Altamira deve ser Tapajós?

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Do professor universitário Paulo Lima , sobre o post Tapajônicos que disseram “não”:

Precisamos sim externar nossa indignação. Mas já é hora de avaliar. De compreender os erros de estratégia. É a hora também de reler os trabalhos históricos, os mais consistentes.

Será que fazia sentido incluir Altamira no projeto atual do Estado do Tapajós? Está mais que claro que não. Isso mostra que muita coisa foi feita no afogadilho. É preciso agora dar um passo atrás para preparar vários passos’aa frente. É preciso consensuar um projeto comum com os municípios e com as lideranças comunitárias rurais e ribeirinhas.

É preciso capitalizar a média de mais 90% nos municípios que decidiram que querem formar outro Estado e trabalhar isso de forma transparente, inclusiva e multi-setorial. Temos que renovar a condução desse processo. Instituições como os sindicatos, movimentos sociais e associações empresariais tem de assumir essa missão.

É preciso substituir aqueles que tem como prioridade seu próximo mandato e seu futuro político. A democracia, com as redes sociais, toma novos contornos, é preciso olhar as “revoluções” da Primavera Árabe e se espelhar nela para construirmos o nosso caminho de autonomia.


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30 Responses to Altamira deve ser Tapajós?

  • no referendo os altamirenses disseram não, 64,5%, a criação do estado do tapajós. Continuar defendendo a cidade de ALTAMIRA no projeto santareno é força a barra. É não respeitar a opinião dos altamirenses. Se algumas cidades do oeste do Pará, encabeçada por Santarém, querem criar um Estado tudo bem. Estamos numa democracia. Cada um luta por que achar certo. Mas Altamira não quer fazer parte deste projeto ok. NÃO nos esqueçamos da palavra Democracia, regime em que o poder de tomar decisões importantes está com os cidadãos de forma direta ou indireta. Os altamirenses tomaram a decisão de não participar do TAPAJOS. Respeitar a opinião da população de Altamira é valorizar a DEMOCRACIA.

  • Por favor falem de uma forma que meu Cabano feliz possa acompanhar, vocês estão deixando ele no vácuo.
    Ele não sabe argumentar é muito limitado vocês pode ver pelo texto dele.
    E garanto que ele não mora em uma cabana!
    O importante é que eu o faço feliz!

  • Altamira sofreu forte influência dos tiranos de Belém, precisamos reverter esse quadro.
    Não só precisamos conquistar Altamira, mas também precisamos principalmente conquistar Belém.
    Belém foi a cidade que destruiu nossos sonhos.
    Para os belenenses devemos permanecer colônia.
    Mas como disse um cidadão, se o Brasil fosse pedir permissão a Portugal para conseguir a independência , estaríamos como colônia até hoje.

    1. É verdade Plinio, eu conheço Altamira é uma região promisora de gente muito batalhadora e esperançosa, oque faltou foi esclarecimento da importancia da divisão, aproximar mais a comunicação e divulgar a importancia da daquela região pro estado do tapajós.

