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O pastor bolsonarista, favorável ao golpe militar, Fabiano Oliveira, que estava foragido há cinco dias, foi preso na madrugada desta segunda-feira em frente ao 38º Batalhão de Infantaria do Exército, em Vila Velha, no Espírito Santo, informa O Globo.
Na última quinta-feira, ele se tornou um dos quatro alvos de prisão da ação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no estado suspeito de promover atos antidemocráticos que contestam o resultado das eleições presidenciais desde o final do segundo turno, no dia 30 de outubro.
Oliveira estava foragido desde a última quinta-feira. No entanto, nas redes sociais, o pastor continuou publicando vídeos em que convocava apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) a ocuparem a frente dos quartéis.
De acordo com a decisão de Moraes, o pastor e os outros três alvos de prisão atuavam como uma “milícia privada digital” que incentiva ataques à democracia.
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Nas redes sociais, circulam vídeos do momento em que o pastor Fabiano Oliveira foi preso, por volta das 4h desta segunda-feira. Nas imagens, é possível ver as viaturas deixarem o quartel.
A PF cumpriu 103 mandados de busca e apreensão a suspeitos de organizar atos antidemocráticos em 8 estados — Acre, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia e Santa Catarina — e no Distrito Federal.
Jornalista e radialista
No Espírito Santo, além dos 4 pedidos de prisão, outros 23 foram alvos de busca e apreensão. Entre os envolvidos estão os deputados estaduais Carlos Von (DC) e Capitão Assunção (PL). Os parlamentares ficaram proibidos de usarem redes sociais e foram obrigados a usar tornozeleira eletrônica. Ambos são investigados por promover ataques contra os ministros do STF.
O jornalista Jackson Rangel, do site Folha do ES, e o vereador de Vitória Armandinho Fontoura (Podemos) foram detidos no dia em que a operação foi iniciada. Já o radialista Max Pitangui continua foragido.
Apesar de se identificar como pastor evangélico nas redes sociais, Fabiano Oliveira não atua em nenhuma igreja. Em depoimento prestado à PF em novembro deste ano, ele se declarou como motorista. De acordo com o bolsonarista, ele teria a “consagração”, mesmo sem ser estar atuando dentro da igreja enquanto líder religioso.
Durante a ação pelos estados, os agentes da PF encontraram 15 armas, incluindo um fuzil, um rifle e uma submetralhadora, além de munições em Santa Catarina. Em um primeiro endereço, havia 11 armas, incluindo uma submetralhadora, um fuzil, um rifle com luneta e munições.
Não havia ninguém na residência. Em uma outra casa, foram localizadas 4 armas regulares e uma sem registro. Uma pessoa foi presa em flagrante.
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