Vida infernal do usuário de ônibus

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Do leitor que se assina Moreira, por e-mail:

Olá Jeso,

Gostaria se fosse possível levantar o questionamento sobre as passagens de ônibus controlada em Santarém. Em local nenhum no mundo as empresas de ônibus determinam quantos passes você tem que usar por dia.

Com base no que as empresas de ônibus acertaram que 6 vales diários seriam suficiente?

O uso é do empregado. Se os passes acabarem antes do tempo o problema é dele com seu patrão. Antes de determinar quantos passes usar, as empresas deveriam se preocupar em oferecem um serviço no mínimo eficiente e digno aos usuários de ônibus.

Nós, usuários, somos obrigados a passar por constrangimentos de ter que descer do coletivo porque o mesmo “pregou”, ou então porque eles não fazem a rota completa. Muitas das vezes isso acarreta problemas no trabalho, faculdade.

Na ultima sexta-feira, por exemplo, eu tinha prova na faculdade. Mas só que no meio do caminho o ônibus pregou. Cheguei depois do horário do inicio da prova. Tive que implorar para o professor, e explicar o ocorrido para poder ele deixar eu fazer a prova. Sem falar nas outras pessoas que estava no ônibus e que também iriam ter provas.

Isso aconteceu comigo, e eu não sou exceção. Quantas outras pessoas sofrem pelos mesmo tipos de problemas? Muitas correm o risco de perder o emprego por causa disso.

Existe outro problema: é a espera. Se você estiver na Ulbra e sair às 20:00 e depender de ônibus, tem que esperar até 21:30, no mínimo, para poder aparecer um coletivo.

Outra vez estava dentro do ônibus, e o mesmo estava cheio não tinha onde colocar mais ninguém. E o cobrador pedia que para o pessoal que estava perto da porta ir para frente que ainda tinha espaço. Se ficassem lá, quando eles passassem na frente do fiscal da empresa, o mesmo ia chamar atenção do cobrador e motorista.

Ou seja, nós usuário/consumidores temos que nos submeter a tal tipo de situação porque os donos de empresas não oferecem o número suficiente de ônibus para atender a demanda.

Sem falar nos rachas e no desrespeito aos idosos, crianças e mulheres.

Sei que esses tipos de situações são de conhecimento de uma boa parte das pessoas que utilizam esses tipos de serviços.


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16 Responses to Vida infernal do usuário de ônibus

  • senhores, a verdade é que alguns empresarios só querem ganhar e não se preocupam com as condições dos seus clientes, os usuarios, que deveriam se muito bem tratados e mais para isso deveriam se formar primeiramente bons profissionais do volante concientisar, dar educação.
    se importar com as pessoas,segurança e satisfação.

  • Exemplo claro de desrepeito!!!

    Quando venho da casa da minha noiva, aos sabados a noite, sempre a partir das 9:30h, de próximo do Estádio Colosso do Tapajós para o Centro da cidade, na maioria das vezes (quase sempre), não importa se o N. Rep. PMS (da borges ou da Sta Ed.) ou o Dimantino (da TransAzevedo), vam direto na rua Rosa Vermelha, e dobram na rua da TV Santarem (que não lembro o nome), não fazendo o trajeto pela URES e pela pracinha mais a frente.

    A mesma praticada é adotada em horários mais cedos, caso venham dois onibus um próximo do outro, onde sempre um corta o trajeto.

    Por que tão nobre sindicato não fiscaliza isso por exemplo?????

  • Sou usuária de transporte público e infelizmente vivo nervosa e muito chateada com tanta burocracia nas passagens e falta de respeito com a população que usa esses transportes.
    Vi recentemente uns passageiros que estavam reclamando ao motorista do coletivo que havia atrasado meia hora e o que me chamou atenção foi quando um senhor disse ao motorista que isso era desrespeito e falou outras coisas, porém a resposta do condutor foi: se o senhor está achando rum, compre um carro. Isso é maneira de tratar um cliente pois somos clientes que pagamos muito bem pois pagamos à vista,e ainda pagamos o salário desses mal educados e nos tratam dessa forma.
    Quem pode olhar nossa situação???

