Professor universitário, Válber Almeida comenta o post Aos 69 anos, morre o brega Reginaldo Rossi:
Ontem, fiz o papel de anfitrião a uma amigo que estava em trânsito pela cidade. Fui lhe mostrar um pouco da noite belenense.
Passamos por vários bares e em todos estava prevista homenagem ao Reginaldo Rossi. Naqueles em que ficamos por mais tempo as homenagens também foram feitas.
Seus bregas, mais do que letras e melodias criativas, alegres e engraçadas, são hinos da boemia popular e nacional, imprimem leveza tanto aos corações e sentimentos de milhões de pessoas que não tem acesso a outras ferramentas culturais que não a tão rica cultura popular, quanto àquelas pessoas que possuem um repertório cultural, por assim dizer, mais acurado.
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Por isso, o brega do Reginaldo Rossi é universal, ele conseguiu chegar a todos os seguimentos sociais e conquistar, pela simplicidade de suas composições, a empatia de pessoas das mais variadas formações.
Não é à toa que eles são ouvidos tanto nas festas dos “andares de cima” da pirâmide social brasileira quanto nas festas do “andares de baixo”.
Um antropólogo que um dia estudar o brega de Reginaldo Rossi não poderá fugir ao teste da hipótese do seu brega como fator de integração cultural na sociedade brasileira. As homenagens a ele são mais do que justas.
Ditirambos ao grande Reginaldo Rossi!
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