Tenho medo de médico

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por Anselmo Alencar Colares (*)

Quando criança, temia o dentista. Eu e tantas outras, crianças ou não. Mas hoje me dou conta que não era o dentista, e sim os métodos, os processos e os resultados. Sons e imagens que apavoravam. A sensação da perda, o vazio que só poderia vir a ser preenchido com um corpo estranho, e incômodo!

A imagem brevemente descrita no parágrafo anterior é cada vez menos real, é cada vez mais peça rara no museu das lembranças. Que bom que os profissionais da odontologia despertaram para um novo entendimento sobre sua atividade e perceberam que as pessoas que os procuram são merecedoras de cuidados que vão além do que as palavras iniciais revelam.

Mas quanto aos médicos, ainda tenho medo. Creio que eu e todos os que já passaram pelo drama de procurá-los e serem mal atendidos, tanto no sentido do atendimento desumano quanto no sentido do atendimento precário. Avançaram os métodos e os processos, mas pouca mudança se nota nos profissionais – com raríssimas exceções – e, por conseguinte, cotidianamente, somos sabedores de resultados catastróficos.

Medo de médico que não se atualiza, e não se humaniza. Medo de médico que se preocupa mais com o faturamento do que com o acompanhamento de sues pacientes (e isto se constata pelo número de atendimentos, impossibilitando-os de um olhar e uma atenção individualizada).

Medo de médico que não sabe interpretar o resultado de um exame. Medo de médico que, sendo partícipe de um plano de saúde, minimiza o diagnóstico para não acarretar maior despesa e, por conseguinte, não comprometer o lucro final.

Neste ano de 2010 vivi a na pele o que estou relatando. Sofri, sofro e sofrerei pelo resto da vida por um vida que se foi, e que, como tantas outras, poderia talvez ter tido a chance de estar festejando o Natal e brindando a chegada de um novo ano. A vida é irreversível quando nos escapa, por isso mesmo merecia ser mais respeitada por quem fez uma opção de cuidá-la.

Elegi como maior desejo para 2011 que todos os médicos cumpram efetivamente o juramento que realizam no ato da formatura, e que os bons médicos não se deixem influenciar por aqueles que tratam a vida como mais uma mercadoria e não a respeitam com toda a intensidade que ela merece. Só assim creio ser possível perder o medo de médico. Triste ironia. Medo de quem deveria curar.

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* Santareno, é professor doutor em Educação. Trabalha atualmente na UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará).


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25 Responses to Tenho medo de médico

  • Não tenha medo de médicos, não tenha medo de professores, não tenha medo de quem não sabe interpretar.

    Tenha medo de você, isso mesmo, Você, que não se esforça para uma melhor conjuntura social e política, você que vira a cara quando pedem esmola, você que dá a esmola, você que pensa que seu papel como cidadão só está em enfrentar uma fila e confirmar a “merda de um voto Obrigatório”.

    A camarada, a culpa é toda do fulano! O mundo que eu vivo está sujo porque o Gari não limpou a sujeira que eu fiz!

    ps.: A medicina se sustenta no dom da vida. Mas se esquece que virou um corporativismo financeiro. Como João Alho disse, não podemos generalizar. Mas uma coisa mudou, Enquanto antes tínhamos o médico da família, agora temos uma família de médicos.

  • Santareno,

    Leia a sua frase inicial desta discursão no final da página “Eu tenho medo dos médicos de Santarém”.

    Quer dizer tudo o que você fala agora! que bom! mas foi curta e grossa também me dando o direito de interpretar que você está generalizando e ridicularizando toda a classe médica de Santarém.

    Feliz Natal!

