Professor-doutor e jornalista, Manuel Dutra comenta a nota Não quer calar:
Jeso,
Lembras também de uma das antigas e recorrentes paternidades de Santarém? Foi a usina de Curuá-Una. O “pai” original foi Sylvio Braga e, depois, quem assumiu a “paternidade” foi Ubaldo Correia. No caso da Ufopa (têm que mudar esse nome escrachado), como disse aí um comentador, somos todos nós que pagamos impostos.
Uma universidade é da sociedade toda, dos alunos, dos professores e funcionários. Acima de tudo, uma universidade deve pertencer à inteligência e à produção do saber. É bom que os políticos parem de disputar paternidade e entrem para a universidade, seja a Ufopa ou outra qualquer para ver se aprendem alguma coisa, especialmente para ver se aprendem a respeitar os eleitores e a compreender o que singifica interesse público.
Uma dúvida: essas coisas são ensinadas nas universidades e na escola básica?
Jeso,
Tudo bem?
Sobre a discussão travada nas caixas de comentários do Blog sobre a UFOPA, acho que seria importante esclarecer alguns pontos.
Na campanha, estamos sim afirmando com todas as letras que Flexa Ribeiro, como senador, batalhou muito pela criação da UFOPA. É a pura verdade.
Em Julho de 2006, Flexa apresentou o projeto de lei que autoriza o Executivo a criar a universidade.
Em abril de 2007, o projeto da UFOPA foi aprovado no Senado, tendo tramitado por duas comissões: CE (Comissão de Educação) e CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Foi então enviado para a Câmara dos Deputados. Após ser aprovado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e Comissão de Finanças e Tributação, acabou arquivado na Comissão de Educação e Cultura.
O arquivamento ocorreu em 12 de setembro de 2007, com envio de indicação ao Poder Executivo da proposta de Flexa: criar a UFOPA. Segue um trecho do voto do relator, deputado federal Professor Sétimo.
“Conforme Súmula de Recomendações aos Relatores nº 1/2001 – CEC, revalidada em 25/04/07, no caso de Projetos de Lei versando sobre a criação de Instituição Educacional Federal, em qualquer modalidade de ensino, o parecer recomendado é pela rejeição da proposta, sendo encaminhada Indicação ao Poder Executivo, com o fim de não se perder totalmente o mérito da proposição. Deste modo, rejeitado o parecer do Deputado Lira Maia, pela aprovação, e tendo sido designado relator-substituto, para relatar o parecer vencedor, voto pela rejeição do Projeto de Lei nº 881-A, de 2007, e pelo encaminhamento ao Poder Executivo de Indicação sugerindo a criação da instituição educacional pleiteada pelo autor da proposição”.
Não é coincidência, portanto, que menos de cinco meses após o envio da indicação, o Poder Executivo tenha enviado ao Congresso, no dia 25/02/2008 o projeto que ‘Dispõe sobre a criação da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, por desmembramento da Universidade Federal do Pará – UFPA e da Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA, e dá outras providências.’
Vale lembrar também que este projeto, enviado pelo Poder Executivo, tramitou durante 1 ano, seis meses e 15 dias na Câmara dos Deputados.
Chegou no Senado, como PLC 179/2009 em 11 de setembro de 2009. Pelo regimento, teria de passar por duas comissões. Flexa Ribeiro acabou escolhido para ser o relator na CCJ e CE.
No dia 06 de outubro, a CE aprovou o relatório de Flexa e encaminhou ao plenário. No dia 19 de outubro, após cumprir o prazo regimental para envio de emendas e recursos, o projeto foi aprovado e enviado para sanção presidencial. Portanto, no Senado, e com o trabalho do Flexa, o projeto tramitou por apenas 1 mês e oito dias.
Tomara que nao saia muito feladaputz de la
Sobre o Nome da UFOPA,
Quando iniciou o processo de discussão da UFOPA, foi realizado uma consulta no antigo Campus de Santarém da UFPA para propor o nome da nova universidade. Me lembro que havia 3 opções:
( ) UFTA Universidade Federal do Tapajós
( ) UFTJ Universidade Federal do Tapajós
( ) UFOPA Universidade Federal do Oeste do Pará
Creio que por um senso comum de estética vocês já imaginam qual foi o nome mais votado. Sendo que o menos votado foi exatamente o nome UFOPA. Quando fomos ver o projeto da Nova universidade, estava então o nome UFOPA, segundo as informações de corredores era porque UFTA teria uma conotação separatista que não seria aceitável.
Mas a reitoria da UFOPA promete que em breve ela terá um novo nome. “UNIAM”
façam suas deduções…
A coragem do Manuel Dutra sempre fora um destaque em sua brilhante carreira como profissional da Comunicação, como professor e doutor. A sua crônica fora uma contestação à construção do aeroporto no entorno da Maria José. Depois de lida a crônica, muita gente falou que o Dutra seria enquadro na Lei de Segurança Nacional. Ele não ligou. E nós, seus colegas, para lamentar a quebra do nosso principal brinquedo, hoje cantado num trecho de saudade do compositor Isoca, íamos molhar a palavra nos botecos da cidade.
