Do professor universitário Zair Henrique Santos, sobre o post Cinquentona:
Parabéns ao Colégio Àlvaro Adolfo!
Devo parte da minha formação a este educandário. No final da década de 80, os colégios de Contabilidade faziam sucesso (Felisbelo Jaguar e Rodrigues dos Santos) e eu sonhava fazer a dobradinha Pedro Álvares Cabral e Felisbelo Jaguar, mas não foi possivel. De repente, me encontrava em um colégio diferente, uma estrutura moderna, histórico e cheio de oportunidades, escolhi fazer CH.
Confesso que no início não sabia bem o que era isso, porém, as aulas do saudoso Aldo Campos me convenceram que eu estava na área que gostava e as descobertas continuaram ano após ano…Donaldo Pedroso, Lurdinha, Capitão Batista, Benedito Eduardo, Záclis Rodrigues, Esterzinha, Flávio Carvalho, Cloridius, Margarida, Ronan, Mário Adônis, Batistinha etc.
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Foram três longos anos de descoberta, esporte, amizade e muito aprendizado. Em 1990, as turmas finalistas participaram do convênio e a escola estadual tinha uma verdadeira seleção de educadores que criou uma geração de vencedores: Marnilza Frota; Nato Aguiar; Doutora Ana Mazílis, Prof. Marcelo Curbani, Prof. Erinaldo,e tantos outros que não caberiam neste espaço.
A primeira sala de aula que comecei a minha carreira de educador foi do Álvaro Adolfo e confesso que as lágrimas encheram meus olhos de satisfação e realização. Infelizmente três anos depois tive que sair para fazer parte do corpo docente da UFPA, mas uma parte da minha vida ficou plantada no colégio e sempre que posso retorno.
Hoje, é dia de comemorar e acima de tudo rememorar os grandes mestres, os filhos ilustres e acreditar na educação pública de qualidade. Parabéns à diretora Joana Bernardo, professores, corpo técnico, alunos e a toda família Álvaro Adolfo da Silveira.
Bela homenagem, professor Zair. Peço a sua licença, velho mestre, para apossar-me das suas palavras, pois também fiz, aliás, faço, com muito orgulho, parte da história do Álvaro Adolfo, onde estudei na década de 90. Foi lá, na condição de aluno de feras, como Zair Henrique, Zaclís Rodrigues, Leonel Mota, Ediene Pena Ferreira, Donaldo Pedroso, Noemi Athias, Carlos Golobovante, Lourival do Valle, James Leão, Batistinha, Coronel Batista, Bernardo Santana, Heliud, Raimundo Navarro Filho, Paulo Sérgio Oliveira, Mário Adônis, Francineide, Luís Dolzane, Nazaré Camargo, Mário Humberto Sarapó e Rui Valdir (se esqueci alguém, peço perdão), que aprendi grande parte daquilo que hoje me serve de luz na vida profissional…. Foi no Álvaro Adolfo que descobri que poderia ir mais além: passar no vestibular e entrar na universidade.
Quase duas décadas já se passaram desde a minha saída daquela Escola, mas ainda guardo e guardarei pra sempre, as aulas (especialmente as do sexto tempo), os jogos olímpicos, as festas juninas, as manifestações, o caminhar (com pernas tortas) do coronel Batista, a banda marcial, a quadra de esportes (onde muita coisa acontecia…)
E como esquecer os colegas inesquecíveis, Veridiano Brelaz, Azael Pinto, Aracati Lobato, Nilson Silva, Cilene de Jesus, Elisson, Hellen Cristiane, Leônidas, Joaquim, Wellington, Robson Junner e Luciana Lima.
A todos esses atores, PARABÉNS, pois eles fazem parte dessa bela história. Parabéns nossa, para sempre, Escola Álvaro Adolfo. E muito obrigado por tudo…..
Do Álvaro Adolfo, onde fiz a segunda e a terceira séries do antigo segundo grau (1992/1993), saí para a UFPA para a primeira turma de Direito do Campus de Santarém (1994). Devo muito ao Colégio e a seus professores. Parabéns!!!!!
Também devo parte de minha formação a esta imponente escola. Vestir a farda do Álvaro Adolfo foi uma das maiores emoções que tive na minha trajetória educacional. Na época, o outro estabelcimento que oferecia os estudos equivalentes ao do “colégio Álvaro Adolfo” era inacesssível para pessoas oriundas de família pobre, como eu. E o Álvaro Adolfo representava a única chance para quem almejava vencer as barreiras que a desigualdade social impunha. Fiquei apenas um ano, pois em seguida fui fazer a Escola Agrotécnica Federal de Castanhal. Mas foi um ano inesquecível. Concordo plenamente com as palavras do professor Zair, hoje meu colega na UFOPA. Ali sempre teve um “time” de educadores de primeira linha. Pessoas que conseguiam fazer a junção do gostar de ser professor (similar a vocação) com o compromisso de levar o aluno a aprender. Aliado a estes dois aspectos, sempre buscaram estimular a visão crítica e desafiadora aos estudantes. Lá também era uma espécie de comitê suprapartidário, onde a temática política encontrou campo fértil e propiciou o despertar da consciência da participação e da busca por liberdades e sonhos em muitos dos jovens que entravam lá pensando que o “colegial” era o máximo ponto que podiam alcançar. Recordo das palavras de uma professora que passaram a ser uma espécie de lema para minha vida: “Põe teu idel nas estrelas, mesmo que só alcance chegar até as nuvens”. Achei isto exuberante, porque chegar até as nuvens já é um caminho e tanto, mas não exclui a busca pelas estrelas. Assim continuo eu, no rumo das estrelas, aproveitando a luz que recebi de meus professores, desde a Escola Rotary, José de Alencar, Almirante Soares Dutra, Álvado Adolfo, e depois na Escola Agrotécnica Federal de Castanhal, Universidade Federal do Pará e Unversidad Estadual de Campinas. De todas guardo indeléveis lembranças. Neste dia, concentro minha recordação no Álvaro Afolfo, faço meus agradecimentos e rogo a suprema inteligência do universo que o mantenha sólido e inspirador para as atuais e futuras gerações.
Muito bem lembrado professor Zair, tenho imenso prazer em ter participado desse periodo bom, alguns professores citado por você tambem foram meus professores no Alvaro Adolfo. Também foi seu aluno na Ufpa, e hoje sou professor como muito orgulho de minha historia academinca.
Parabéns a todos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!