
O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou, nesta terça-feira (18), o deputado federal paraense Éder Mauro (PSD), apoiador de Bolsonaro, ao pagamento de 30 salários mínimos por difamação contra o ex-deputado federal Jean Wyllys.
A ação, segundo o site Roma News, foi movida por causa de um vídeo publicado por Éder Mauro em que ele escondeu parte de um discurso do ex-deputado do PSOL.
Em maio de 2015, Éder Mauro publicou nas redes sociais um vídeo editado de uma sessão da Câmara dos Deputados em que Jean Wyllys falava sobre a existência de um imaginário em terceiros de que uma pessoa negra e pobre é potencialmente perigosa.
No vídeo publicado, parte do discurso foi retirado e foi deixado apenas a parte “uma pessoa negra e pobre é potencialmente perigosa”, fazendo entender que Jean Wyllys teria discursado de forma preconceituosa e racista.
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No voto, o relator, ministro Luiz Fux, afirmou que a edição do discurso de Wyllys foi feita com clara intenção de difamar, guiar o espectador a uma perspectiva equivocada dos fatos ocorridos na reunião parlamentar. O deputado Éder Mauro ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Clara intenção, segundo o STF
Os ministros da Primeira Turma do STF consideraram que o caso não poderia ser protegido pela imunidade parlamentar. No voto, o relator, ministro Luiz Fux, afirmou que a edição do discurso de Wyllys foi feita com clara intenção de difamar.
“Essas notícias viralizam em segundos, característica própria do delito de difamação, que alcança espectro maior de seres humanos”, disse o ministro.
“Aqui, houve uma montagem deliberada para ofender a honra da vítima e causar um prejuízo, eu diria, não só moral como um prejuízo político, um prejuízo eleitoral”, disse Alexandre de Moraes.
Com informações do Roma News e O Globo
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toma te desgraçado !!!!!!
É nisso que dá a falta de ética e de respeito para com as pessoas, individuo está ocupando um cargo e acha que é Deus, que pode tudo, mas as vezes NÃO pode nada. Que sirva de lição aos sem noção de plantão. Amém.
Esse índio de peruca é uma vergonha pro povo paraense.