Senhores, seus comentários, com o devido respeito, não passam de lágrimas tardias…
Se a universisidade é da sociedade, dos alunos, dos professores e dos funcionários, porque seus “proprietários” silenciaram quando deveriam falar? Ou apenas murmuraram quando deveriam gritar? Como é que eu sou o dono de algo se nem seu nome eu posso dar? Esse comportamento faz parte da cultura do povo de Santarém? É por isso que o povo é chamado mocorongo?
Para não fazer mais perguntas recordo aquela música (ou hino) que diz: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer…
Abraço a todos.
Extremamente clichê ver alguem falar mal de S-A-N-T-A-R-E-N-O-S…chamando-os de mocorongos.
De fato, a universidade pertence aos professores, alunos, a comunidade, é patrimônio federal…é do Brasil! Mas em Santarém assim como em todo o Brasil, a população não tem vez e voz, e por mais que toda a comunidade academica (docentes e discentes que convenhamos não passam de algumas centenas) GRITASSE pela escolha de um nome de acordo com a região, não haveria repercussão, porque a midia, que é o principal meio de informação que a grande maioria utiliza, é manipulada para que não haja grande repercussão.
Vários são os pais da UFOPA nessa temporada de eleições…sendo assim comparei o horário eleitoral, os folders de propostas politicas à um curriculum, os politicos enchem o deles de coisas magnificas, muitas vezes se dizem benfeitores de obras significativas, assim como os curriculuns com cursos de ingles, especialização, e afins, que geralmente servem ´somente pra encher linguiça’ e impressionar os seus futuros chefes…mas assim como no dia-a-dia, somos nós quem somos os chefes e cabe a nós pesquisarmos o que realmente pode ser creditado a cada um, a internet é um otimo meio para pesquisa…e cabe a nós também demitir os candidatos com falsas promessas e falsas benfeitorias, pois NÓS somos os chefes.
FICA A DICA!
Jeso, o teu blog é o nosso informativo fiel aqui em casa; e te elevo por praticar um jornalismo com ética, técnica e profissionalismo. Meu desagravo antecipado se alguém for contra teus ideais de luta.
Levantando o off topic, afinal, hj é sexta, fim de expediente: o nome Ufopa não é bom, porque é quase o mesmo nome da Ufop, que é a Universidade federal de Ouro Preto? ou pq é faz referência ao Oeste do Pará?
A sabedoria do Manuel Dutra é um orgulho para a Santaterra. Esta resumida tirada sociopolítica do meu colega e sempre professor é um escudo para o Pará, principalmente para os que não têm voz. Infelizmente ainda se faz política com olhar de mosca neste país. Eu acompanhei a votação de criação da UFOPA, e na tarde da votação que levou à sanção presidencial, um político do Pará quase pegava um santo de Faro de tanto pular no plenário. Este supracitado político deve se orgulhar e dizer, até hoje, que também é um dos pais da casa dos futuros acadêmicos e mestres da sabedoria do Oeste paraense. Estive recente em visita à Santaterra, e não pude conversar com o Dutra, fato que ocorreu há dois anos. Dutra, eu nunca esqueço da sua luta em defesa da Praia da Maria José. Eu lembro bem de um artigo, no início dos anos setenta, lido, quando éramos colegas na Rádio Rural, no horário nobre desta, contra a destruição do nosso mais lindo cartão postal da época. Quebraram o noso brinquendo, mas não quebraram a sua ética e a sua moral. Foi um gesto de corgagem nos anos de chumbo. Não recue nunca, meu nobre professor !. Dutra neles!
Dutra, se nossos políticos quiserem fazer mais uma faculdade, a gente dá um jeito de providenciar uns “milheiros” de tijolos pra eles. O problema: as paredes sairiam tortas, iguais a moral e a consciência deles.
É verdade até quando eles vão usar esse tipo de apelo, sinceramente eles não tem vergonha.
Até quando hem vamos ter que aturar esse artistas…
Jeso querido, seu blog continua o bicho. heheheheh. De fato, este tema é muito pertinente. Tudo quanto é parlamentar federal agora se diz pai da criança chamada Ufopa. Ah! e tb achei esse nome feio viu. heheheh Já vi posições do Zé Geraldo, Paulo Rocha, Nilson Pinto, Gerson Peres, Flexa Ribeiro, enfim, de vários deles insinuando que a Ufopa é resultado de sua luta. Acredito, sinceramente que toda a bancada federal deve ter feito esforço para que a universidade saísse do papel, afinal, era obrigação de todos eles não é?
O fato, que eles têm mesmo é que batalhar por mais universidades públicas para a região e quem não o fez foi omisso com a missão que o povo do Pará lhe concedeu nas urnas, portanto, perdeu a chance de atuar como deveria.
abraços querido e úm ótimo fim de semana
Minha querida Aline, é horrível o nome UFOPA. Concordo com vc., com Manuel Dutra e Paulo Cidmil, que uma vez me falou a mesma coisa. Qto à paternidade, pais é que não faltam. E a mãe? Dilma? Ana Júlia? Maria?
Jeso, cada vez que leio uma manifestação do Dutra (Dr.), mais me orgulho de um dia tê-lo conhecido e, mesmo que pouco, convivido. Mais uma vez ele foi cirúrgico, melhor dizendo, cirurgia a laser. SAUDAÇÕES AZULINAS,