“Os comissionados do governo Nélio consumirão quase R$ 800 mil a mais do que os do governo Von”
Nélio e o vice com alguns dos novos secretários municipais
por Evaldo Viana (*)

No próximo dia 1º de janeiro de 2017, o prefeito eleito de Santarém, Nélio Aguiar, assume a chefia da gestão municipal do município com o monumental desafio de realizar uma administração que seja, efetivamente, realizadora e atenda de forma satisfatória aos anseios do povo santareno e, sobretudo, gerencie com seriedade, honestidade e eficiência os recursos da municipalidade.
A fim de viabilizar seus planos de governos e realizar as muitas promessas de campanha, Nélio propôs ao atual prefeito, que prontamente o atendeu, a apresentação à Câmara Municipal de um projeto de lei que dispõe sobre a estrutura administrativa do seu futuro governo, pois, presume-se, considera a arquitetura organizacional formatada sob o governo Alexandre Von inadequada e imprestável.
A fim de melhor esclarecer o leitor sobre o que se tem e o que será o próximo governo em matéria de organização, vejamos, em números explicativos e resumidos (pois há outros cargos) a estrutura administrativa que serviu o governo Von.:
1) 13 Secretarias;
2) 06 Coordenadorias;
3) 05 secretários adjuntos;
4) 06 coordenadores municipais;
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5) 03 Diretores de institutos;
6) 10 assessores especiais Tipo I
7) 20 assessores especiais Tipo II
9) 15 Procuradores
10) 80 chefes de divisão
11) 120 chefes de seção
12) 20 assessores comunitários Tipo I
13) 50 assessores comunitários Tipo II
No total, o Sr. Von levou à folha de pagamento da prefeitura 431 comissionados, ao custo anual (com encargos) de R$ 16,53 milhões.
Mas Nélio Aguiar afirmou, reiterou e martelou em campanha que para fazer um governo voltado para atender aos clamores do povo de Santarém teria de cortar gastos, diminuir o custeio e compactar, o mais possível, a máquina administrativa.
E para isso propôs e fez aprovar a nova lei que trata da estrutura organizacional do poder executivo municipal com a qual e por meio da qual pretende fazer um governo exitoso.
E esta estrutura, em números sintéticos, será assim (além de outros):
1) 11 secretarias;
2) 03 coordenadorias;
3) 10 assessores especiais Tipo I
4) 20 assessores especiais Tipo II
5) 14 Procuradores
6) 02 ouvidores
7) 11 técnicos de controle interno
8) 10 técnicos de engenharia;
9) 75 chefes de divisão;
10) 25 secretários de gabinete;
11) 100 chefes de seção;
12) 20 assessores comunitários Tipo I;
13) 50 assessores comunitários Tipo II
Considerando todos os cargos comissionados da futura folha de pagamento do governo Nélio, o contribuinte santareno terá de arcar com o salário de 423 comissionados ao custo anual de (com encargos) R$ 17,32 milhões.
Quer dizer, o futuro prefeito Nélio Aguiar, em que pese ter reduzido o número de secretarias de 13 para 11, ainda assim chefiará uma máquina administrativa cujos comissionados consumirão quase R$ 800 mil a mais do que a do governo Von.
É possível que Nélio Aguiar invoque suas razões, principalmente de ordem política, mas seguramente poderia ter adotado uma estrutura mais enxuta, mais austera e menos dispendiosa ao erário.
Poderia, por exemplo, ter incorporado a secretaria de Cultura à de Educação, transformado à secretaria de turismo e Mobilidade e Trânsito em coordenadorias. Assim o fizesse, ao invés de 11, seu governo teria apenas oito secretarias.
Tal opção reduziria, é fato, a folha de pagamento de comissionados em alguns milhares de reais, além do que retiraria autonomia financeira e orçamentária desses órgãos, que tem mostrado discutível utilidade à sociedade, com uma ressalva para a de mobilidade e trânsito.
