Onde não há oportunistas?

Publicado em por em Memória

No blog do jornalista e professor Manuel Dutra:

As ideias de criação do Estado do Tapajós vão e vêm como em surtos. Há momentos, como o atual, de grande efervescência. Em seguida, a história mostra que houve períodos de grande silêncio para, mais adiante, retornar à ordem do dia.

O texto que segue tenta mostrar esse vaivém. Mas sobretudo procura mostrar a quantos acusam o movimento de abrigar aspirações tão somente oportunistas, que a idéia do Estado do Tapajós acompanha a história de criação da Província e depois Estado do Amazonas e acompanha grande parte da história do Pará e da Amazônia.

Se oportunistas há, e com certeza há, onde não os há? Na Assembléia Legislativa do Pará? No Congresso da República? Melhor que os não houvesse em parte alguma…

Na primeira metade do século XIX, a Comarca do Baixo Amazonas tinha o mesmo status jurídico que as comarcas do Grão-Pará e do Alto Amazonas, quando da reforma do Código do Processo Criminal pela Regência, em 1832. Segundo Ferreira Reis, o juiz de Santarém funcionava como verdadeiro governador do Baixo Amazonas, num momento em que os poderes de um juiz iam além das atividades forenses.

Esse fato histórico está na raiz da longa aspiração por autonomia, com a criação de uma nova unidade entre o que são hoje o Pará e o Amazonas.

Leia mais em Estado do Tapajós, uma história feita em surtos.


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3 Responses to Onde não há oportunistas?

  • É isso mesmo. Um novo Amapà. Esgoto de dinheiro pùblco federal. Sò quem tem a ganhar såo as velhas – que agora seram as novas – oligàrquias famìliares. Pura manobra polìtica. Pena!

  • Nosso conterrâneo Manuel Dutra, sempre brilhante e preciso. Além de coerente em tudo que faz.

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