    Telma Amazonas

  • Santareno,
    Tú és de qualquer lugar, menos de Santarém, sugiro que mude o teu nome no Blog ou dê uma olhada além de Santarém. Me faça um favor, venha para Belém especificamente para o pronto Socorro Municipal da 14 de Março e precise de um médico.
    Maus, bons e excelentes profissionais existe em todas as profissões, é claro que médico cuida da vida das pessoas e sempre deveriam ser excelentes, e acredito que seriam, se não dependessem também de outras forças e é claro isso não é desculpa para médicos incompetentes, mas generalizar a classe, e pior, atribuir a classe médica Santarena, é uma miupia ou você está fora do que acontece no Brasil.
    Assim como os médicos, professores são mal remunerados, são ameaçados por alunos tiranos em sala de aula.
    A Policia se corrompe (alguns) porque uns escolhem o caminho do mau e outros porque não tem a orientação que deveriam ter, e muito menos um salário descente.
    É muito fácil falar em diminuir o desmatamento na Amazônia sem falar em desenvolvimento que substitua quem derruba árvores etc….

    Enfim, pimenta só arde nos olhos da gente.

    Telma Amazonas

    1. Telma,
      Eu, Santareno, vou ficar sem medico (sim, porque eles não vão trabalhar sem receber, voce iria?), ninguém vai defender a Saúde na cidade onde moro (mas ainda espero que apareça) e vou ser EU, Santareno, quem vai sair perdendo.
      Se isso ocorre onde vc mora, ou em SP, ou na Bahia, não tenho certeza. Mas EU, Santareno não quero que isso ocorra aqui e por isso expresso minha opinião com o nick que melhor me convier.
      Eu so quis que a discussão saísse dessa idéia fixa e pequena de que medico não pode ganhar dinheiro. Ou que, para ganharem dinheiro, tem de atender mal e rapido, industrializando diagnósticos, pedindo exames a toque de caixa e submetendo os pacientes a preços extorsivos. Nem todos agem assim. A imensa maioria não age assim.
      Enquanto a imagem dos médicos e’ denegrida, eles tem os mesmos problemas que nós: contas a pagar, preocupação com carreira, criação dos filhos, estafa, busca pela atualização profissional, etc. Mas figuras como o Sr Tiberio repetem as táticas petistas: ignoram o real problema, passam a mao na cabeça da “cumpanherada” e caçam bodes expiatórios. E ainda ridiculariza o problema com o surrado marxismo burguesia versus proletariado. Parece ate escárnio. E e’.
      Então me solidarizo com os problemas das demais profissões, não defendo medico safado, mas quem pediu pra não generalizar fui eu. Se você apóia este pedido, estamos do mesmo lado, seja em STM, Belem ou Brasília.

  • Aproveitando o ensejo, informo que o Governo Federal, do Sr. Lula da Silva, não depositou os recursos devidos à Saúde do Estado do Pará (da “Cumpanhêra” Ana Júlia). E tem mais: essa pindaíba vai se estender até FEVEREIRO de 2011!!!

    Dentro desse absurdo, já “boataram” aos médicos do Municipal e do Regional que é para eles ligarem para seus credores pedindo prorrogação de todas as suas contas, pois o Governo tem de maquiar o rombo da campanha com o $$ da Saúde dos Estados pobres (que não têm quem os defenda a contento).

    Hoje, às 17 horas, haverá reunião no HRBA para pedir aos médicos para esquecerem dessas coisas terrenas como o salário, e não entrarem em greve, para não dar vexame no fim dos Governos.

    Sendo assim, senhores, pergunto: quem é pior, os médicos mal-formados, os professores mal-formadores, ou quem deveria dar suporte a ambos e, nas mais básicas coisas, não o faz, por pura INCOMPETÊNCIA e IRRESPONSABILIDADE???

    1. Vota neles de novo!!! E o pior e’ que ninguem vai se mexer, vamos ficar sem atendimento e ainda vao jogar a culpa nos medicos!

      1. Putz… Seu Doutor

        E agora? Vai fazer o que?
        Espremer seus pacientes particulares? Ou vender artesanato junto aos Hippyes de Alter?

        Tiberio Alloggio

        1. Típica resposta dos “companheiros”… ignoram o problema principal, atacam as verdadeiras vítimas (Francenildos e Monicas que o digam) e repetem a mentira mil vezes até virar verdade…
          Que o senhor comentar o verdadeiro problema, Sr Tiberio?

