Futebol: categorias de base é investimento

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* Dirigentes dos clubes deveriam dar atenção e melhor apoio a formação desses atletas

Cléo Colares ( *)

“Se você não planta, você não colhe”. Esse ditado é curto e certo e tomo como exemplo para o trabalho nas categorias de base dos nossos clubes santarenos. A Liga Esportiva iniciou seu calendário com o campeonato Sub-17. Parabéns! Está fazendo a parte dela. E os clubes, será que fazem a parte deles?

A meu ver, esse tipo de trabalho que os clubes desenvolvem (participando somente da competição) é um modelo deficitário, pois só identifica o talento (atleta) e esquece o restante da sua formação. Costumo falar aos jovens que vivem buscando seu espaço no futebol que hoje nós temos de forma concreta uma “luz no final do túnel”, pois contamos com duas equipes profissionais em nossa cidade e, que para sobrevivência, vão precisar sempre de atletas, sejam eles de sua formação (base), da região ou importados, que é o que hoje ocorre com as nossas equipes.

Mediante essa necessidade, surge a importância dos clubes locais em fazer um sacrifício e dar uma atenção maior em termos de investimento pessoal, profissional, material e estrutural aos seus atletas, pois sem essa visão o trabalho de base não conseguirá dar resultados que os clubes desejam. Sendo assim, consequentemente, não formaremos para o futuro bons atletas profissionais.

Vejam bem – falei bons profissionais, e não bons jogadores. Digo isso, porque hoje para o jovem se tornar um jogador de futebol profissional não basta só saber jogar bola, precisa de algo mais. Ser bom de bola é o mínimo. É preciso ter disciplina, perseverança e humildade, fazer sacrifícios e abdicar de algumas coisas.

Todos esses fatores, necessariamente começam a ser trabalhados na base. Mas como fazer tudo isso se o resultado final não depende somente do garoto? Ao clube talvez caiba a parcela maior, é ele o responsável direto de oportunizar condições de formação aos seus atletas, mas infelizmente a realidade de nossos clubes é totalmente adversa.

Alguns não têm campo para treinar, poucas bolas, não tem uniforme de treino, realizam treinos em horários inadequados, não tem como gratificar seu pessoal, pouca preocupação na formação de suas comissões, não concede nenhum incentivo aos garotos. Enfim, os clubes proporcionam quase nada aos seus atletas.

ASSIM FICA DIFÍCIL! Vamos pensar um pouco mais: trabalhar as categorias de base não é despesa é investimento.

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* Santareno, é técnico de futebol.


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