Via Facebook, contraponto do leitor Seiichi Okada Pereira ao post Arigó: santareno também discrimina:
O termo arigó pode ate ser pejorativo aqui em Santarém, mas nada se compara ao preconceito que milhares de paraense sofrem em Manaus. As piadas são de baixo nível e o preconceito são iguais aos de nordestinos no sudeste ou no de latinos nos Estados Unidos.
Paraenses em Manaus são considerados um raça inferior e de características distintas: ladrões e espertalhões.
Os arigós daqui de Santarém não sofrem nem a metade do preconceito que os paraenses sofrem em Manaus, que isso fique bem claro.
pelo amor de Deus…podem avisar a todos os amazonenses para findar esse tal preconceito ? novamente pelo amor de Deus..não aguento mais houvi isso; não por nós paraenses, que por sinal nos preocupamos conosco. poderia apenas fazer de conta que não é comigo, mas como também sou a favor da união estou postando por melhorias…agora se não vejam dessa forma, paciência…meu carro ta na garagem, minhas contas em dias, minha poupança rendendo, minha família saudável…e estou me preocupando com preconceito ? háaa…tenho mais o que fazer !!!!
…Não sei pra quê tanta discussão…o Amazonino se deu mal pq pegaram ele em flagrante e por ser um homem público…isso nunca vai acabar, nós chamamos os manauaras de burros e eles nos chamam de ladrões..pronto acabou!!!!
SE A VIDA FOSSE TÃO SIMPLES, POSSIVELMENTE NÃO ESTÁRIAMOS ESCREVENDO NESSE ESPAÇO. MUITO MENOS HAVERIA TANTA OPINIÃO A RESPEITO DESSE TEMA.
A vida é simples…nós a complicamos!
Meus caros, o preconceito, que existe em Manaus contra paraenses, principalmente os da região Oeste do Pará, bem como o de Santarenos em relação aos cearenses que chegaram a essa região, tem origem comum: nascem do desejo de proteção de mercado de trabalho e postos econômicos dos nativos em relação ao “que vem de fora”. Seja de onde vier.
No Amazonas, o paraense disputa lugares e posto de trabalho e econômicos com os locais e leva vantagem por vários motivos, entre os quais, sai de sua região disposto a trabalhar mais horas, por menos (por lhe faltar emprego e renda de onde sai), e ainda muittas vezes está mais qualificado posto que historicamente o Amazonas registra(va)(?) baixos índices de escolaridade.
A questão de fundo, além de rivalidade histórica existente na região, é bem séria e mais importante. O que está em jogo é disputa por mercados locais. Os nativos sejam do amazoans ou de qualquer outro lugar tendem a repelir todo àquele que lhes vem retirar postos de mercado de trabalho. Aconteceu isso em Santarém, quando os cearenses vieram décadas atrás fazer a vida no Oeste Paraense se estabelecendo principalmente como comerciantes. Essas questões interregionais devem ser enfrentadas pelos governos estaduais conjuntamente e pela União, a fim de que criando postos de trabalho nas várias regiões dminuam as migrações e tornem as fatias do bolo econômico melhor repartidas entre os Estados e Regiões a fim de diminuir as tensões regioniais e suprimir rivalidades desnecessárias, em cujas disputas perdem todos. Enquanto a regiões, incluindo as mais pobres como o norte, mergulham em mazelas comuns que se arrastam por séculos sem solução os seus governandes não podem pensar em se desenvolver sozinhos. Somos todos um povo só: amazonidas, brasileiros, filhos do subdesenvolvimento. Temos de buscar na cooperação a resolução dos nossos principais problemas em vez de engalfinharmo-nos em jogo de soma zero em que todos saem perdendo.
AS ELITES MOCORONGAS TEM UM QUE DE ARGENTINOS ! SE ACHAM O SUPRA SUMO DA INTELIGÊNCIA E O CRÉME DU CRÉME DA CULTURA ! SÃO BAIRRISTAS E BAFENTOS COMO O DIABO ! PROPAGAM A QUATRO VENTOS QUE WILSON FONSECA É MAIOR QUE VILLA LOBOS ! QUE ALTER -CÔCÔ -DO CHÃO É A PRAIA MAIS LINDA DO MUNDO E COLOCA WAIKIKII E ALGODOAL NO BOLSO ! QUE A UFOPA (QUE NASCEU ONTEM ) TEM UMA QUALIDADE DE ENSINO SUPERIOR À OXFORD ! E POR AÍ VAI ! QUEM QUISER HISTORICAMENTE SE INTEIRAR DAS PAVULAGENS MOCORONGAS LER O RELATO DE WALLACE A RESPEITO DO COMPORTAMENTO DOS MOCORONGOS QUANDO DA SUA VISITA À VARZEA CITY !!!!
