Facebook planeja criar lojas online para influencers no Instagram

É uma grande notícia para todos os influencers, mas também para quem utiliza o Instagram para potenciar os seus negócios online: o Facebook acaba de anunciar, através do seu CEO e fundador, Mark Zuckerberg, que a rede social está a planejar facilitar a criação de conteúdo para estabelecer a sua própria loja digital no Instagram.

O Facebook vai começar a testar uma nova ferramenta digital que vai permitir aos usuário serem pagos para a promoção de conteúdo. Esta funcionalidade vai permitir aos criadores que estão no Instagram que recebam uma comissão sempre que um produto é comprado por um dos seus seguidores a partir de uma das suas recomendações. O valor das comissões deverá ser, no entanto, estabelecido pelas próprias marcas.

O anúncio surge no seguimento da nova estratégia do Facebook e Instagram em atraírem novos criadores através de ferramentas que permitem monetizar os seus negócios e a sua presença online, de forma a rivalizar assim com o grande sucesso atual do Snapchat ou do TikTok.

Além disso, desde a recente emergência higiênico-sanitária, que o Facebook tem vindo também a apostar no e-commerce, oferecendo aos pequenos negócios digitais uma rampa de lançamento muito atrativa para atrair novos clientes e fidelizar os antigos.

Vantagens do e-commerce

O e-commerce, ou seja, o comércio eletrônico já vinha sendo uma das tendências digitais com o maior crescimento dos últimos tempos quando se deu a recente pandemia do novo coronavírus. Com as pessoas a passarem mais tempo fechadas em casa, o comércio eletrônico estabeleceu-se definitivamente junto dos hábitos de consumo dos internautas, alterando significativamente a forma como passámos a comprar na net.

Afinal de contas, são várias as vantagens do e-commerce, tanto para o consumidor como para as marcas e as empresas. Com a internet, o alcance dos produtos e serviços passa a ser global, caindo as barreiras e encurtando as distâncias. Além disso, é um mercado aberto 24 horas por dia, sem férias nem encerramento ao fim-de-semana. E traz custos mais baixos para os negócios, que assim se livram das despesas correntes das lojas físicas e tradicionais.

O e-commerce também traz algumas desvantagens ao cliente, nomeadamente no que diz respeito à segurança e à privacidade. Contudo, a internet já não é o faroeste que era aqui há uns anos, graças à regulação do setor e aos avanços da tecnologias.

Surgiram várias ferramentas digitais que aumentam a segurança das transações de dados dos usuários digitais, como a segurança online que é conferida por um software VPN. Estas redes virtuais privadas, através de uma avançada tecnologia de encriptação, permite efetuar compras online sem recear a perda ou o extravio de dados sensíveis, nomeadamente referentes ao cartão de crédito.

Principais tendências do e-commerce da atualidade

O crescimento do e-commerce só no último ano foi avassalador. Olhamos para os números e vemos um crescimento brutal e exponencial.

Ao todo foram quase 43 milhões de consumidores únicos que fizeram pelo menos uma aquisição online, o que corresponde a mais de 300 milhões de compras na net. Isto dá uma soma recorde de 125 biliões de dólares, um volume assombroso e bastante apetecível para as empresas.

Além disso, as previsões são de crescimento para 2021. Por isso, o marketing digital está já a estudar novas estratégias para aproximar as marcas e os produtos dos seus utilizadores. Afinal de contas, longe vão os tempos em que bastava estar presente na net para fazer a diferença.

Hoje em dia, com toda a concorrência online, é necessário que as marcas saibam como se destacar por entre a rebentação na praia. E, para isso, são precisas novas e originais estratégias de promoção.

Assim, uma das grandes tendências do e-commerce para este ano são as redes sociais, que desde que se tornaram numa presença obrigatória na vida dos internautas que têm sido aproveitadas pelas empresas para potenciar o seu sucesso comercial. É neste seguimento que surge o anúncio do Facebook, em procurar monetizar o Instagram através do apelo aos criadores online.

Outra das principais tendências será a do comércio ao vivo, com o recurso ao streaming para impulsionar vendas ao ar livre. Com a pandemia, os live streaming vieram para ficar, tendo sido rapidamente adoptados pelas marcas para venderem os seus produtos.

Finalmente, mas não menos importante, menção para o Marketing de Influência, que vai continuar a crescer. Este é um tipo de marketing que recorre a influenciadores digitais ou a líderes de opinião (os chamados KOL) para venderem ou promoverem determinados produtos junto dos seus seguidores.

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