O céu é o limite.
O santareno Anselmo Colares deu um, digamos assim, upgrade no seu título de doutor em Educação pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), São Paulo.
Ontem à tarde, às 17h, outra vez na Unicamp, ele fez apresentou o seu trabalho de conclusão no curso de pós-doutorado.
O tema da pesquisa de Colares, como tem sido desde que começou a sua escalada acadêmica, é sobre a realidade tapajônica: Retratos da educação escolar indígena no interior da Amazônia: estudo de caso na localidade Marituba-Pa (Aldeia Munduruku).
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Professor Anselmo Colares,
A busca constante do conhecimento e o compartilhamento dele com todos aqueles que de fato aproveitam a oportunidade de recebê-lo, talvez seja a maior missão de um educador por vocação.
Parabéns por mais esta conquista.
Forte abraço,
Hergos Couto
Anselmo,
Para mim é honra tê-lo como colega de sala de aula, e que um dia aí mesmo na atual UFOPA, fomos a primeira turma de Pedagogia. Digo assim, porque conforme vemos em seu histórico galgastes todas as trajetória em níveis educacionais por muitos de nós ainda não alcançado. Grande detalhe, com muitas pedras no caminho, e conseguistes superá-las. Daí pergunto: Será que todos nós teríamos tido a força da persistência de vencer a todas elas?
Então amigo, descarte a todas as críticas destrutivas recebidas. Nada mais nada menos, são sentimentos negativos que na verdade torna desprezível maiores comentários. Acima de tudo, estás sendo exemplo ilustre. Sendo assim, deixo um pensamento de John Quincy Adams, reflexivo a todos nós participantes deste Blog que propicia oportunidade de crescimento, através de acontecimentos como este.
“Paciência e perseverança tem efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem”.
Parabéns, Parabéns, Parabéns….Continue sendo exemplo!!
Pierlisia Pereira
Também gostaria de registrar a alegria dessa notícia e parabenizar o Prof. Dr. Anselmo Colares por mais essa conquista. Finalizo com uma frase para nossa reflexão e pelo exemplo trazido pela trajetória do Prof. Dr. Anselmo que “a felicidade não está no fim da jornada, e sim em cada curva do caminho que percorremos para encontrá-la”. Parabéns pelas “curvas”, “contornos” que o senhor fez e está fazendo na sua vida que para nós, e para mim em particular são verdadeiros exemplos de dignidade, honra, competência e humildade.
Grande abraço nobre professor
Caro amigo Jeso, agradeço suas palavras afetivas, assim como das demais pessoas que demonstraram satisfação por mais esta atividade que realizei. Aprendi que estas conquistas decorrem da confluência de muitos fatores, entre os quais, alguns que estão fora de nossa compreensão imediata. Como é a história deste pós-doutorado.
Para chegar a ela, vou recuar um pouco no tempo e recordar uma infância pobre, difícil, em alguns momentos até humilhante. Cheguei a acompanhar minha mãe solicitando ajuda de pessoas abastadas em um tempo em que meu pai ficou por alguns anos acometido de uma doença que terminou deixando-o deficiente, como já o era a minha mãe. Lembro-me também de como fui “apresentado” à escola. No início de um ano letivo, fui com minha mãe e eles no primeiro dia de aula e chorei pedindo que me deixassem estudar. Não quiseram aceitar pois eu tinha apenas 6 anos (isso foi em 1970); continuei a chorar, até que deixaram que eu entrasse na sala de aula acreditando que era um desejo momentâneo. Que nada. Começava ali, e daquela forma, meu gosto pelo estudo, meu desejo insaciável de aprender. Da escola Rotary para o José de Alencar, de lá para o Almirante Soares Dutra, e uma breve passagem pelo Álvaro Adolfo pois lá tomei conhecimento de um “curso agrícola” em Castanhal, e no embalo do entusiasmo juvenil, fui ser interno na Escola Agrotécnica Federal onde ensaiei minhas primeiras atividades futuras, integrando a diretoria do então “Centro Cívico”, criando um jornal (Agrofolha) e sendo “professor” dos outros colegas que tinham alguma dificuldade com certas matérias. Isso me valeu muito, porque regressando a Santarém, não foi possível viabilizar o “sonho de montar uma espécie de fazenda modelo” (naqueles tempos não havia incentivo para empreendedorismo!) nem mesmo consegui um emprego na área pois a atividade agropecuária era quase que exclusivamente familiar. O mais próximo foi dar aulas de Técnicas Agrícolas, inicialmente no José de Alencar, depois Nossa Senhora Aparecida e Madre Imaculada. Lecionei também Matemática, Ciências e outras disciplinas (quando era chamado a substituir algum colega), e fui consolidando a carreira docente, trabalhando nas escolas Almirante Soares Dutra, Onézima Pereira de Barros e Terezinha de Jesus Rodrigues (nestas últimas, com Estatística e Fundamentos da Educação, já no nível médio). Fui Supervisor de Ensino na Escola Aparecida e Diretor na Escola Aluízio Lopes Martins. Ministrei cursos no Senac, e em cursinho pré-vestibular. Ingressei mediante concurso público na Universidade Federal do Pará (1994) e comecei a trajetória de docência no ensino superior, a qual me exigiu a qualificação: mestrado em educação (1996), doutorado (2003); e agora este curso de pós-doutorado, principalmente por estar integrando o corpo docente de programas de pós-graduação stricto sensu. Todavia, este pós-doutorado, nas circunstâncias em que aconteceu, não era parte de meus sonhos. E agora explico o sentido do primeiro parágrafo deste texto.
