Arnaldo Jabor

“1964 devia nos lembrar que uma esquerda aqui tem de ser dialogal, atenta aos vícios culturais do país, complexa e libertada da ‘ganga impura’ do patrimonialismo tradicional do Sarney ou do novo patrimonialismo de Estado que o PT inventou”

Arnaldo Jabor, cineasta e colunista de O Globo, em artigo ontem (25) sobre a golpe militar de 1964 no Brasil.

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12 Comentários em: Frase do dia

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  • Andre disse:

    Num país democrático ninguém pode falar mal do PT, pois é logo pintado com as cores do não patriotismo. O pt NÃO É SINÔNIMO DE BRASIL! Todos que tem um mínimo de discernimento já perceberam que o país está à mercê de um grupo que pilha, que rouba, que usa dos piores métodos para se beneficiar e perpetuar no poder. O Brasil está com câncer, está morrendo e tudo está enraizado pela metástase das bolsas da vida, da compra de voto camuflada de beneficio social. Uma pena estarmos sendo levados para um futuro igual ao da Venezuela. Veremos, em breve, brasileiros lutando contra brasileiros, veremos os que não aceitam mais pagar pesados impostos para sustentar programas assistencialistas, frente a frente com os brasileiros que, sem outra saída, são obrigados a vender a alma por 180 reais de bolsa. O PT é um câncer e a história vai se encarregar de mostrar isso. Os livros serão implacáveis com os corruptos do PT.

    1. Pedro Peloso disse:

      O texto acima (do Andre) não é uma opinião. É mais um Manifesto de Ódio e Rancor contra o PT!

  • Válber Almeida disse:

    O Jabor parte de uma premissa falsa, um sofisma, para legitimar uma catástrofe histórica: culpar as vítimas pela arbitrariedade e pelo sadismo do algoz, tática típica da elite colonial de Pindorama, para a qual o Jabor presta serviço, mas da qual não é parte.

    Não existia uma disputa política entre um modelo socialista e um modelo capitalista a ser implantado no Brasil, mas a disputa entre dois modelos de capitalismo para o país. A bem da verdade, o que as esquerdas brasileiras que estavam no poder na época desejavam não era colocar o país no caminho do socialismo, mas o inverso, modernizar o capitalismo brasileiro, o que exigia promover reformas econômicas, sociais e políticas.

    As “reformas de base” do João Goulart visavam exatamente atacar as estruturas arcaicas da sociedade e da economia nacional, que sempre constituíram gargalos ao desenvolvimento do capitalismo e da sociedade. A reforma urbana, a reforma agrária, a reforma tributária, a reforma bancária propostas por Goulart e os objetivos por ele perseguidos na educação e nas relações de trabalho, dentre outros, nada mais pretendiam do que fazer o que todo e qualquer país capitalista desenvolvido havia feito: criar as bases de um desenvolvimento sustentado, com base em tecnologia, capital, recursos naturais, humanos e mercado nacionais mais do que estrangeiros.

    Não fazer isso significava manter o país dependente de tecnologia, capital, mercado consumidor e recursos humanos estrangeiros, que era o que pretendia a elite colonial pátria e seus aliados estrangeiros -donos de grandes empresas multinacionais que sangravam as riquezas do país e seus governos.

    As propostas das esquerdas, portanto, voltavam-se para aprofundar o modelo de desenvolvimento autônomo e nacionalista iniciado por Getúlio Vargas na década de 1930. Sua radicalização previa o fortalecimento econômico do país, o aprofundamento da democracia política e o enraizamento da democracia na sociedade, desenvolvendo o lado social da democracia, por meio do espraiamento de direitos, conquistas e benefícios sociais.

    O Golpe Militar desferiu não somente um golpe contra a democracia política, mas contra o modelo nacionalista de desenvolvimento nacional e a democracia social. Há quem se engane, por puro desconhecimento da história, de que os militares brasileiros eram nacionalistas. Nada mais equivocado, dado que nossos generais foram formados dentro de uma doutrina de segurança norte-americana e se comportaram, no poder, como verdadeiros servos dos interesses imperialistas norte-americanos e europeus.

    Jamais as riquezas brasileiras foram tão internacionalizadas quanto no período da ditadura; jamais houve tanta sangria de riquezas do país para o exterior; jamais houve tanta concentração de riquezas nas mãos de tão poucas pessoas; jamais se produziu tanta pobreza, miséria e desigualdade; jamais se verificou tanta agressão aos direitos civis, sociais e humanos dos cidadãos.

