Eia-Rima da Cargill está sob suspeita

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Foto: Jeso Carneiro/Gazeta de Santarém
Audiência pública da Cargill em Santarém - apoio e protesto Apoio e protesto à Cargill na audiência pública realizada hoje em Santarém

O MP (Ministério Público) do Pará informou ao Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira, 14, que vai determinar a abertura de inquérito policial para investigar a veracidade dos dados do Eia-Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental) do terminal de grãos da Cargill, em Santarém.

Promotores e procuradores que participaram hoje da audiência pública realizada no município, para discutir o documento, têm fortes suspeitas de que informações contidas nos estudos não são verdadeiras.

Caso confirmada a falsidade dos dados, o inquérito policial vai apurar as responsabilidades da Cargill e da empresa que realizou os estudos.

Durante a audiência pública, integrantes do MPF e do MPE relataram a representantes da Secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema) as irregularidades encontradas e agora aguardam um posicionamento da secretaria sobre o caso.

Para o MPF, se realmente houve manipulação dos dados não deve ser concedida qualquer licença ao projeto da Cargill.

Procuradores da República que participaram da audiência pública em Santarém também anunciaram que consideram necessária a realização de novas audiências públicas sobre o tema.

Fonte: MPF/Pará


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8 Responses to Eia-Rima da Cargill está sob suspeita

  • Gostaria de informar ao jardison que não é o bairro da liberdade, se há alguem do bairro não são todos, pois sou moradora do bairro e não tenho nenhum vinculo com tal cargil. Procure se informar pra comentar um absurdo desse. Não sou a favor da empresa, não dependo da empresa, trabalho e se a cargil sair daqui so fará um grande favor para todos nós.

  • Acho engraçado é que as faixas de apoio de associaçoes de moradores eram idênticas, tanto a da Aldeia, quanto do Salé, Liberdade, e Cipoal eram faixas do mesmo material, mesma letra, mesma grafia, o que me leva a suspeitar quem mandou fazer uma, mandou fazer todas…

  • Gostaria de saber se há alguma iniciativa social implantada pela Cargil, sem ser com seus funcionários, em Santarém. Se estiverem interessados estamos precisando de patrocínios…rsssss

  • A Cargill está pagando o preço der ter construido seu terminal com irregularidade.Sem ter apresentado o projento de impacto ambiental.

  • A disposição do EIA-RIMA na legislação brasileira é falha. Principalmente pelo fato de a lei exigir que o interessado no licenciamento ambiental do empreendimento (no caso da CARGIL o terminal portuário) pague para que uma empresa determine num estudo técnico conclusões favoráveis em relação à viabilidade do projeto.
    É claro e evidente que nem uma empresa contratada para tal fim declararia a impropriedade da construção do terminal portuário ou de qualquer outro projeto.
    Por isso é muito difícil de acontecer transparência e imparcialidade na elaboração do EIA-RIMA.
    Outro importante aspecto a ser destacado foi à inércia do poder público, ausente no exercício do poder de polícia administrativa. Porquanto diante da construção do porto deveria ter embargado a obra no início, até que fosse apresentado o EIA-RIMA (ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL E O RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL ), o que não aconteceu.Assim, não foi exercido a fiscalização e a atribuição de licenciamento ambiental, a não ser tardiamente, iniciado pelo Ministério Público federal que agiu como fiscal da lei por a SEMA e o IBAMA terem sidos omissos, porquanto a lei exige que na ausência do órgão ambiental competente o órgão federal deveria agir supletivamente, atraindo a competência de autorizar ou não o empreendimento para si.
    Agora que o porto já foi construído é tarde demais, pois os impactos ambientais (econômicos, sociais, naturais, aquáticos), já ocorreram e precisam ser minimizados e gerada uma compensação de acordo com os danos dos prejudicados.
    A demolição não resolverá todos os problemas.
    Amenizará a tensão social e produzirá outros danos econômicos aos beneficiados direta e indiretamente pelo pólo agrícola instalado na região Oeste do Pará..
    O razoável é cobrar da empresa o cumprimento da lei.
    A obra só poderia ter sido levada adiante com o EIA-RIMA, agora que ele foi criado, deve ser condicionado ao cumprimento das normas técnicas estaduais e federais das resoluções do conselho nacional do meio ambiente e pronto.
    Elisá Rafael Gomes.
    Prof. de direito agro-ambiental da FIT
    Normas pertinentes
    Lei 6.938/81 e nas Resoluções CONAMA nº 001/86 e nº 237/97. Parecer nº 312 do ministério do meio ambiente.

  • Gostaria de informar ao jadirson, que deve se levar em conta os empregos indiretos também..

  • Com a devida vênia, não acredito em irregularidades nos estudos apresentados ao projeto do EIA-RIMA, tudo foi minunciosamente analisados pelo MPF. o argumento não passa de um engodo , tentam novamente impedir que o projeto CARGIL se concretize. ah… Santarém….
    madeira não pode mais ser retiradas, o peixe está acabando, o jeito é voltar ao extrativismo, colher castanha e sernabi dos seringais (por enquanto), breve isso também não poderá mais, então o jeito será pedir beneficio social, eu hein.

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