          1. Que silêncio ensurdecedor… Que mania de desqualificar as críticas, ao invés de respondê-las… ou até usar sua influência junto aos companheiros para que tomem alguma providência e evitem os problemas causadores das críticas…
            Tomara que este senhor não precise tão cedo dos mesmos médicos que ele trata com escárnio… de repente eles acompanham o blog e lembrem dele nessa hora…

  • Infelizmente o que vemos hoje até mesmo entre os estudantes de medicina é que muitos não tem vocação alguma para a medicina, mas querem mesmo ganhar dinheiro, muitos médicos escolheram a profissão pela quastão financeira e se a razão é só esta somos meras forma de ganhar a vida para estes cidadãos, existem muitos médicos que não valem o que ganham e raros que ganham pouco para o quanto valem.

  • E ainda… não acho necessário citar nomes dos bons ou maus médicos, pois cada um sabe onde o seu calo aperta. E os mesmos já estão na boca de todos os pacientes, principalmente os que são atendidos pelo SUS.

  • Tenho medo é de professores que mesmo depois do doutorado ainda não amadureceram e utilizam suas perdas pessoais para denegrir a imagem de profissionais como você.
    Você gostaria que escrevessem versos denegrindo a imagem dos professores? Pois é, será que vários profissionais ruins não são assim devido aos péssimos professores que tiveram Dr. Anselmo?

  • Ao criador do tópico.
    Você deveria ter medo do sistema de saúde, e não dos médicos. O médico é sobrecarregado, é crucificado. Não só ele, mas os enfermeiros e técnicos em especial. O que um médico trabalha por dia não é humano. Ter que atender uns 120 pacientes por plantão na emergência não é pra qualquer um.
    Eu não tenho medo de professores, embora eu tenha tido alguns “mestres” horríveis durante a minha vida. Professores que, ao ensinarem mal, formaram profissionais ruins. Esses profissionais ruins são médicos ruins, advogados ruins, jornalistas ruins, engenheiros ruins, administradores públicos ruins, que não vao gerir bem a sociedade e teremos uma educação ruim e também uma péssima saúde.
    Quem generaliza, acaba generalizado. Admiro seu doutorado, e deverias admirar os “doutores”, ou ao menos respeitar um pouco mais.

  • OK, mas não pode generalizar. Tem muito médico atencioso, educado, capaz, que faz caridade, que nem pensa às vezes no vil metal, que socorre quem necessita a qualquer hora do dia e da noite, etc., e que são metidos de cambulhada no mesmo saco com todos os que não prestam , segundo esses posts que tratam de casos individualizados, que podem estar cobertos de razão, mas se tornam injustos na medida exata em que ofendem a classe médica sem exceção. É como dizer que todo advogado é ladrão, ou que todo padre é pedófilo. Não pode! O protesto seria mais cabível e oportuno se o artigo declinasse o nome do médico que tratou mal o paciente. Filosofices à parte, com medo ou sem medo, quando a dor aperta é um médico que se procura. Como dizia Schopenhaeur: “Só a dor pe positiva”…

  • Anselmo, para quem é cristão, é entregar a própria vida – e a daqueles que ama – ao criador. Compartilho esse mesmo pavor que te acomete. A idéia de que a vida perde sua infinitude de significados para o “tilintar” do metal, é absolutamente sem sentido, para quem já perdeu alguém a quem ama para a incúria e indigna medicina das cifras. A medicina altruísta é a única forma de atribuição de sentido para a vida. Eu quero acreditar nesta medicina como regra. Só é possível preencher de significados a vida humana se esta for traduzida em valores imateriais, imensuráveis, absolutamente estranhos para a linguagem dos números. O médico que cuida da dor do outro como se fosse a sua própria, nem precisa trazer “de cor e salteado” o juramento hipocrático: é bastante saber que o paciente é titular de dignidade, não de preço. Aliás, na lição kantiana, esta é a distinção fundamental entre pessoa e coisa. Teu depoimento, para quem conhece a causa justíssima de tua dor, é uma prova viva de que esse mal-estar do individualismo não é irresistível. De pé e seguindo em frente, continuas a nobre função de educador, certamente, lutando pela construção de um mundo menos estéril do que este. Muita luz, na sua vida.