  • Sou santareno e atualmente resido e Natal/RN, aqui a única regra , se não estuo enganado, é quanto aos vales que as empresas oferecem aos seus funcionários:
    O funcionário tem direito a 4 vales diários, ou seja casa-trabalho; trabalho- casa; casa-trabalho e trabalho-casa. Sendo essa uma rotina para quem almoça em casa, após essas 4 passagens o cartão trava.
    DETALHE: aqui tem o programa de passe-livre, toda parada vira uma estação de transferência em que após passar o cartão em um coletivo, esse mesmo cartão pode ser utilizado em outro coletivo no prazo de 1 hora sem que haja cobrança.

    SUGESTÃO: SERÁ QUE NÃO ESTARIA NA HORA DE IMPLATAR O MESMO PROGRAMA EM SANTARÉM?

  • Os donos de empresas de onibus deveriam colocar onibus novos, se o negocio fosse ruim eles sairiam do ramo, se não largam e brigam´por isso até matando moto taxi é porque o negocio é bom demais, o que falta é a prefeita exigir destes cabras boas condições ou tomar a concessão, porque tem um monte de gente doida pra entrar no negocio.

  • Vejo em Santarém os empresário deOnibus brigando para limitarem o n´mero de vale transportes, isso e uma tremenda burrice ,sempre vou em São Paulo e la você compra seu passe de onibus em casa lotéricas e recarrega e usas pra quantas pessoas quizer .
    Ainda mais dessas empresas de Santarém não oferecem estruura para os usuarios de onibus, carros sucateados, que quebram pelas ruas , e pior o pasageiro tem que esperar a boa vontade da empressa prestadora de serviços ate a chegada do proximo carro para buscar os passageiros que ali ficaram impactados , e muitos tem compromissos.
    Seria bom que essa pessoa que esta brigando por limitar numeno de vales se reciclasse , ou melhor , arrumasse pelo menos os carros carruas de sua empresa.

  • Estive recentemente em Santarém e presenciei a cena de uma mãe que não sabia que os vales- transportes tinham sido alvo de limitação do uso dias antes. Fiquei surpresa com isso. Aqui em Manaus a pessoa usa quantos vales quiser ao dia e ao mesmo tempo. Canso de ver amigos, casais que compartilham os vales de uma só vez. Além dos vales, aqui há o cartão cidadão em que o usuário compra passagens inteiras e usa de acordo com sua vontade. Aliás, os empresários preferem assim: que as pessoas usem mais seus cartões magnéticos de passagens, pois isso diminue a quantidade de dinheiro nos veículos, servindo de inibição de assaltos. Aproveitando a ocasião porque o sindicato de empresãrios não adota uma carteiro de estudante magnética, fazendo um controle melhor de quem realmente é estudante, como em Manaus(a única coisa contra é que aqui os vales são limitados demais ao estudantes).A renovação da carteira de estudante se dá de forma online todos os alunos casando os dados informados com os dados da escola. Em vez de limitar o uso de quem paga sua passagem normalmente, deveriam acabar com o comércio que ocorre todo ano pra tirar uma carteira de estudante, que é feita sem controle e bem passível de fraudes (nada contra o movimento estudantil, mas há pessoas que se beneficiam com isso).

  • Não tenho parte com ninguém, mas tenho algumas considerações pertinentes serem feitas:

    Sou santareno e moro em Recife. Aqui, existem algumas regras com a bilhetagem eletrônica: 7 passagens diárias; 70 usos mensais; e 3 recargas, no máximo, do cartão eletrônico. Logo, essa afirmação “Em local nenhum no mundo as empresas de ônibus determinam quantos passes você tem que usar por dia” cai. Aqui, existe um consórcio que gerencia o transporte público e é ele que determina essas regras.

    Salvo engano, o uso de vales foi estabelecido para que o profissional ou estudante se desloque para o seu itinerário do qual se origina a concessão dos vales, ou seja, para o local de trabalho ou estudo. Santarém não é tão grande a ponto de que 6 passagens não satisfaçam suas necessidades. Nessa ótica, entendo o limite que querem impor, mas não aceito.

