Do professor Romy Eduardo Castro, sobre a Frase do dia, de hoje:
Assusta o fato de que muitos candidatos tenham dito em entrevistas, nas redes sociais e em conversas hoje pela manhã, que não sabiam o que escrever.
Ora, esperavam escrever sobre o quê? Teriam informações suficientes para produzir um texto sobre que tema, afinal? Formamos alunos incapazes de fazer uma avaliação coerente sobre um fato tão nosso, tão contemporâneo, tão mostrado nas mídias, tão discutido nos nossos círculos de relação?
É triste nos depararmos com tanta incompetência (nossa – dos professores – e dos candidatos). Muito reflexo de nossa opção pela mediocridade e pela incapacidade da reflexão e da produção constante.
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Agora todos nos assustamos porque muitos são incompetentes diante de uma proposta de redação simples, que permitia diversas análises, intertextos e sugestões. Infelizmente, a educação santarena (não me arvoro a falar ainda do que aconteceu no Brasil) dá provas de como não sabe o que pretende como resultado de suas salas de aula.
Não temos um projeto pronto de Ensino Fundamental e Médio. Tateamos algo apenas como resultado de nossas convicções pessoais (não raro equivocadas).
Enquanto isso, as escolas sugerem semanas pedagógicas e reuniões docentes para discutir fardamento, horário de chegada e datas comemorativas.
O Enem é, sim, importante para discutirmos a quantas anda nossa responsabilidade como professores, pais e alunos. Para isso, o foco não deve ser a dificuldade/facilidade do tema de redação, por exemplo, mas o compromisso com um futuro melhor.
Meu caro professor, alguns alunos são da era digital :KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, RS RS RS RS RS RS RS RS.RÇRÇRÇRÇRÇRÇRÇ, CARACA!!!!!!!!!!
Como você e eu sabemos, caro professor Romy, a regra é basica: só se pode escrever sobre aquilo que se sabe. E só se sabe aquilo que se leu, ou se aprendeu de outra forma. O que tentamos repassar para nossos alunos não é a tal famigerada receita de “como se escrever” (embora muitos professores de cursinhos tenham em suas bibliotecas tal receita), mas maneiras de planejar um texto, que sem leitura não passará da primeira linha.
Sabemos ainda mais que nossos alunos não são leitores. No mais exercitam a prática da escrita postando frases prontas em seus perfis do facebook. É certo também que a escola não prioriza o trabalho da Língua Portuguesa tendo como sustentção a produção textual, muito embora os PCN’s apontem para isso.
Outro ponto a ser destacado diz respeito aos professores de redação, que em muitos casos tentam fazer de seus alunos escritores competentes, mas sem primeiramente serem. Aqui cabe uma boa reflexão: uma coisa é dizer como se faz, outra é você dizer como se faz e ao mesmo tempo saber fazer.
Sempre gosto de citar a minha caminhada de “escritor”. Estudei em escola pública e frequentei os cursinhos solidários e nunca me contentei apenas com as aulas de redação somente nesses espaços. Quando chegava em casa exercitava o aprendido a paritr da composição textual sobre diferentes temas. Feito isso, levava os esboços para o professor e este apontava em que eu precisava melhorar. E assim chegou o momento em que eu ja tinha condiçoes minimas de produzir e corrigir.
Se nossos alunos não se comprometerem em produzir textos de livre expontanea vontade, não lerem e esperar pelo professor top de linha que os fará escrever em poucos aulas continuaram sem saber o que escrever e como escrever.
o ENEM nacional é um belo momento para que o Brasil todo conheça dos magníficos resultados das administrações petistas
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https://www.cursinhodapoli.org.br/htmls/resolucao/resolucao-frame.asp?CQ={184E48B4-056C-4A82-B04A-8FB74BC80BBC}&CP=162