    1. Perdão, onde se lê “quero acreditar nesta medicina como regra”, leia-se quero acreditar nessa medicina, a das cifras, como exceção.

  • Os médicos são os mais infelizes de todos os profissionais liberais: não tem o direito aos fins de semana com a família à beira da piscina ou na praia como todo mundo, não tem direito a uma noite de sono reparadora como todo mundo, pois é acordado de madrugada por telefonemas desesperados, está sujeito a essa merreca que o SUS paga por uma consulta ou cirurgia, não importa qual seja, não tem direito sequer a um “muito obrigado” do paciente quando lhe salva a vida, mas, se as coisas não dão certo, porque o N.S.J.C. resolveu chamar o doente para perto de si, sempre aparece um parente com complexo de culpa, porque talvez não tenha dado ao doente o devido cuidado em vida, taxando o médico de monstro, desumano, incompetente e por aí vai. Advogado pode perder a causa, arquiteto pode nos fazer uma casa horrenda, engenheiro pode erra o cálculo da construção, bancário pode fazer corpo mole no caixa do banco não importa o tamanho da fila, servirores público podem coçar o saco durante todo o expediente… mas é o médico que é sempre execrado, de forma generalizada, como o faz esse um, por gente que devia ser médico nem que fosse por um dia só, para ver como é que é, inclusive quanto às consultas com hora marcada, em que o paciente chega com uma hora atraso e esculhamba o médico porque ele o coloca no fim da fila dos que chegaram antes. É uma merda ser médico neste país!

    1. Senhor anônimo, penso que deva ser médico. Sua postura é bastante fenomenológica, porque plasmada apenas no que lhe aflige. O mais comum de todo o senso comum adverte que, para ser médico, não basta decorar um milhão de fórmulas para o vestibular e não desmaiar com medo de sangue. É preciso muito mais do que isso. É preciso ter vocação, como chamado. Nenhuma profissão, eu arrisco dizer, está tão intimamente relacionada á vida e à morte como a do médico. É por isto que a formação de um profissional dessa estatura requer anos de estudo, critérios rigorosos para a implementação dos cursos e, para além disto tudo, a experiência de residente. Nenhuma profissão que eu conheça requer experiência acadêmica tão intensa. É uma tarefa nobilíssima, essa de ser médico. Não acredito que os médicos, no Brasil, trabalhem em condições mais indignas que os médicos cubanos; nem que vivam pior que aqueles. A despeito disto tudo, os médicos cubanos são muito bons, e carregam a vida de um sentido último, que é um fim em si mesmo, embora não percebam um décimo do que ganham os médicos austríacos, ou suecos. Quanto mais adversas as condições, mais oportuno é mostrar para si mesmo que estava realmente convicto quando assinalou a profissão que iria seguir, no cartão de inscrição para o vestibular. Eu quero que os médicos amem sempre a medicina e, sobretudo, ao outro; mesmo que não seja igual ao amor que reservam a si mesmos. Que seja um amor minimamente altruísta, capaz de justificar vossas preciosas noites de noites de sono reparador e as incompensáveis horas subtraídas do convívio com os filhos. Quem não estiver disposto a este sacerdócio, que vá “coçar o saco”, como diz o senhor, no serviço público.

    2. Ponderação se impõe, anônimo!

      Pelo que conheço, as profissões de médico e advogado, regra geral, são de meio e não de fim.

      No que tange às responsabilidades pelos atos no exercício profissional, todos respondem administrativa e judicialmente, segundo as normas de regência.

      Com relação ao primeiro parágrafo do comentário, que soa como desabafo, registro que o ideal fica no mundo do dever ser, que se persegue mas não se atinge nem se tangencia, diferentemente do real, mundo do ser, este sim refletido pelos nossos atos dia-a-dia. E não me consta que a afirmação do anônimo seja regra ou prevaleça no nosso meio.

      O bom profissional, amigo, além da qualidade técnica que deve ostentar, imprescindível, por sinal, tem que possuir formação humanística, sem a qual nada será.

