Dia das Mães no Carequinha

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por João Mota (*)

João Guilherme Mota
Os ensaios de canções, poesias e os cartões em papel cartolina e lápis de cor desenvolvidos pelos alunos começavam no mês de abril para no Dia das Mães estarem em perfeita ordem.

Hoje, reconhecemos que essa atividade na escola do Carequinha tinha um objetivo que vai além de homenagem às mães. Podemos afirmar desenvolve a união na família com a equipe de profissionais da escola, que a formação de um aluno depende da família e escola.

Durante os ensaios, o aluno recebia orientação de dicção, ou seja, falar claro, explicado, fazer os movimentos precisos à representação. A atividade extraclasse ajudou a formação do aluno para a vida profissional.

Podemos mencionar, por exemplo: falar em público, saber falar com as pessoas em determinadas ocasiões oficiais, respeito à hierarquia, desenvolver a capacidade de memorizar texto, escutar enquanto o outro fala, desenvolver ideias próprias em termos de pintura e texto.

O local da homenagem era de acordo com a disponibilidade de pessoas amigas da professora Terezinha Campos Corrêa que cediam o espaço, e podemos citar: Cinema Olímpia, Centro Recreativo e a Casa Cristo Rei.

Alunas e aluno do Carequinha. 1968. Arquivo de João Mota

Acima, registro apresentação na Casa Cristo Rei. No auditório nós podemos identificar parte da pintura do E -29 Show. Os alunos que estão na foto, marcada pelo tempo, no Dia das Mães de 1968 são Ana Elvira Alho, Eliana e eu, representando a canção infantil “Mestre Pintor”, cuja letra resgato junto a nossa mãe Maria Izabel.


Mestre Pintor

Pam, pam, pam quem é que bate aí? (bis)
Sou eu mestre pintor que vim pintar seu bangalô. (bis)

Mestre pintor faça favor entrar (bis)
Que sobre estas tintas tenho muito que falar (bis)

Lá no meu quarto a onde irei dormir (bis)
Eu quero que você pinte um soldado militar (bis)

Lá na varanda quero um homem de tamanco
Nem calçado nem descalço quero um homem de tamanco (bis)

Oh cozinheira venha lá de dentro (bis)
Traga chá com pão torrado para dar a mestre pintor (bis)

Lá na cozinha quero um pé de bananeira (bis)
Que é para alegrar o coração da cozinheira (bis)

Tam, tam, tam já bateu seis horas (bis)
Adeus até amanhã, até amanhã por estas horas (bis)

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

* Santareno, é ex-aluno da Escola Carequinha. Trabalha na UFPA (Universidade Federal do Pará), em Belém, como professor.


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7 Responses to Dia das Mães no Carequinha

  • Minha vó cantava como :

    Tum tum tum quem bate tão pressado

    Tum tum tum quem bate tão pressado

    Sou eu mestre pintor que vim pintar o seu sobrado

    Sou eu mestre pintor que vim pintar o seu sobrado

    E também havia uma parte assim ,mas não me lembro bem :

    Lá no meu quarto eu quero um anjo no altar

    Lá no meu quarto eu quero um anjo no altar

    Que é para jesus cristo o meu lar abençoar

    Que é para jesus cristo o meu lar abençoar

    Alguém conhece ?

  • Minha mãe cantava assim:

    Pam, pam, pam
    Quem é que bate aí(bis)
    Sou eu mestre pintor que vim pintar seu bangalô (bis)
    Mestre pintor, faça o favor de entrar (bis)
    Que sobre estas tintas nós podemos conversar(bis)

    Lá no meu quarto aonde irei deitar(bis)
    Quero que você pinte um soldado militar(bis)

    Lá na varanda eu quero um homem de carranco(bis)
    Não quero nem descalço e nem calçado de tamanco(bis)

    Lá na cozinha eu quero um pé de bananeira só para alegrar o coração da cozinheira(bis)

    Minha empregadinha faça-me um favor(bis)
    Traga chá com pão torrado para dar ao mestre pintor(bis)

    Dona sinhá a xícara se quebrou (bis)
    E agora não tem outra para dar ao mestre pintor (bis)

    Tam tam tam tam já bateu seis horas (bis)
    Adeus até amanhã até amanhã por estas horas (bis)

  • Que achado. Lembrava apenas alguns trechos de Mestre Pintor, que minha irmão e eu aprendemos criança no Colégio Santo Antônio. Hoje queremos cantar para nossos netos. Foi a maior surpresa encontra-la. Gratidão pelo precioso resgate.

    1. Um adendo: a versão que conhecemos, minha irmã e eu, foi como a do João Mota: – “pintar o seu sobrado”.

  • Caro Jeso Carneiro

    *Uma correção
    No verso:
    “Sou eu mestre pintor que vim pintar seu bangalô. (bis)”
    Deve ser:
    Sou eu mestre pintor que vim pintar “o seu sobrado”. (bis)
    Grato
    João Mota

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