Última foto pública e vivo de Maradona provoca polêmica entre médico e familiares
Maradona ao lado do médico Leopoldo Luque, após ex-jogador receber alta de hospital em Buenos Aires. Foto: Fede Bueno no Instagram/Reprodução

A última foto pública de Diego Armando Maradona foi postada em uma rede social no dia 11. Na controversa imagem feita em um quarto de hospital, o ídolo argentino aparece de avental, com um grande curativo na cabeça e ao lado de seu médico, Leopoldo Luque, informa a Folha de S. Paulo.

O ex-jogador, morto nesta quarta-feira (25), aos 60 anos, havia acabado de receber alta após ter sido operado para tratar de um hematoma na região do crânio.

 

De acordo com a imprensa argentina, o clique, que correu o mundo, incomodou parte dos familiares do craque, que não queriam imagens da recuperação divulgadas.

“Jamais tive intenção de gerar algum conflito. Peço desculpas aos que se sentiram ofendidos. Pensei que seria uma imagem para apagar a última de Diego”, disse o médico, referindo-se às aparições dias antes de sua internação, no último dia 2 de novembro, quando o ex-atleta apareceu abatido e com dificuldades para se locomover.

Segundo o profissional, Maradona havia permitido que o clique viesse a público. “A foto foi acertada com o Diego. Quero esclarecer que não foi minha decisão. Não foi algo que decidi sozinho. Obviamente, nunca medi a magnitude da foto, a dimensão que ela teria”, afirmou.

Na ocasião, o ídolo argentino foi liberado para se recuperar em sua casa, em Tigre, região de Buenos Aires.

 

Nesta quarta, Maradona morreu vítima de uma parada cardiorrespiratória. O óbito foi confirmado por seu advogado, após o jornal Clarín divulgar a informação.

Maior nome esportivo da Argentina, ele nasceu no dia 30 de outubro de 1960 e cresceu no humilde bairro de Villa Fiorito, no subúrbio de Buenos Aires.

O velório do ídolo está previsto para começar na manhã desta quinta-feira (26), na Casa Rosada, sede da presidência, em Buenos Aires. Em meio à pandemia da Covid-19, são esperadas mais de 1 milhão de pessoas, de acordo com a imprensa do país.

Com informações da Folha de S. Paulo

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