Ao retornar para minha terra natal (Santarém) em 2010, juntamente com minha esposa, professora doutora Lília Colares (que fez carreira docente similar a minha) para nos integrarmos na construção e consolidação de nossa universidade federal, a Ufopa, fomos surpreendidos com uma súbita e avassaladora doença que acometeu nosso filho, sem que fosse diagnosticada em Santarém, o que nos fez tomar a decisão de levá-lo para sua terra natal, Campinas, e finalmente ficamos sabendo tratar-se de Leucemia (do tipo Linfóide Aguda). Ele foi imediatamente internado e começou o tratamento químico. Estávamos dispostos a deixar tudo para ficar ao seu lado. Mas havíamos que enfrentar uma burocracia cruel. Lília teve que retornar a Santarém para completar a disciplina que havia iniciado em uma turma, e eu não poderia ficar acompanhando-o durante o tratamento, pois somente a mãe receberia a Portaria neste sentido. Então resolvi dar entrada na documentação para cursar o pós-doutorado, na própria Unicamp, pois era a forma mais viável de continuar perto do Lucas, apoiando-o naquele momento tão difícil. Esta tomada de decisão foi feita com o aval dos colegas da Federal de Rondônia, onde integro o Programa de Pós-Graduação em Educação, dos colegas da Unicamp e de colegas da própria Ufopa. Ou seja, uma rede de amigos se formou e somou-se a outros fatores que estão além de minha compreensão, levando-me a mais esta etapa de estudos.
Apenas pouco mais de dois meses de tratamento e Lucas nos deixou. Tudo parecia ter acabado. Nada mais fazia sentido. Somente a força da solidariedade e a esperança de que exista algo além da materialidade visível me fez continuar a viver, e a dar prosseguimento nas atividades em andamento, entre as quais o curso de pós-doutorado, o qual destinava-se, inicialmente, a realização de um estudo sobre a educação do campo no município de Santarém. Mas depois, ao tomar conhecimento da existência de três escolas indígenas no município de Belterra (Flona do Tapajós) e, tendo visitado duas delas, elegi a da localidade de Marituba para desenvolver a pesquisa tendo em vista tratar-se de uma situação bem atípica e merecedora de uma análise mais aprofundada, a qual, além de propiciar subsídios para a compreensão da realidade educacional daquele povo, possibilitaria também poder oferecer-lhes suporte para a realização de algumas aspirações tais como a elaboração de uma cartilha que retrate as suas peculiaridades históricas e contemple os elementos do seu cotidiano. Em suma, trata-se de uma pesquisa que, como tantas outras, se alimenta da realidade concreta e a ela pretende retornar, sob a forma de conhecimento elaborado, de tal forma a permitir que aconteçam avanços na melhoria das condições atuais em se encontra a educação escolar em Marituba.