    Em contrapartida ao ‘mundo perfeito’ que as empresas querem criar pra elas, estas devem dar condições necessárias que respeitem os usuários do transporte público. Isso vai desde o respeito dos horários, das rotas, respeito das leis de trânsito e concorrência. Aliado a isso, tem-se nossa ‘falta de esperança e descasso’-mor o governo municipal – a pouco tempo atrás, diria: nas figuras da ‘desprefeita’, seminf e smt; mas, hoje, retiro a smt dessa classificação, pois pelo que tenho acompanhado o Sandro (acho que é esse o nome do secretário) tem feito boas ações por aí – que não ofecere condições para que as empresas de ônibus possam circular com frotas atuais. Por que não criar planos que registrem o itinerário de cada linha e que as vias por onde as linhas trafegam não fossem asfaltadas (com asfalto de qualidade e não com areia preta)?

    Vale lembrar que isso é um ciclo de exigências: o povo cobra do governo; o governo dá as condições necessárias para as empresas; as empresas cumprem em disponibilizar frotas novas e seguir corretamente o itinerário, para poder tentar impor as condições que giram a discussão dessa matéria; … e assim segue… que mundo bonito! que mundo irreal!

  • Não precisa nem comentar muito pois todos sabem com é a situação dos ônibus aqui em Santarém.

  • Jeso,

    Ouvi hoje um comentário de uma usuária, que pediu para um mototaxista levá-la a um determinado lugar, mas pediu que evitasse os buracos, pois estaria com dores na coluna, no entanto, o mototaxista lhe respondeu: “como desviar, são tantos buracos. quando se desvia de um, caimos noutro”.

    Nós usuários de ônibus coletivos não somos respeitados como deveríamos:

    1 – Começa pela ruas, não são mais buracos são crateras, correndo o risco grave de um acidente com quem quer que seja, até com os coletivos que estão tão velhos; a cidade está tomada de crateras, até parece a LUA (e olha que ela nos proporciona luares maravilhosos todo mês)
    2 – Os coletivos são tão sucateados, que corremos o risco de pegar uma doença (ex. tétano), sem falar do stress cotidiano;
    3 – Em falar em doença, quem vai pagar pelas nossas dores de cabeça, coluna????
    4 – Quando o ônibus bate em algum buraco, fico precupada se não caiu alguma peça.

    Pagamos um valor que não corresponde a um serviço de qualidade. Todos que chegam aqui em Santarém, diz “só para dá um volta, paga-se tudo isso?”. Em verdade, se comparada a outras cidades, o valor é pago em vão, já que em outras cidades nós viajamos em coletivo.

    Quem pode nos socorrer???? a SMT?? MP??

    Acho que só Deus, para nos protejer de qulaquer buraco e doença. Pois se adoecermos, podemos ser mau atendidos no PMS ou nos postos de Saúde.

  • Amigos, DANIEL, MANOEL NASCIMENTO E INDIGNADO,

    Vcs são privilégiados pois só andam no máximo cinco quilometros, e eu que moro em Alter do Chão distante trinta e cinco do centro de Santarém, por diversas veses já fiquei na estrada isso de dia ou a noite, reclamar pra quem? se o empresários bancam as campanhas políticas de alguns vereadores e deputados, veja o caso daquele vereador que foi declarar que recebeu um ajudasinha de empresa de onibus o que lhe aconteceu. Lembra da música da Beth Carvalho ? : e o povo como está, tá com a corda no pescoço.

  • sou usuário de transporte coletivo e já estou ficando doente de tanto passar raiva po causa de ónibus.moro aqui na cohab e essa enpresa sucateado chamada de BORGE que nõa tem a minima condição de rodar na buraqueira de santarém cometi os piores desatinos com os usuárois.agora pedir socorro pra quem?já que cidade não tem goerno!

  • Moreira, infelizmente a falta de respeito com os usuários vai continuar por muito tempo, pois quem anda de ônibus é o povo e como dizia o personagem do grande humorista “Chico Anísio”, o povo que se exploda. Imagino o meu irmão como faria se morasse aqui, pois ele mora em S. Paulo e depende de 10 conduções para ir e voltar do trabalho.

  • Deveria o Ministerio Publico em Santarém cobrar o cumprimento da legislaçao, referente ao tempo em que os onibus podem circular na cidade, recentemente em Belém houve uma açao do próprio Ministerio Publico. Queria aproveitar Jeso para cumprimentar nesse espaço a Promotora de Justça em Óbidos, Maria Tavares, pois está atenta às condições do transporte escolar, exigindo do Município segurança para os alunos, pois, no transporte aquaviario às embarcações só naveguem estando os alunos de colete salva vidas.

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