Artigo do bom combate

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Jornalista residente em Belém, Paula Portilho comenta o artigo Tapajós é integração e não separatismo, de Caetano Scannavino Filho:

Caetano, parabéns pelo texto. Jeso, parabéns pela publicação.

É isso que deve almejar a maioria: um debate onde o mais importante seja a coerência e o que será de fato melhor para todos. Sou nascida em Belém, com raízes em Cametá e meu coração sangra de pensar na divisão do Grão Pará. Mas tenho muitos amigos de várias regiões com quem já travei várias conversas e sei de longa data da existência do sentimento de separação.

Não concordo mas de certa forma entendo. Não posso julgar os que pensam diferente de mim. Assim como espero que não seja julgada pela minha posição. Espero sim travar o bom combate. E que não vença o melhor, mas o que for melhor. Gostaria de pedir permissão ao Caetano para também levar seu texto ao meu blog.

Saudações papa-chibés.


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5 Responses to Artigo do bom combate

  • “ESTADO DO TAPAJÓS”

    Nunca foi tão importante e necessário a união do povo do Oeste do Pará em torno de uma grande causa, como a que estamos vivenciando hoje, com a expectativa e a necessidade premente da criação de mais duas Unidades da Federação; que é os Estados do Tapajós e Carajás, aspiração há mais de um século pleiteada no nosso caso regional, e que agora se deslumbra com a aprovação do plebiscito na Câmara dos Deputados em Brasília, para o povo decidir seu futuro sócio-político-geográfico. A criação ou nascimento desses novos Estados se assemelha a um “parto” inevitável, que se não vier natural, virá por “cesariana”, mais cedo ou mais tarde, (esses são os tipos de ‘filhos’ que todo mundo quer ser o pai. Mas cuidado! Tem de fazer o DNA…) Porém, infelizmente existem “grupos corporativistas” que por interesses mesquinhos, insensibilidade social, egocentrismo econômico e posturas antidemocráticas, tentam protelar e até impedir este fato, enquanto esses gestos só trarão traumas e desconfianças para as populações desassistidas e envolvidas.
    Como sabemos, o território amazônico é imenso, e para o nosso desenvolvimento realizar-se a contento com as necessidades e aspiração do povo desta região, é necessário uma redivisão territorial e logística para que sejam dinamizadas políticas públicas e sócio-econômicas positivas em seus aspectos de gestão e solução dos problemas de rotina com rapidez e eficiência, inclusive para outras regiões que tenham as mesmas características geográficas, carências sociais e econômicas em forma de abandono político pela sede dos governos estaduais, como Carajás que poderá ser nosso irmão gêmeo nessa “gestação plebiscítica”. Pois os políticos da atual capital do Pará, só lembram-se dessas áreas em época de eleições e do escoamento de suas riquezas minerais. A população do eventual remanescente Pará, bem que poderia aproveitar a oportunidade desse fenômeno social-econômico e espacial, e materializá-lo como um fato histórico, quando, como um pai emancipa um filho para que seja dono de seu destino e curta sua independência com responsabilidade, onde teria com certeza parceiros fortes e fieis para caminharem juntos rumo a um progresso responsável e vantajoso para a região e não, manter esses “filhos” explorados e debaixo de seu tacão tutelar de domínio.
    Conclamamos todas as pessoas de bom senso e com desejos progressistas, naturais da região e emigrantes radicados aqui, que já fazem parte de nosso convívio e que contribuem para o nosso latente progresso, assim como de outras cidades paraenses e mesmo da capital Belém, que nos possibilite esse natural anseio e que façamos uma corrente prática e concreta em prol da criação das novas Unidades Federativas, votando sim a esta proposta de emancipação e convidando a outros a aderirem ao “ Plebiscito dos Novos Estado: Tapajós e Carajás” que brevemente será proposta às populações interessadas, e entrem para a história regional da Amazônia de terem contribuído de forma democrática e inteligente para a melhoria da qualidade de vida de uma população até então esquecida e ignorada pelo Governo do Pará. No nosso caso, possuímos 58% da área do Estado e, no entanto, só temos 10% de toda produção por falta de investimentos governamentais, 85% do que consumimos vem de fora, precisamos reverter esse quadro e revitalizar economicamente nossa região.
    Um fato importante a levarmos em consideração é que com a criação do Estado do Tapajós, seriam gerados 100 mil novos empregos diretos imediatamente, e mais 100 mil indiretos a curto e médio prazo, em função da nova “máquina estatal” (órgãos públicos), onde as três instâncias governamentais; federal, estadual e municipal interagem administrativamente entre si, em função da nova dinâmica administrativa. A luz da verdade falando sinceramente, todos só tem a ganhar. O remanescente Pará diminuirá suas despesas e ações a distâncias e as verbas federais serão maiores para os três Estados, no mesmo espaço físico anteriormente existente, alavancando o progresso regional, como aconteceu com os Estados do Tocantins e Goiás. Com o novo Estado, será resolvido o abandono da educação pública, o aumento da criminalidade e o descaso da saúde, que são situações a serem mitigadas ou solucionadas com mais rapidez por um governo local, próximo e eficiente. Essa oportunidade é única para nossa libertação como cidadãos e cidadãs se nos envolvermos de corpo e alma neste fato histórico que proporcionaremos aos nossos descendentes.
    Porém, os coordenadores desse nobre evento, devem se conscientizar de que é necessário contratar uma empresa especializada em “marketing político” dentro desse segmento, para divulgar pesadamente na mídia com vinhetas e de forma itinerante com promoções populares em todos os municípios acompanhadas de bandas musicais com “marchinhas” envolventes e que comovam a população até então apática e desinteressada, devolvendo-lhes seu orgulho cívico e identidade regional. Pode-se fazer desde já um concurso do hino e de seus respectivos brasões para o novo Estado do Tapajós, onde motivaria a população a ser mais participativa neste importante evento! Devemos apoiar todos os políticos e abnegados que estão à frente deste grandioso projeto. Cuidado com a senadora traíra, a pára-quedista Marinor do Psol que nos traiu, e outros… Que venha o Estado do Tapajós, para nossa realização sócio-econômica de verdade!!!