Jeso,
Você foi cirúrgico no título “Preconceito em Manaus e Santarém”. Não resta dúvida que o termo arigó cunhado aqui em Santarém, e dirigido aos cearenses e seus descendentes, é sim preconceituoso; também é preconceituoso o tratamento dispensado pelos amazonenses aos paraenses que escolheram o estado do Amazonas para residir. Certamente que ao liquidificarmos, em alta rotação, esses dois comportamentos nefastos – infelizmente, para todos nós – restará o execrável aroma do preconceito. Só isso, o resto é conversa…
Vivico Sênior
Felizmente aqui em Belém não se verifica qualquer tipo de preconceito com relação ao fato de ser arigó ou Manauara. Sou cearense e também sofri na pele esse preconceito indigno da colonia santarena em relação aos cearenses. Já sai pra porrada com muita gente por ser chamado de arigó. Estou em Belém desde 1976 e aqui não se sabe nem o que é arigó. Esse é um termo pejorativo com intenção de ofender que infelizmente ocorre em terras tapajônicas e não adianta querer dizer que isso não existe. Lembro até que tinha um amigo cearense que se ofendia quando eu o chamava de conterrâneo. Veja em que ponto nós chegamos! Felizmente os arigós são mais respeitados em Belém do que em nossa querida Santarém. Aqui em Belém não se sabe nem o que é arigó. Os santarenos não têm idéia dos prejuízos que esse preconceito traz à auto-estima dos cearenses. Aprendemos quando estudamos ética que “uma palavra dita com intenção de humilhar é capaz de matar sem que se sujem as mãos”. É bom que pensemos nisso! Sugiro até que se inicie uma campanha em Santarém para que se acabe de uma vez por toda com esse preconceito odioso que infelizmente ainda reina na querida Pérola do Tapajós. Estou disposto a dar minha colaboração.
Os nordestinos nos ajudaram construir e construirmos a nossa querida Pérola do Tapajós, aliás eles dão um brilho especial nessa pérola.Povo Trabalhador! É preciso ter cuidado com preconceito e discriminação a qualquer pessôa que seja, podemos partir dos princípios de não querermos pros outros aquilo que não quermos pra nós e aquilo que queremos que nos façam façamos tambem. Os nodestinos têm seus destaques (políticos, médicos, fucionários públicos,advogados, comerciantes,grandes empresários e até juíz federal), mas acredito que a principal conquista devem ser o respeito e a solidariedade. Aliás respeito esse que deve se materilizar na convivência diária e em momentos festivos de alegria e reconhecimento como o festival da Colônia Nordestina em Santarém. Parabens Prefeita! Parabens Jarle Aguiar!
Sou santareno residindo em Belém, conceitos ou preconceitos, existem e irão existir sempre, já falei que meus grandes amigos são nordestinos, só não casei com uma arigozinha linda que conheci nas Lavras, porque os pais da moça não queriam os netos com cara de índio, cabelo espetado. Porém não sei o pensam hoje, meus filhos são engenheiros, e pedagogos. O meu desejo é que todos sejamos felizes, colhendo frutos das sementes que plantamos.
Há alguns dias vejo essa dircursão que ser chamado de arigó não é pejorativo e que não é nada comparado aos termos usados pelos manauaras. Isso é uma tremenda bobagem pois no fundo a intenção é a mesma RIDICULARIZAR a pessoa de outro estado e falo isso com propriedade pois sou filho de cearences e passei minha infância toda sendo chamado de arigó e sendo natural de Santarém fiz especialização em Manaus e também sofria os mesmos preconceitos. Na minha ótica o preconceito é o mesmo. Então pimenta no olho do outro é refresco…….. Acredito que isso tem que acabar lá e também por aqui. Somos todos BRASILEIROS
Não concordo que a idéia de menos preconceito. Preconceito, é ruim, de qualquer forma. Tive um colega na escola que era super divertidíssimo, era do Ceará, adivinha como nós o apelidamos? Pois é. Em contrapartida passei uma temporada em Fortaleza, por lá achavam que eu falava igual uma baiana, então perdir meu nome, pois era conhecida na escola como a baiana. Nada contra os baianos, mas eu explicava de onde vinha e que tinha um nome, sem nenhum sucesso. Acabei ‘aceitando’.
O que eu aprendir com isso? Que quando tratamos alguém de forma diferente, não importando a intenção, estamos dizendo a essa pessoa que ela não faz parte do seu grupo. E geralmente o “nosso meio” sempre é melhor que o do outro.
Então, essa história de menos preconceito não existe, talvez nossos amigos do Ceará, a qual chamamos de arigó, esteja ávido em se apresenta a nós pelo seu verdadeiro nome.
Caro Seiichi,
O que conta não é o “tamanho” do preconceito ou da discriminação, mas a discriminação em si. Se em um lugar a discriminação é mais agressiva do que em outro, em nada diminui o sofrimento das vítimas de discriminação.
A verdade é que ninguém, ninguém mesmo, quer ser discriminado. Nem pouco nem muito. Existimos para o amor, pois fomos criados à imagem de Deus, que é amor.
É preciso cuidarmos de nosso comportamento com muito escrúpulo, pois normalmente somos levados a achar que as ofensas, nas mais diversas formas, que fazemos ao próximo é “coisa pequena” ou foi sem intenção de ferir. Da mesma forma que a palavra paraense, em Manaus, é ofensiva, o termo arigó, em Santarém, também o é. Morei em Santarém por 26 anos e nunca vi ninguém dizendo “adoro ser chamado(a) de arigó”. Ao contrário. Portanto, a ofensa “pequena” ou grande só revela a miséria do homem (a nossa miséria, minha também).
É sempre bom lembrarmos do ensinamento de Jesus: “tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles” (Mt 7, 12). É um ensinamento tão simples, mas tão difícil de observarmos.
Tudo que queremos que as pessoas nos façam é nos amar, nos respeitar, nos compreender, nos dar alegrias… Mas fazemos isso primeiro? No entanto, gostamos muito da Oração de São Francisco e até choramos quando a cantamos. Mas quantos de nós preferem amar que ser amados ou respeitar a ser respeitados?
Como sobra discriminação – pequena ou grande – em todo lugar do mundo, o que nos falta é amor.
Amemos e perdoemos enquanto podemos! Principalmente nesses momentos em que nos sentimos vítimas da falta de amor do outro.
Um abraço e bola prá frente que a vida é bela. Só depende de nós