    2. Altamira não sofreu influência dos irmãos de Belém, pelo contrário, Altamira não sofreu influência foi dos forasteiros! Nasci em Altamira e, votei contra essa panacéia infundada, de querer dividir meu país(Grão-Pará)! Antes de existir Belém, Altamira, Marabá, Carajás e, demais municípios, o Grão-Pará já existia e, portanto, todos os municípios inclusive os que não citei, estão dentro do território Paraense e, portanto, todos eles, são terras do Estado do Pará! A capital Belém, é só mais um município do Pará e, tem, o status de capital, por ser o primeiro município do Grão-Pará. Nós de Altamira, nos orgulhamos em termos sangue cabano, e termos nascido nessa terra chamda Pará! Ou vcs que votaram pelo SIM, nos substimaram, achando que nós de Altamira, fossemos marionete ou fantoche de vcs, e dos políticos que levantaram essas bandeiras divisionistas; nós de Altamira, como tbm nossos irmãos da capital Belém e, RMB, jamais trairemos as nossas origens e, a nossa história de lutas por um Pará integro na sua essência! O fato de morarmos longe do centro das decisões(Belém), não nos faz menos paraense, pelo contrário, nós de Altamira mostramos no voto, que a distância que nos separa da Capital, em nada diminui o nosso amor pelo nosso amado Estado do Pará, apesar das dificuldades que enfrentamos. Nossos irmãos de Belém, são tão vítimas qto nós, do descaso do poder público, seja ele. do executivo estadual, municipal ou federal. Nós somos discriminados sim, é pelos políticos de um modo geral, eles sim, são nossos algozes! Nós de Altamira, Belém, RMB estaremos sempre de olhos bem abertos pra vcs forasteiros!!! Para os que nasceram aqui, e renegam as oringens, eu só digo uma coisa: quando vcs nasceram e, seus pais tiraram a certidão de nascimento de vcs, o nome do Estado de origem é Pará, e não Tapajós ou Carajás; portanto, eu digo pra vcs que querem se emancipar, que se não estão satisfeitos em terem nascidos em território Paraense, que se unam aos forasteiros sejam eles políticos ou não, e criem seus Estados dos Sonhos bem longe de terras Paraenses, pq essa, vcs jamais dividirão, até mesmo em sonhos!!!! Nós paraenses de sangue, temos consciência que vcs tentarão uma nova investida contra nosso amado Estado, comandados por Políticos forasteiros e, não forasteiros, da mesma laia, mas pra vcs só dizemos uma coisa: tentem, mas tentem, por vias democráticas, ou seja, pelo voto nas urnas; caso contrário, não sobrará um forasteiro ou falso paraense, pra contar seus mortos, ou mesmo, a História!!!. Meu PARÁ, se depender dos teus VERDADEIROS FILHOS, JAMAIS SOFRERÁ HUMILHAÇÕES NA HISTÓRIA, DA TUA EXISTÊNCIA COMO NAÇÃO!!!!.

  • Esse tal cabano feliz só fala agua será que ele só come gelo? A prenda a manisfestar sua opinião ou se cale, não esta vendo que nós do tapajós não queremos continuar a fazer parte do velho pará, nada contra o território paraense que é sem duvida uma terra abençoada e muito produtiva, mas queremos DESSENVOLVIMENTO, PROGRESO E CRESCER, não temos a mesma cultura de Belém e os mesmos costumes, o nosso povo é descendente de lugares desenvolvidos, queremos dar futuro aos nossos filhos, com saude de qualidade, educação e uma vida descente ao futuro da nação e não continuarmos esquecidos e abandonados como estamos, ninguem aqui tem medo de desafios não, somos um povo trabalhador e corajoso, ve se voce respeita a nossa gente quando fazer seus comentarios infundaveis.

  • Ninguém autorizou o Mozarildo Cavalcanti a meter Altamira, Brasil Novo, Vitória do Xingu, Porto de Moz e outros no projeto do Tapajós. No futuro esse projeto deve ser revisto, para agrupar somente os municípios que ocupem áreas afins. Por exemplo: os que tradicionalmente compõem o que sempre se chamou Baixo Amazonas, ou, vá lá, Oeste do Pará. Altamira e os outros aqui mencionados ligam-se maus a Belém do que a Santarém. Até Novo Progesso e Jacareacanga têm mais a ver com Mato Grosso do quem com Santarém. Tiremos lições deste plebiscito. Da próxima vez, sejamos mais realistas e menos oportunistas.

    1. Desta forma Altamira vai ter que fazer parte do Estado do Carajás.
      ou então, vamos ter que criar o Estado do Xingu.
      Assim como teremos que criar o Estado do Calha Norte.

    2. Não se trata de ser oportunista se trata de fazer um mapa coerente,
      A quem iria fazer parte Novo Progresso e Jacareacanga ? Ao Novo Pará, impossível.
      A quem iria fazer parte Altamira, ao Carajás ? Ao Novo Pará ficaria um mapa geografico desordenado e sem coerência.