    David Marinho – Gestor Ambiental

  • Amigos…

    Não vejo a divisão do Estado como algo irracional, muito pelo contrário, entendo ser legítimo e acima de tudo visionário e explico o porquê!

    O Estado deve ser pensado como uma grande empresa (que na verdade é) no gerenciamento de suas atividades. Qualquer empresário sabe que após abrir um empreendimento o tempo médio de espera (trabalhando duro) para que se tenha retorno do capital investido são de 36 meses, ou 1 ano. Ninguém abre um novo negócio com o pensamento de no primeiro mês de funcionamento arrecadar tudo o que investiu e ainda graciosamente delitar-se com os devidos frutos.
    Tenho lido muito a respeito do tema e visto opniões das mais diversas onde a tônica principal do debate se funda em viabilidade econômica (quando na verdade o debate principal deveria estar mais voltado aos impactos sociais que advirão do projeto) inclusive a maioria baseado em dados do IPEA sobre o peso dos gastos surtidos com sua implantação.Grande parte remete ao caso do Estado do Tocantins, que por 10 anos foi “sustentado” pela União.
    Com a devida vênia, discordo de tais argumentos (que não deixam de ser legítimos) voltando-me também às comparações para explicar os famigerados “gastos”.
    Se para uma pequena empresa a espera média para retorno de investimos são de 3 anos, o Brasil experimentou um investimento de 10 anos (que em termos de Administração Pública é tempo irrisório) em um Estado que agora começa a oferecer os frutos para o país, assim como o próprio Brasil experimentou os investimentos do Banco Mundial por mais de 100 anos e agora também começa a dar seus frutos passando de mero financiado no cenário mundial para financiador ao lado de outros países emergentes.
    Já pensou se o FMI também entendesse que o Brasil seria só “gastos”? Se os grandes bancos internacionais que financiaram os Estado de São Paulo no início da República do Brasil também entendessem que seriam investimentos a fundo perdido?
    Não…esses visionários que acreditaram acima de tudo no povo brasileiro compreendiam exatamente o que estavam fazendo, afinal de contas, ninguém é doido de dar dinheiro “de graça” pra ninguém. Eles enxergaram com uma visão de futuro o extraordinário potencial que naquela época existia e hoje se mostra tão vigoroso e puljante, além de acreditar piamente na capacidade do nosso povo de crescer e se desenvolver.
    Quando todos estiverem recebendo os frutos desses empreendimentos (Tapajós, Carajás e Pará) que estão batendo a nossa porta, a população paraense terá mais uma vez o orgulho de entrar para a história do Brasil, talvez daqui a 20,30, 40 anos ou mais, como aqueles que realizaram um ato visionário que transformou ainda mais esse país.
    Não sejamos inconsequentes em afirmar que isso nunca dará certo porque os políticos vão se aproveitar disso ou daquilo. Quem escolhe os políticos somos nós, exclusivamente nós. Isso no Brasil sempre existirá poque jamais vamos alterar nosso sistema Estado e de Governo. O paraense tem um potencial tremendo, surpreendente, basta que primeiramente acreditemos em nós mesmos!
    O poeta já dizia “…queremos o Norte lá em cima…” e é essa oportunidade que estou vendo agora, o momento de “o nortista fazer parte da nação”!

