Jornalista e professor universitário, Milton Mauer comenta a Frase do dia, de ontem:
O papa em Portugal apelou para que a Igreja retorne às suas origens. Pergunto: permitir o casamento de seus clérigos também, p/ seguinte motivo: para a Igreja Católica o apóstolo Pedro foi o primeiro papa. Então – Jesus curou a sogra de Pedro. Então – como é que fica? Voltar às origens?
Se for assim, a obrigatoriedade do celibato pode começar a ruir, visto que um dos maiores ícones da Igreja Cristã era casado. Então – como que fica? (Questionamentos do jornalista Wolfgang Teske em seu https://twitter.com/Wteske)
meu amigo jornalista, parece que vc nao entende nada sobre biblia.
vc sabe em que momento Jesus curou a sogra de Pedro? e quando ele assumiu o cargo de Papa? se vc ler um pouco em atos dos apostolos e as cartas paulinas vc vai saber como isso funcionou.
Boa sorte
Em quanto existir o celibato, a “padrofilia” estará presente!
Usar do senso comum, e algumas vezes fazer afirmações sobre determinados temas é natural, qualquer um pode e deve fazer. A Igreja Católica tem suas convicções, seus fundamentos, sua doutrina. Ninguém é obrigado a seguir regras, agora, aqueles que acreditam em uma Igreja milenar e com dogmas, as segue com toda a fé e guiados pelo Espírito Santo.
O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA NOS DIZ QUE “A CASTIDADE HÁ DE DISTINGUIR AS PESSOAS DE ACORDO COM SEUS DIFERENTES ESTADOS DE VIDA: UMAS NA VIRGINDADE OU NO CELIBATO CONSAGRADO, MANEIRA EMINENTE DE SE DEDICAR MAIS FACILMENTE A DEUS COM UM CORAÇÃO INDIVISO: OUTRAS, DE MANEIRA COMO A LEI MORAL DETERMINA, CONFORME FOREM CASADOS OU CELIBATÁRIOS. AS PESSOAS CASADAS SÃO CONVIDADAS A VIVER A CASTIDADE CONJUGAL; OS OUTROS PRATICAM A CASTIDADE NA CONVIVÊNCIA”.
Se você não tem pecados, que atire a primeira pedra. Um momento, Vou sair para não ser atingido com tantas pedras.
No dia em que a Igreja deixar cair por água os seus dogmas, a sua ação no mundo, as suas regras, o mistério da fé deixa de ser interessante.
Essas colocações do Albertino são o retrato do profundo obscurantismo medieval no qual a nossa dita sociedade moderna continua mergulhada.
Daí porque a moral cristã é profundamente anti-humana, nega tudo o que há de contraditório, de espantoso e belo no ser humano. Deixar para trás pessoas amadas para entregar seu amor a uma idéia fantástica chega a beirar a psicose. Daí porque digo que é preciso fortalecermos uma moral humanista que recoloque ser humano, com suas contradições, suas virtudes e seus vícios, no centro de sua preocupação, de suas reflexões e de sua utopia. Uma moral que não parta do princípio de que o homem é o repositório do pecado, que não invista na alienação do que há de melhor no ser humano atribuindo toda virtude à idéia de Deus, o que não passa de uma estratégia de dominação do espírito humano; que não invista no esvaziamento da humanidade em nós; enfim, uma moral que não seja um elogio de condenação e empobrecimento da condição humana. Precisamos de uma moral que compreenda que é no ser humano que reside toda virtude e desvirtude, todas as forças, qualidades e valores humanizadores -amor, justiça, paz, felicidade, sabedoria, conhecimento etc.-, que são condições psicoemocionais e existenciais, as quais não se encontram em idéias fantásticas nem em mercadorias, mas no interior de cada um de nós e que representam o que há de melhor no ser humano. Uma moral dessa não exigiria que negássemos as pessoas que amamos, nem os desejos tão belos que brotam de nossos instintos e que nos remetem a buscar o outro, nem as relações entre as pessoas, nem os conflitos, as amarguras e as excentricidades do ser humano. Uma moral dessas é do que precisamos para redescobrirmos o amor e o respeito por nós mesmos, para que, enfim, possamos novamente nos olhar e nos dizer, com serenidade e ternura: “que obra de arte é o homem”.
concordo e so acrescentaria ” q obra de arte é a mulher também”…rs abraços a todos/as
Valber,
“Quão melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! e quão mais excelente é adquirir a prudência do que a prata!” Proverbios 16:16
Como eu escrevi antes: “Em dois mil anos houveram milhares de filósofos, pesquisadores e jornalistas escrevendo e tentando desvirtuar o cristianismo. NINGÚEM conseguiu. O que eu vejo com comentários impensados como esse é apenas um profundo desconhecimento da literatura e mesmo da Bíblia.” Leia novamente.
A Igreja Católica é a maior defensora da família e do casamento que segundo a Bíblia é indissolúvel.
Aqueles que deixam família, pais e filhos, para seguir uma missão religiosa são muito poucos comparados com aqueles que deixam família, pais e filhos, por causa de uma outra mulher, por causa de bebidas e outras drogras, para morrerem numa guerra qualquer e até mesmo por causa de um garotão.
Quando Jesus diz: “Pegue sua cruz e siga-me.” De QUAL cruz você acha que Ele está falando???
Quem não Lê, não tem nada para dizer.
Prezados,
Em dois mil anos houveram milhares de filósofos, pesquisadores e jornalistas escrevendo e tentando desvirtuar o cristianismo. NINGÚEM conseguiu. O que eu vejo com comentários impensados como esse é apenas um profundo desconhecimento da literatura e mesmo da Bíblia. São muitos os críticos da Bíblia que nunca a leram. Eu já a lí diversas vezes, de Gêneses a Apocalipse, com uma visão crítica e não fanática e posso lhe esclarecer: Pedro era casado, sim, senão não teria sogra, mas nessa época do milagre de Jesus não existia um “Cristianismo” e muito menos uma igreja católica. Quando Jesus partiu, os discípulos se reuniram e a partir daí a igreja (reunião, em grego) passou a existir. Leia o livro de Atos, que narra o surgimento da igreja. Lá não consta que Pedro tenha levado sua esposa e sogra para Roma. Alíás Jesus alertou: “Quem quizer vir após mim, deixe tudo (família, pais), carregue sua cruz e siga-me”. Foi o que Pedro fez. Portanto a “origem” a que Bento XVI (lê-se dezesseis) se refere, é esta.