Pará é alvo de operação da polícia por conta do jogo virtual Baleia Azul

Matheus Silva, 23 anos, foi detido em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, na manhã de ontem, 18

O Pará foi um dos alvos da operação Aquarius, desencadeada pela Polícia Civil em 9 estados, para cumprimento de 24 mandados de prisão, busca e apreensão de envolvidos no jogo macabro Baleia Azul, que tenta induzir virtualmente crianças e adolescentes, com idades entre 9 e 15 anos, por meio de 50 desafios, incluindo automutilação e suicídio.

A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), do Rio de Janeiro, foi quem comandou a operação.

Em Redenção, no sul do Pará, policiais apreenderam 2 celulares e 1 computador em uma residência no bairro Serrinha, onde estaria um dos investigados.

No Rio, Matheus Silva, 23 anos, foi detido em Nova Iguaçu. Ele ficará em prisão preventiva.

“Nós já tínhamos materialidade suficiente para pedir a prisão dele. Ele já confessou que era curador, que tinha influenciado 30 vítimas, mas temos nos autos cerca de 40 vítimas”, disse Fernanda Fernandes, delegada da DCRI.

Na casa de Matheus a polícia apreendeu computador e celulares.

As investigações mostraram que o suspeito criava comunidades para atrair as vítimas com nomes como ‘Você está triste?’ e criava testes a que os adolescente eram submetidos assim que entravam no jogo.

Além de confessar o aliciamento de menores, Matheus disse que queria ganhar o posto de “curador” — como são chamados os aliciadores da Baleia Azul — e que há cinco “curadores” agindo no Rio de Janeiro.

OPERAÇÃO NO PARÁ

A operação Aquarius em Redenção contou com a participação de 5 policiais civis e um oficial de justiça. Três celulares e um notebook foram apreendidos.

Dois dos celulares e o computador portátil são do suspeito e o terceiro celular pertence à irmã do investigado.

Os dois irmãos, que são maiores de 18 anos, foram encaminhados até a delegacia para prestar esclarecimentos, conforme solicitado pela Polícia do RJ e foram liberados em seguida. Não houve mandados de prisão nem de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para depor, no Pará.

FACEBOOK E GOOGLE

10 curadores são investigados pela polícia. Este número só não é maior porque a polícia não teve apoio das empresas de tecnologia e redes sociais, como Facebook e Google, apesar de determinações da Justiça, para obter os dados cadastrais dos suspeitos de envolvimento com o crime.

O “modus operandi” dos curadores envolvia perfil falso no Facebook.

Com informações do G1 Pará, O Dia e Veja

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