Contraponto da leitora que se assina Lindeuza ao post Voto e conduta ética, da lavra de Samuel Lima:
Samuel, reconheço que seus comentários são significativamente interessantes. Mas, ouso em discordar parcialmente deste último.
Considero assombroso o povo brasileiro, como o senhor, no caso, crer que “voto”, “escolha de representante” fazem parte da solução para o país.
O fio da meada é o sistema. Neste caso, o eleitoral e político. Não adianta atacar, arrancar os braços do sistema, eles nascerão novamente como um câncer maligno.
O sistema eleitoral é impressionantemente sedutor e alienador. A dita “participação democrática pelo voto universal” é o cerne da conquista.
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Ninguém ousa em discutir outro modo de representação, como a representação direta, onde todos fariam parte da política (sublinho: isso ainda nem foi bem discutido, por isso, não lançarei aqui propostas).
Como já ouvi alguém falar: Nunca mais darei meu “voto” para alguém que vai ganhar muito mais do que eu. E isso, é apenas uma, repito, apenas uma justificativa porque agora só VOTO NULO.
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Neste link, a réplica de Samuel Lima.
Votar nulo é uma saida facil e ajuda a eleger os podres.
Hoje estava assistindo uma entrevista sobre a proposta da nao obrigatoriedade de votar. sei que é utopia mas seria uma liberdade p o povo. Eu tb votarei nulo
São dois pontos distintos.
É valido o que samuel disse sobre a responsabilidade da escolha do cidadão assim como é válido rever o sistema. Não entendo a discordância parcial, o texto complementa o outro.
Agora discordo totalmente de qualquer apologia ao voto nulo, conversa de revoltado com o sistema, é um tremendo atraso.
Votar nulo apenas diminuiu o coeficiente eleitoral. Não é solução e não serve nem como protesto. Continuem votando nulo e vocês estarão apenas ajudando ao sistema que tanto criticam.
Lindeuza tem toda razão. O sistema eleitoral brasileiro é integralmente viciado. O financiamento de campanhas é o calcanhar de aquiles do sistema. O sistema partidário é podre. O sistema representativo faliu. Está na hora, realmente, de pensar em um outro jeito, como sugere a Lindeuza. Tarefa inglória para os donos do sistema.