Do professor universitário Everaldo Portela, sobre a criação de novos estados:
As elites partidárias do Pará, quando oriundas da Capital do estado, tendem a ser contrárias a criação do Estado do Tapajós. Defendem os restritos interesses da Capital.
Se apegam a um argumento fácil de que isso vai aumentar os gastos públicos, mas resistem em reconhecer as vantagens advindas com a criação de novos estados.
Saiba-se que, nestes casos, os tais dos gastos públicos transformam-se, imediatamente, em descentralização dos investimentos e do desenvolvimento.
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Infelizmente, nesta questão, o comportamento de muitos belemenses é semelhante a atitute dos portugueses em relação aos povos indígenas nativos da Amazônia… Instalaram aqui uma colônia de exploração, a diferença é que, naquela época, não encontraram o minério!
Hoje, com as riquezas minerais da região em franco processo de exploração, vai ser difícil convencer as elites partidárias e governamentais do estado do Pará a aceitarem a idéia de que já está mais que na hora desta região gerir o seu próprio destino.
Terra tem, água tem, peixe ainda tem muito, povo tem, povo trabalhador tem muito também, riqueza tem, belezas naturais, têm de sobra! Impostos? Também tem e não é pouco! Se quiser aumentar ainda mais basta exercer um melhor controle sobre as atividades econômicas da região.
As condições objetivas para a criação do Estado do Tapajós já estão colocadas. Então, por que não criá-lo se isso só vai melhorar as condições de distribuição do desenvolvimento regional?
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