      Ademais, a reflexão do professor expressa aquilo que também vivenciei na infância.

    3. Caro anônimo,

      Acredito que seu comentário deve ser contextualizado.

      Embora eu seja advogado, sou filho de médico. Durante minha infância vi meu falecido pai acordar de madrugada para atender pacientes que chegavam “nas últimas” no Hospital Municipal de Altamira. Como único cardiologista do município, ele não tinha escolha senão ir tentar salvar aquela vida. Ainda assim era feliz.

      A escolha da profissão não deve ser unicamente pelo fator financeiro, caso contrário o próprio profissional achará uma merda ser do ramo desempenhado.

      Medicina, assim como Direito, Engenharia, Arquitetura e inúmeras outras profissões liberais, é muito mais uma questão de vocação, do que sucesso financeiro.

      Hoje em dia eu faço com prazer as petições dos processos em que sou nomeado como defensor dativo, auxiliando aqueles que não têm advogado. O pagamento é uma merreca, isto quando pagam. Tenho processos cujos honorários de vultuosos R$120,00 já foram determinados há mais de ano, sem que qualquer quantia fosse depositada em minha conta.

      Isso me faz desanimar? Claro que não, o desenvolvimento da técnica e o conhecimento prático adquiridos certamente são os maiores pagamentos. Ademais, todos profissionais liberais passam por uma fase em que os lucros são sacrificados em nome do crescimento profissional. Entendo seu desabafo, mas acho que não é bem assim.

      Se me permite uma sugestão: troque de profissão, ou procure um aconselhamento profissional por meio de um psicólogo.

      Cordialmente,

      Eduardo Niederauer

      1. Eu tenho é medo mesmo dos maus médicos ou seria dos médicos maus…Não devemos generalizar.
        Na medicina como em qualquer profissão é necessário se ter vocação. Só assim um profissional ou médico, devidamente qualificado, poderá exercer sua atividade com humanidade, amor, respeito e seriedade mesmo diante das maiores adversidades.
        Existem sim médicos que pouco fazem para honrar o seu juramento, mas há médicos humanos e competentes aqui em nossa cidade que devem ser respeitados.

  • Minha esposa precisou fazer uma consulta com o Dr. Sergio Monteiro, Gastro, como usuário do Plano Unimed, fomos marcar a consulta, fomos informda pela sua secretaria que para o plano so teria vaga para uns vinte dias depois, ok, aceitamos, quando chegou no dia a secretaria remarcou a consulta para uns quinze dias a frente alegando que o Dr, tinha tido um imprevisto, ok, aceitamos novamente passado os quase quarenta dias minha esposa se dirigiu ao consultorio do médico, as 16:00 hs, pois tinha que fazer uma triagem, feito atriagem, ela só foi atendida, lá pelas 21:00 hs, questionei o porque da demora, e porque alguns pacientes que chegaram depois foram logo atendidos, quem estava no atendendo na recepção era sua esposa, que não gostou da minha colocação e foi informar que eu estava reclamando do mesmo, minha esposa adentrou ao consultorio, e o médico disse a ela que não tem interesse em continuar atendendo pela Unimed, e que ela procurasse outro profissional para realizar a consulta e os exames se fossem necessários, quis falar comigo mais eu disse nada tinha a conversar com ele, que ele ja foi um bom profissional, mas ultimamente só da valor ao dinheiro, dias depois uma pessoa sentiu fortes dores no estomago, ligamos pela manhã para o consultorio do mesmo e perguntamos quanto seria uma consulta paga, e quando haveria vaga, consulta R$ 100,00, e atendimento logo no começo da tarde, vejam só a diferença no tipo de atendimento.

  • Sou dentista e como vc também na minha infancia tinha medo de dentista, talvez pelo fato de os procedimentos odontológicos da época náo visarem a prevençao. Hoje a odontologia no Brasil trabalha muito com a prevençao e novos métodos foram adotados. Fico feliz em saber do reconhecimento em relaçao a minha profissáo. A odontologia do Brasil náo fica a dever para o resto do mundo.

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