    Há, ainda, aqueles que se autoenganam achando que a corrupção era menor neste período. Novamente, jamais houve tanta corrupção nos bastidores do poder, mas o controle sobre a imprensa e a manipulação de dados impediu que os grandes escândalos fossem divulgados. Foi nesse momento que se consolidou o moderno modelo de Estado altamente corrupto que só funciona à base de grandes negociatas.

    Portanto, não era uma questão de capitalismo ou socialismo que estava em jogo, mas uma disputa entre dois modelos de capitalismo para o Brasil: um colonialista e um modernizante. Venceu o colonialista, e se os 21 anos do regime de exceção produziram o país mais desigual e endividado do mundo, isso se deve exatamente ao fato de que jamais o ímpeto imperialista e colonial teve tanta liberdade para se esbaldar. A Ditadura Militar, no Brasil, foi uma tragédia não somente política, mas também social, econômica e cultural. Devemos a ela a amputação das forças históricas nacionais verdadeiramente modernizadoras.

  • Dr Paulo Monteiro disse:

    A revista VEJA desta semana traz uma boa reportagem em que contextualiza o movimento dos militares em 64. Sou contra qualquer ditadura seja de direita ou de esquerda. Vivi a epoca de 64 com intensa atividade politica estudantil naquela junto com Pedro Galvao ,a epoca presidente da UAP Jose Carlos castro ja falecido e varios outros.Eramos idealistas, porem por sermos jovens nao percebiamos realmente o que estava por tras.Iriamos seguramente ter implantado no Brasil uma ditadura de esquerda marxista Os militares erraram ao torturar, porem os ditos revolucionarios tambem sequestraram e mataram.Ambos erraram.Espero que nunca mais tenhamos no Brasil a possibilidade de governos totalitarios Porem a corrupçao desenfreada atualmente leva a alguns jovens a pensar em ditadura, alguns de direita e outros de esquerda,Vamos corrigir o Brasil com voto, nao votando em corruptos e pressionando o judiciario a realizar a sua funçao.

  • Alberto Silva disse:

    Jabor está sempre inventando crônicas muito mais por pirotecnia do que pelo seu conteúdo em si. Na melhor das vezes está parafraseando alguém ou relendo o lugar comum ao que se quer ouvir. Se realmente fosse tudo o que nos quer fazer ouvir, não se submeteria aos patrões globais em sua incansável determinação de manipular a opinião pública.
    Quero no entanto, por uma questão de justiça, dizer que o “poetinha” Vinícius de Moraes (que nem entendo porque entrou nessa conversa) foi casado NOVE vezes, não que isso faça dele o “macho alfa” e tal, mas diminui muito a possibilidade de sua orientação sexual não ser de um hétero convicto, suas letras e poesias sempre o retrataram assim.
    Um pouco menos de preconceito e um pouco mais de cultura também caberiam bem.

    1. Jeso Carneiro disse:

      Parabéns, Alberto Silva, pelo comentário espirituoso e, ao mesmo tempo, informativo.

  • Zé da Lamparina disse:

    Jabor nunca está totalmente certo ou totalmente errado, quer interpretemos seu discurso a partir da esquerda ou da direita.
    De fato, como aceitar o “patrimonialismo tradicional do Sarney”? E os “vícios culturais do [nosso] país”?
    Vale a pena condescender com o Sarney e outros para ter o apoio do PMDB, PR, PSD etc.?

  • FRANCISCO DAS CHAGAS SILVA disse:

    JESO, BOM DIA!

    NA MINHA SINCERA E ABURRADA OPINIÃO ESSE CARA PRECISA ARRANJAR UMA MULHER. ISSO SIM!!! ELE E O VINÍCIUS DE MORAIS, PADECIAM DO MESMO MAL. NÃO GOSTAR DE MULHER…

    CHAGUINHA

    1. PEDRO PELOSO disse:

      QUE ARRANJE UM HOMEM, ENTÃO…

  • Pedro Silva disse:

    Como sempre bem pontual o inteligentissimo Jabor. Claro que os também de sempre procuram sempre o desqualificar, mesmo com a chance de cair no ridiculo.

    1. PEDRO PELOSO disse:

      Caindo no rídiculo …(Segundo visão do Pedro Silva):

      Jabor é nada mais nada menos do que um esquedista frustrado (ou seria comprado?)

  • Telma Amazonas disse:

    Olha o bobo da corte global.
    Confuso entre ser cinesta, escrever frases feitas para as mulheres e comentarista da corte manipuladora do destino do Brasil, não consegue resolver seu complexo de ser brasileiro, queria ser americano. Coitado.