Os professores da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) aprovaram a deflagração da greve na instituição, por tempo indeterminado, a partir de amanhã (17).
A paralisação está em sintonia com movimento nacional da categoria, muito embora haja reivindicações locais à reitoria da Ufopa.
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A decisão foi tomada ontem (15), em assembléia geral realizada no auditório do campus Rondon, em Santarém.
Na assembléia, foi constituído o Comando Local de Greve, que organizará as ações do movimento grevista e as negociações com a Ufopa.
Reivindicações em nível nacional
* Pela reestruturação da careira docente, prevista no Acordo 04/2011, com valorização do piso e incorporação das gratificações;
* Pela valorização e melhoria das condições de trabalho docente nas IFES; com referência na Pauta da campanha 2012 aprovada no 31° congresso do ANDES-SN e já protocolada junto ao governo.
Reivindicações em nível local:
* Aprovação imediata do Estatuto da Ufopa;
* Eleições diretas para reitor e diretores de unidades (evitando escolhas arbitrárias e não democráticas das direções das unidades acadêmicas e maioria de outros cargos (ex.: última direção do ICS e do ICED);
* Sobrecarga de trabalho docente (especialmente professores (as) do CFI no primeiro semestre), o que dificulta e/ou inviabiliza as atividades de pesquisa e extensão, prejudicando a qualidade do ensino);
* Assédio moral e perseguição à professores(as) que criticam o modelo acadêmico imposto (ex.: elaboração de laudo médico inverossímil; comunicações e convocações desrespeitosas por parte das chefias aos servidores(as); trato diferenciado aos docentes; tomada de decisões arbitrárias em relação a solicitação de remoções e redistribuição de servidores sem tramitar nos colegiados das unidades; uso intimidatório do estágio probatório, etc.);
* Quebra de autonomia docente (ex.: interferências nos sistemas avaliação e padronização do ensino; inutilizacão de disciplina, módulos CFI, IDA, etc.);
* Inexistência do espaço de trabalho para os docentes (ex.: administração superior não apresenta projeto arquitetônico de salas individuais para trabalho docente; falta de equipamento de suporte para o desenvolvimento regular das atividades docentes);
* Precarização das atividades de ensino no Plano Nacional de Formação de Professores de Educação Básica (PARFOR) e DESRESPEITO aos servidores públicos que atuam no PARFOR (ex.: atraso e não pagamento de diárias; condições insalubres em sala de aula; não fornecimento de material didático gratuito para os alunos);
* Ausência de prestação pública das contas da UFOPA à comunidade acadêmica (biênio 2010-2011).
* Apuração dos indícios de irregularidades e improbidades administrativas já encaminhados ao Ministério Público Federal – MPF.
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