Além disso, o futuro prefeito poderia extinguir, definitivamente os inúteis, ociosos e desnecessários cargos de assessor especial tipo I e tipo II; e assessor comunitário Tipo I e Tipo II. Seriam 100 boquinhas a menos e uma economia a mais de R$ 2.636.400,00 (dois milhões seiscentos e trinta e seis mil e quatrocentos reais).
Incorporado o espírito de tesourador, de prefeito que entende ser indispensável e inadiável medidas de austeridade e contenção de gastos, poderia ainda ter reduzido, pela metade, o número de chefes de divisão e de seção. Assim, economizaria pelo menos mais R$ 3,00 milhões (três milhões de reais).
Tivesse tomado essas medidas, os comissionados do governo Nélio, aos invés dos R$ 17,30 milhões, custariam apenas R$ 11,7 milhões, o que significaria uma economia anual de R$ 5,63 milhões por ano.
Pode-se dizer, portanto, que a estrutura administrativa proposta (e já aprovada) pelo Governo Nélio Aguiar é enxuta? É austera? Expurga as adiposidades administrativas do governo Von? Estatui um modelo fiel aos princípios da austeridade e eficiência tão desejada e reiteradamente propalada nos seus comícios e promessas de campanha?
A resposta, definitivamente, é um sonoro NÃO!
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* É servidor público federal e escreve regularmente neste blog.
Esperavam o que? Quais as alianças que o distinto prefeito fez? Era segredo para alguém? Todos que votaram sabiam disso, agora não adianta chorar!
Meu compadre é notório que vc fez um levantamento de tudo isso que vc falou. E eu como seu amigo e leitor, vendo tudo isso fico de orelha em Pe. Pois estamos ressabiados com esse tipo de atitude. Não esquecemos que como candidato ele falou muito em austeridade e de repente aparece com uma locomotiva ate o bico.e derramando passageiro pelo ladrão . Não tem como justificar a decisão de ter aumentado os tal cargos comisionados. Deus ajude a ele tomar decisões acertadas na questão administrar pública. Para poder sair daqui a quatro anos da gestão municipal e que não tenha que procura outra cidade para morar. por não poder encarar o povo de Santarém.
Muitas das vezes a pessoa diz que vai votar nesse ou naquele candidato a prefeito porque quer mudança. Mas, mudança de quê? A maioria há mudança pra pior. Sai um rui pra entrar um pior. Então, sé é pra ficar pior, que fique o ruim, pelo menos o prejuízo é menor.
Toda eleição é essa mesma balela, QUEREMOS MUDANÇA, sim, vai mudar pra melhor ou pra pior?
Só uma coisa é certa, não existe salvador da pátria e nem milagroso. Nunca vai aparece um prefeito que vai resolver todos os problemas de uma cidade, isso é impossível.
ou seja… um governo nada de mudança… so retrocesso…agora aguenta santarém…. escolheu agora chupa essa.
Ou seja a incompetencia, folha superfaturada e secretarias inoperantes continuarão, nada mudou pra variar!! Pobre Pérola do Tapajós
Assessores comunitários que somam 70 (setenta) servem para atender compromissos de campanha, pois a verdade é que não trabalham, recebem sem prestar serviço público. Se o prefeito diplomado Nelio quiser mesmo fazer uma administração voltada a atender o interesse público deveria propor a Câmara a extinção desse cargo, economizaria bastante dinheiro que poderia servir para secretaria de saúde ou educação . Caro Evaldo, qual valor ano com pagamento de 70 assessores comunitários? Jeso, faça campanha no seu blog para saber se algum leitor sabe indicar algum fantasma nesse meio.
Evaldo gostei dos números!!!!!! princialmente quando vc fala em redução, espero que medico não comece mal sua gestão, vamos ver o desenrolar de sua gestão.
EU NÃO VOTEI NELE E SEMPRE FIZ QUESTÃO DE PUBLICAR ISSO…
PELO COMEÇO DA FESTA E PELOS PRIMEIROS ACORDES… ACHO QUE ISSO VAI TERMINAR EM CHORINHO.
TAMBÉM TÁ ME PARECENDO QUE O ELEITOR SANTARENO DEU UM TIRO NO PÉ…