Pelas razões expostas, fico feliz em ler os depoimentos de amigos sinceros que me acompanham e se entusiasmam com os passos que vou dando na consolidação de minha carreira docente. É gratificante saber que minhas conquistas possam inspirar outras pessoas, e contribuir para que outras crianças, jovens e até adultos possam romper com as cercas que as aprisionam em direção a liberdade do pensar e do fazer, ao invés de ficar no lamento ou na inércia imobilizante que se distancia dos versos da letra de uma das músicas que marcou época: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
Deus me concedeu a vida e a condição para saber discernir entre os vários caminhos que se apresentam nesta estrada da vida. Me esforço para fazer as melhores escolhas. Procuro me acercar das melhores companhias, mas não sou perfeito, e nem circulo somente entre seres perfeitos. Por isso mesmo, aprendi a compreender a mim e aos outros, com relação aos erros, e principalmente quanto ao desejo de acertar. Hoje sei que cabe àquele que está no estágio mais evoluído de aperfeiçoamento moral e intelectual, ter paciência para com os que estão ao longo do caminho, sem exigir deles o que ainda não podem dar, e sem querer que vejam o que ainda não conseguem. Sábios que nos antecederam deixaram-nos o legado da humildade, e nos ensinaram que o amor, a verdade, a justiça e a prática do bem, estão entre as maiores virtudes que podemos adquirir ao longo da vida. Eis os títulos que faço questão de ter. Os demais, são efêmeros, apenas possuem validade formal. Não me fazem ser em nada diferente ou melhor que uma outra pessoa, com escolaridade menor ou menor que a minha. Todos os títulos que acadêmicos que conquistei, e os cursos que realizei, apenas me mostram o quanto ainda preciso melhorar. Neste sentido, meu caro Jeso, o céu pode ser o limite. Mas um céu que está muito para além de nossa limitada imaginação.
Parabéns professor por todos os momentos de superação em sua vida. Desejo paz e sucesso em sua carreira e obrigada pelo exemplo de vida e persistência.
Parabéns Professor Anselmo,
Santarém agradece pelo seu trabalho voltado à cultura tapajônica. Você é merecedor de tão grande conquista, pois sabemos que são resultados de muito estudo, dedicação e compromisso com a nossa região. Grande exemplo!
Conceição Xavier
O CÉU NÃO É O LIMITE NÃO
Como dizem por ai: “Compartilhar da felicidade dos outros é sempre um prazer. E um dos maiores prazeres do sucesso é receber mensagens de congratulações.” . Então: Educador Anselmo parabéns e sucesso. Que tudo isso sirva de espelho para os que buscam o mesmo. E qual será o próximo degrau?
E os Mundurukus?
Qual será a participação do professor, agora pós-doutor, para o povo Munduruku? Historicamente os indígenas servem de escada para os pesquisadores. O que ganha o povo Munduruku?
Ganhar o que exatamente, Ana? Se for conhecimento, o trabalho, tenho certeza, o professor Anselmo Colares poderá disponibilizar para qualquer interessado.
Ana, você passa uma visão de que pesquisador deve dar algo em troca pelo trabalho que realiza. Não discordo disso. Agora dizer que esse ou qualquer outro povo serve de escada para pesquisadores é forçar a barra. O objeto de estudo é algo livre, os sujeitos da pesquisa não necessariamente precisam receber algo em troca, a não ser naqueles casos específicos em que a metodologia e os objetivos prevêm isso. Mas, de qualquer forma, as pesquisas lançam novos olhares sobre a realidade, e, sendo sujeitas a refutações, contribuem para o avanço do conhecimento. Isto acontecendo, resulta em ganhos coletivos. Muitas melhorias nas condições de vida que são verificadas hoje foram fruto de pesquisas, tanto nas áreas tecnológicas quanto nas humanas, e os povos indígenas, no campo da educação, estão cada vez mais tendo acesso a formação e desenvolvimento profissional com o apoio de profissionais não indígenas que se dispuseram a estudar e atuar nesta temática, esforçando-se para fazer uma leitura crítica e em apoiar cientificamente a resistência real que esses povos realizam há séculos. Eles têm o direito de permanecerem como estão, caso seja esta a escolha e o desejo consciente, mas, também tem o direito de buscarem novos horizontes. A educação escolar é uma das alternativas.
Se você considera todo e qualquer pesquisador um usurpador, um aproveitador dos saberes alheios e um parasita da sociedade, não posso dizer nada mais em defesa daqueles que, como eu, primam pela busca da verdade (historicamente provisória) e com a perspectiva de “transformar a realidade” (Como anuncou Marx em suas teses sobre Feurbach, demonstrando que os filósofos até então haviam se limitado a conhecer a realidade). Quanto mais, e melhor conhecermos uma determinada situação, melhor poderemos nos posicionar em sua defesa, de maneira apropriada. Isto é válido para a natureza, e também para as pessoas. E muito especialmente quando se trata de uma cultura diferenciada, e de um povo que historicamente tem sido vítima de muitos massacres.
