do BIN LADEN everaldinho estraga tudo,pois nem parece que o doutor carlos é irmão do mesmo, pois quando o povo do este do para souber que o doutor carlos vir para vice dos barbalhos e quem vai mandar é o everaldinho, chama-se ELEIÇÃO PERDIDA
BRILHANTE!