
Um dos alvos da operação deflagrada hoje (17) pela PF (Polícia Federal) em Almeirim (PA) foi a mansão de propriedade a ex-prefeita Adriane Bentes. Mandato de busca e apreensão de documentos foi autorizado pela Justiça Federal em Santarém.
Candidata à reeleição no pleito do ano passado, Adriene foi massacrada nas urnas. Teve pouco mais de 24% dos votos no município e ficou em 3º lugar. Lúcia do Líder (MDB) venceu a disputa com 33,35%.
A operação da PF, batizada de Autolycos, tem como objetivo principal combater o crime de desvio de recursos públicos, com possível envolvimento de grupo criminoso que atuou na região de Almeirim, no Baixo Amazonas, ao menos no período de 2018 e 2020.
A ex-prefeita comandou o município entre janeiro de 2017 e dezembro de 2020.
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De acordo com investigações da PF, o grupo criminoso teria desviado, pelo menos, R$ 4,1 milhões em verbas federais oriundas de convênio do município com o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).
Fariam parte do grupo criminoso, ainda segundo a PF, servidores públicos municipais, empresários de Almeirim e agentes políticos. Eles utilizavam-se de licitações fantasma para angariarem recursos, a pretexto de entregarem materiais de construção para a reforma de escolas e creches do município, mas que nunca chegaram a ser entregues.
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