
Um servidor público no Pará, durante o período de 4 anos (2017 a 2021), desviou mais de R$ 600 mil de contas judiciais para as contas bancárias de sua esposa e um irmão. A maioria dos alvarás judiciais não tinha decisão para liberação de recursos e foram emitidos em nome de pessoas que não fazem parte dos processos.
Elinei Viegas Gonçalves, segundo a sindicância instaurada pela Corregedoria Geral do TJPA (Tribunal de Justiça do Pará) que investigou o caso, desviou quase R$ 640 mil durante o período que ocupou o cargo de auxiliar na Central de Distribuição e Protocolo, além de secretário do Juizado Especial Cível e Criminal da comarca de Breves (PA), no Marajó.
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Servidor da Prefeitura de Breves cedido à Justiça, Elinei Gonçalves continuou usufruindo do esquema criminoso mesmo depois de ter sido devolvido ao órgão de origem, em julho do ano passado.
“Restou devidamente evidenciado que o servidor ELINEI VIEGAS GONÇALVES durante e após o período em que exerceu suas funções junto a Comarca de Breves, especialmente no Juizado Especial Cível e Criminal daquela Comarca, desviou o valor de R$ 639.498,19, levantados através de 50 alvarás judiciais, de várias subcontas de processos judiciais do referido Juizado, beneficiando a si, sua esposa Cinéia e seu irmão Elivaldo”, concluiu a sindicância, aberta a pedido do juiz Andrew Freire em março deste ano.
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Outros servidores, concursados, do TJPA poderão ser responsabilizados pelo funcionamento do esquema por tantos anos e que causou prejuízos à corte paraense.
Leia a íntegra da sindicância sobre o caso, onde está exposto o modus operandi do desvio.
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