  • Quer dizer que é assim: Belém é culpada da derrota, Belém é tirana, Belém é a capital que impõe a desgraça, Belém é quem decide os rumos do Estado, Belém é quem deve responder por toda a sorte de infortúnios dos Tapajoaras. Mas quando Altamira se pronuncia nas urnas, vem Santarém e faz as mesmas coisas. Decide agora que ela não merece ser tapajoara. Ual, que brilhante raciocínio! O que não vale é a tirania que nos é imposta, masse nós somos os tiranos estará valendo.
    Se fazer de vítima é a primeira estratégia do tirano.

    1. Para um observador sua leitura parece muito superficial. O que questiono é justamente o fato de Altamira não ser parte da elaboração do projeto. Se as pessoas se sentiram à reboque o resultado foi esse, a negação. O que proponho é a consulta, a construção de um consenso, é exatamente não reproduzir a forma de governar feita a partir de Belém, muito bem ilustrada pelo seu comentário.

      Paulo

    2. A ideia é justamente o contrário. Se eles demonstraram que não querem fazer parte do Tapajós, ninguém pode obrigá-los. Visão meio turva essa sua….

  • O plebiscito teve esse lado pedagógico: serviu para que tivessemos uma radiografia mais precisa sobre a composição de uma nova unidade territorial brasileira. A composição que gerou o Tapajós foi feita com base em articulações envolvendo fundamentalmente Prefeituras, Câmaras Municipais e, eventualmente algumas lideranças políticas ou empresariais. Agora temos números que expressam um contingente muito mais amplo, e eles são o maior parâmetro para as análises sobre a consistência da continuidade do projeto emancipacionista.

  • Amigo Paulo Lima. Concordo em gênero, número e grau com suas afirmações. Não foi a região do Alto Xingú quem nos tirou a eleição, apesar de termos tido grandes dificuldades em fazer campanha de esclarecimento nessa região

    1. Salve Chicão,

      Só um reparo, precisamos mudar seu “sobrenome”, agora tem de ser Chicão da Integração do Tapajós!

      abraços,

  • Esses encontros do pacto devem ser mensais ou bimensais, sempre contemplando outro município. Espécie reunião do Grupo dos 20. A mídia tradicional e das NTC precisam ser usadas com força constante.

    1. Concordo plenamente Albert, sem as tecnologias de informação e comunicação a gente não viabiliza um trabalho desses. E precisamos de um parceiro de mídia forte, que abra espaços para veicular informações e os principais debates.

      Paulo

  • ah !! não querem fazer parte do Pará ??? me lembra a história do aborrescente pentelho que se acha independente até o pai botar para fora de casa e suspender a mesada!!!! aí o peste fica pianinho mansinho cordeirinho….

    1. Eu acredito que voce comparou muito mal o nosso povo seu ”cabano infeliz” não somos esse aborrecente pentelho que voce diz, pelo contrario somos gente honesta, trabalhadora e corajosa, será que voce sabe oque é isso? Se acham que vamos abaixar a cabeça estão enganados, agora é que a luta começou e não vamos desistir nunca, bota pra fora da casa como voce diz, otario, é isso que queremos, ja estamos cansados de pagar imposto e trabalhar pra mostrar produção nesse estado, ja que ai em Belem só se fala em peixe, farinha e açai, com todo respeito, mas nós queremos mais que isso, queremos crescer, desenvolver e ter progreso, somos de outra tradição, outra cultura, o estado não foi dividido AINDA, mas a nossa opinião SIM e isso é o que importa, voce pelo menos conhece a região da transamazonica ou só sabe esquentar cadeira com o trazeiro ai em Belém?

  • Eu acho que Altamira deve permanecer no Estado do Tapajós.
    Devido ao momento, os altamirenses estão desmotivados, mas podem mudar de opinião.
    O que se passa com Altamira é a construção da Hidrelétrica de Belo Monte que consideram a região o Eldorado da amazônia. Até os imóveis tiveram valorização de preço por causa da hidrelétrica de Belo Monte. Além da oferta de emprego que aumentou em Altamira.
    Diante deste quadro, Altamira se acha valorizada, mais o jogo vira, e os altamirenses podem aderir ao Tapajós.
    Assim como Belém pode mudar de idéia e aceitar a emancipação do Tapajós.
    Tudo é questão de momento.