    Desculpe o longo comentário, mas tenho uma visão de futuro, uma visão realista.
    Forte abraço.

  • O AMIGAAAAAAAAAAAA, ESSE SEU COMENTARIO DA UMA PENAAAA DE VOCÊ, QUE PENA SEU CORAÇÃO VAI CONTINUAR SANGRANDO QUERIDA, SANGRANDO E SANGRANDO ATÉ ACABAR TODO O SANGUE AMADA O NOSSO PROJETO DO PLEBISCITO PARA A DIVISÃO O CARAJAS JA FOI PARA PROMULGAÇÃO O DO TAPAJÓS CHEGOU HOJE NO SENADO SEGUNDO NOTICIAS DO PORTAL NA HORA.ESTAMOS AVANÇANDO CADA VEZ MAS, O PLEBISCITO SERÁ LOGO PRA QUE SE PREOCUPAR AMADA VOCÊ SÓ VAI ENFARTAR RSRSRSRS.

    JESO OLHA QUE ATÉ A REGIÃO METROPOLITANA JA ESTA DANDO SEUS COMENTARIOS, E O PIOR QUE VAI CONTRA DIVISÃO. SABEMOS QUE A NOSSA VITÓRIA É CERTA

    TAPAJÓS JA!!!!!!!!!!!!

    1. Ferreira, não lembro de sermos amigos, mas fico contente em saber que vc sente algo em saber que meu coração sangra. Renovo nossa fé que a humanidade continua tendo sentimentos. Alegro-me também em saber que você está pronto em levantar a bandeira do estado do Tapajós, pois cada lado deve ter a sua veia apaixonada pulsando. E do lado oposto também há quem levante também a bandeira. E como disse antes que vença não o melhor, mas o que for melhor. Saudações.

  • Eduardo Bresciani – O Estado de S.Paulo

    BRASÍLIA

    A criação dos novos Estados de Carajás e Tapajós alteraria ainda mais o “balanço de poder” no Senado Federal. Se o desejo de separação das duas áreas do Pará se concretizar, senadores das regiões Norte e Nordeste passariam a ter a possibilidade de aprovar até alterações na Constituição mesmo que todos os senadores das demais regiões votassem de forma contrária.

    Para aprovar no Senado uma proposta de emenda à Constituição é necessário ter votos de 60% dos representantes dos Estados. Pela composição atual, Norte e Nordeste têm 59%. Como cada Estado tem automaticamente três cadeiras na Casa, essas regiões passariam a ter 62% do total dos votos.

    Com a criação dos Estados, a região Norte passaria a ter 27 senadores representando 15,8 milhões de habitantes, ou seja, um parlamentar para cada 587 mil habitantes. Na região Sudeste existem 12 senadores para representar 80,3 milhões de pessoas, o equivalente a um parlamentar para cada 6,697 milhões de habitantes.

    A alteração da representatividade deve ocorrer também na Câmara. A Constituição determina que cada Estado terá no mínimo oito deputados federais. Atualmente, o Pará tem 17 deputados. Com a divisão do Estado em três, esse número salta para pelo menos 24 parlamentares na Câmara. Como a lei complementar que regula o tema fixa em 513 o número de cadeiras é possível que se reduzam os representantes de Estados mais populosos para dar vagas a deputados de novas unidades da federação.

    Um dos articuladores da criação do Estado de Carajás, o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) vê as alterações na representatividade como positivas. “A desigualdade econômica é muito mais grave do que a política. As regiões Sul e Sudeste são muito mais ricas e o papel do Congresso é justamente o de diminuir as desigualdades regionais.”

    Queiroz rebate também os argumentos sobre os custos para a criação dos novos Estados. Segundo ele, Carajás e Tapajós teriam condições de se manter sem depender das transferências da União. Ele afirma ainda que o desmembramento do Pará em três unidades beneficiará a população ampliando o acesso e melhorando a qualidade dos serviços prestados.
    

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