Meu caro, seja mais preciso com sua pergunta, e eu lhe responderei de forma objetiva.
Jeso, pós-doutorado não é título! A titulação máxima que pode ser obtida é a de doutor. Pós-doutorado é qualquer atividade ou estágio que se faça após a obtenção deste título.
As pessoas que estã parabenizando o professor Anselmo por mais uma etapa em seus estudos, agradecem os esclarecimentos, mas o Jeso não mencionou no texto que pós doc é um título. Sabe-se que pós doc é uma atividade ou estágio para quem já é doutor. O importante de tudo isso é que o professor continua se preocupando com sua formação continuada e o cumprimentamos por isso. SUCESSO!
Meu caro Wilsonleaks
Da forma que você se expressou, além de ser indelicado para com o Jeso (pois ele não disse em momenot algum que eu tivesse obtido um título) deu a impressão de querer minimizar a atividade realizada.
Na Faculdade de Educação da Unicamp, os estudos de pós-doutorado são regidos pela resolução CPG/FE/Nº 01/2009, e não se enquadram na condição de “qualquer atividade ou estágio”, pois é necessário o cumprimento de várias exigências (as quais podem ser conferidas no site https://www.posgrad.fae.unicamp.br
Parabéns, grande amigo santareno, pelo título conquista e merecido por sua contribuição intelectural, que não se restringe à região do Tapajós. Espero que continuemos passeando intelectualmente pela Amaônia: de Guajara-Mirim às barrancas de Porto Velho no rio Madeira; do alto (ou baixo) Tapajós às beiradas de Manacapuru, sem esquecer que a vida sempre pode ser mais bela tanto nas esquinas de Ariquemes ou nas enseadas de Alter do Chão. bjo no coração, grande amigo!
Anselmo,
Exemplos como o seu de dedicação, profissionalismo e grandes conquistas, devem ser seguidos e admirados por todos os santarenos. Seu trabalho engrandece nossa região!
Parabéns pela conquista-exemplo para todos nós!
Grande Abraço,
Celson
Mais uma vez tenho o prazer de felicitá-lo por mais uma conquista. Você é um grande orgulho para nós, seus amigos e para esta Terra da N.Sa. da Conceição.
Amanhã é o Círio de Nossa Padroeira, saiba que em minhas orações estarei agradecendo por você e pedindo a Nossa Mãezinha que ela continue intercendendo junto a seu Filho, dando-lhe paz e a sabedoria tão necessária para que você continue firme em seus propósitos de cidadão justo e comprometido com a educação de Santarém.
Receba o abraço carinhoso de todos de minha família.
O amigo Anselmo Colares trilha o caminho do sucesso e entra no panteão reservado á nova geração de santarenos ilustres, que futuramente serão responsáveis em escrever novos capítulos de nossa história. Parabéns, Anselmo! TAPAJÓS, SEMPRE!
O Anselmo sempre foi um exemplo de competência, inteligência, humildade e sinceridade. Cada conversa com ele é uma aula. Tenho o privilégio de tê-lo como colega de trabalho e amigo pessoal e tenho a convicção de que o título (mais um, mas não o último) lhe dará maior reconhecimento profissional, todavia não mudará o homem que ele é.
Parabéns amigo e sucesso sempre!
Solange Ximenes
Professor Anselmo, parabéns por mais essa conquista!! Desejo muitas felicidades no seu caminho como professor pesquisador! Abraços.
Parabéns Professor Anselmo por mais esta conquista estamos muito felizes por você. Você merece, pois mesmo com todas as adversidades, por tudo que passou, com muita dedicação você provou o seu grande valor.
Acompanho a escalada do meu amigo e eis colega de faculdade, há muitos anos. O sucesso alcançado é merecido, pela competência, pelo desempenho profissional e pelo exemplo que deve ser seguido por muitos santarenos.. Parabéns …. Eu já sabia… Não lhe falei que sempre deu certo!! Não seria agora que sairia de outra forma..
Parabéns, prof. Anselmo. Sempre indicando os caminhos, que espero seguir em breve.
Abração e felicidades na carreira.
Samuca
Parabéns professor por mais essa conquista alcançada. Tu és um exemplo e um orgulho para os santaremos.