    1. Tem outra coisa, Altamira tem pavor a emancipação por causa do distrito de Castelo dos Sonhos querer pedir sua emancipação.
      O maior município do mundo pode ser atingido por várias divisões, entre elas Castelo dos Sonhos.

        1. Prezados,

          Nós precisamos começar a fazer as coisas respeitando a opinião dos cidadãos dos demais municípios. Não podemos decidir por Altamira. Temos um fato, 60% da população votou contra a criação do Estado do Tapajós. Se é em razão do nome ou da falta de identidade comum não temos um estudo sobre isso. Agora é hora de fazer as coisas de forma diferente do que a capital do Pará faz em relação aos nossos municípios esquecidos. Precisamos construir um Estado ou uma proposta de Estado que seja sólida, que seja cidadã e que seja a bandeira de todos.

          Quanto ao Carajás entendo que devemos empenhar nossa solidariedade aos companheiros de lá. Mas já é bastante trabalho buscarmos construir uma articulação no Tapajós, razão pela qual sustento que precisamos descolar as campanhas.

          abraços, Tapajós Sempre!

          Paulo Lima

  • Concordo com o seu ponto de vista. É preciso um consenso sim, daqueles municípios que querem fazer parte do Tapajós. É um trabalho a longo prazo, onde toda a sociedade civil desses municípios devem participar. Só assim, fortaleceremos mais a causa Tapajós ou Baixo Amazonas (gostei do nome, rss).

    E deveria ser feito um pacto do oeste, onde todos se comprometessem a votar em gente da região, que tivesse compromisso com as cidades, e a população da região, e porque não dizer, que fosse ficha “limpa”.

    1. Aí é que você se equivoca. Saímos mais fortes. E, devo dizer, muito mais tranquilos do que deve ser feito. Sua contribuição, sem argumentação, sem propostas, fazendo provocações tolas e improdutivas mostra que não existe colaboração possível. O Pará é uma ficção administrativa, já está dividido.

      O Governador falou, falou e não disse nada. O discurso foi um exercício retórico. Nenhuma medida concreta foi anunciada. Foi um desculpa aí, da próxima vez eu vou ler o seu ofício…

  • Eu já estava tão viciado no Face, Paulo, que quando acabei de ler o teu texto procurei o botão “curtir” :). Mas é isso mesmo meu amigo, eu sempre fui contrário a inclusão do Xingu no mapa do estado do Tapajós. Devemos sim consensuar o projeto comum com outros municípios que querem participar, os do Oeste do Pará, como bem voce fala. A continuação da luta deve continuar agora com a sociedade civil organizada dando uma nova cara, uma nova marca para essa luta. É mais que na hora de se criar uma logomarca nova, aquele SIM com o dedo positivo faz parte do passado, e de um passado não muito saudoso. Estado do Baixo Amazonas é a bola da vez.

    1. Prezado Plínio,

      A consulta foi feita. A maioria da população, pelo menos no momento, afirmou, pelo voto, o desinteresse em ser parte de um novo Estado. Mas o que proponho é a reconstrução do caminho. Com isso é preciso ir consultá-los e confirmar ou não o que vimos nas urnas.

      Na minha opinião e nos textos que utilizo como base, em especial os do Prof. Manuel Dutra, Altamira configura uma identidade cultural distinta da que nos une.

      1. Minha dúvida é: Altamira não quer ser um novo Estado ou Altamira não quer Santarém como capital e sim ela, Altamira, como capital, haja vista seu melhor momento?
        Há de se lembrar que um dos maiores articuladores do movimento pró-Tapajós foi o deputado Altamirense Juvenil.
        Altamira vive um momento de expansão que Santarém necessitava viver para sair do marasmo economico-social, ainda que não haja novo Estado: Investimentos e desenvolvimento.
        Talvez por isso, desejem mais ser a capital, do que ser o limítrofe entre o Carajás e o Tapajós.
        Abraço!
        J.C.

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