Prédio histórico desaba

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Fotos: Antonio Junio Farias
Desabamento de prédio histórico em Santarém (13/03/2011). Foto: Antonio Junio Farias

Consequência das fortes chuvas que caíram na madrugada de hoje em Santarém, parte de um prédio histórico (o Solar dos Campos) localizado no centro da cidade (rua Siqueira Campos) desabou. A área foi isolada pouco tempo depois pela Defesa Civil.

O Solar dos Campos foi construído em 1868, e ainda mantém os traços do projeto original. Fica ao lado do Solar dos Brancos, outra relíquia da arquitetura santarena do final do século XIX e que foi restaurado em 2008.

Nenhum dos moradores do prédio sofreu qualquer ferimento.

Desabamento de prédio histórico em Santarém (13/03/2011). Foto: Antonio Junio Farias

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18 Responses to Prédio histórico desaba

  • Comenta-se que comerciantes de grande poder aquisitivo, compram esses prédios antigos (que o poder público de direito não tem capacidade de preservar), e mandam descobrir algumas paredes estruturais chaves (de taipas), frágeis para umidade, para aos poucos irem desabando propositalmente. Depois alegando perigo para os pedestres no centro comercial pedem autorização para demolí-lo, e aí constroem prédios modernos e assim nossa história está indo para as “quicuias”. É lamentável isso acontecer na cara das autoridades locais…

  • IMPRESIONANTE ! NÂO QUE EU SEJA CONTRA PATRIMONIO HISTORICO ,MAS NO MEU BAIRRO MAICA TODA CHUVA QUE CAI ALAGA VARIAS CASAS . POR CONTA DE UMA OBRA DE SANEAMENTO INACABADA COLOCANDO EM RISCO A SAUDE E A VIDA DOS MORADORES .E ATÈ AGORA .MESMO ENVIANDO OFICIOS PARA OS ORGÂOS COMPETENTES NÂO VI NENHUM BOMBEIRO DEFESA CIVIL ENGENHEIRO SECRETÀRIO OU IMPRENSA MESMO .IMPRESIONANTE COMO O CENTRO OU CAPITALISMO CONTINUA RECEBENDO PRIVILÈGIOS ,PELO MENOS CONTINUAMOS COM ALGO HISTÒRICO EM NOSSA CIDADE.OS PRIVILÈGIOS DA ELITE E O ABANDONO DOS POBRES DA PERIFERIA.

    1. Márcio, me desculpe, mas você misturou alhos com bugalhos.

      A defesa da conservação de prédios históricos no centro da cidade não tem nada a ver com defesa de privilégios da elite. O descaso com essa preservação tem a ver com a miopia na gestão pública das cidades. E no mínimo se equipara com o descaso com as periferias que você citou.

      Agora, dizer que a imprensa não dá destaque ao problema das periferias com o mesmo entusiasmo que o faz com os prédios históricos, aí a miopia passa a ser sua. Se perigar, é mais fácil você ver nos noticiários locais uma cobertura mais ampla aos problemas do cotidiano da cidade, com ênfase nas mazelas das periferias, do que matérias sobre a preservação de prédios históricos.

      Políticas públicas devem prever o planejamento urbanístico, bem como o saneamento urbano. E dentro delas a conservação de imóveis que tem significado histórico. Um povo não vive sem sua história.

      O que aconteceu com o prédio é aquilo que já se disse por aqui: descaso visando a especulação imobiliária. E vai continuar acontecendo, porque a visão míope deste e de outros governos é sempre visando obras eleitoreiras e deixando de lado aquilo que deveria ser feito para preservar nossa memória.

      É bom salientar que sempre existem pessoas que destoam neste debate, por iniciativa própria. É louvável, por exemplo, a atitude que teve o empresário (nordestino, viu Dudu!) que reformou o casarão ao lado do que desmoronou agora. Um investimento inteligente e compromissado com a cidadania, diferente do que fazem outros que destelham imóveis antigos e deixam a natureza fazer o resto. Com isso muitos prédios históricos se perderam e outros se perderão.

      E lhe digo mais: é mais fácil os governantes encontrarem um jeito de atender os pleitos da periferia, dentro de um grande programa no estilo PAC, do que atentarem para a destruição da memória da cidade.

      Defendo que não haja dois pesos e duas medidas. Que se preserve a história de nossos antepassados, mas que ao mesmo tempo se proteja o futuro das pessoas que moram na cidade, sendo no centro ou na periferia.

  • O Dephac (Departamento histórico do Estado) é o órgão responsável pela fiscalização de prédios históricos.
    Há algum tempo atrás este órgão foi criticado através de nosso sindicato, por um grupo de arquitetos e engenheiros (eu incluso), por ter feito a ridícula exigência (infelizmente com aceite da prefeitura) de que todos os projetos para obra nesta área deveriam ir a Belém para serem analisados e aprovados antes de ser construído, ou reformado, ou ainda restaurado. Por não concordar, parei de projetar nessas áreas.
    Sabíamos de antemão que tal exigência jamais garantiria a preservação como por eles era alardeado, apesar das boas intenções dos burocratas daquele órgão e da própria prefeitura que deu uma de Pilatos. (lavou as mãos quando aceitou tal procedimento).
    Foi um fato por nós previsto. Inclusive em reuniões explanei que as regras impostas jamais iriam garantir a preservação de nosso prédios históricos. Portanto não fomos omissos.
    O Dephac e a prefeitura, precisam de uma correta política de preservação, que em nosso entender, não é a atualmente em curso.
    A exigência e os atuais procedimentos talvez devam merecer um pouco mais de atenção e ou correção, caso contrário muitos outros “desabamentos” acontecerão. O próximo já está quase com data marcada, é a casa ao lado da antiga padaria “Lucy”.
    A atuação do Dephac, é mais um exemplo de que vale a pena sermos estado. Pois no momento está mais prejudicando que ajudando.

  • Acredito que o Dudu Dourado esteja certo. temos que preservar nosso patrimonio historico, principalmente desses forasteiros que estão entrando em Santarem, trasendo suas familias pra cá, junto com suas empresas, seus negocios, seu dinheiro, que ajuda a fomentar o desenvolvimento de nossa cidade e região. Cara, comecemos fazendo a nossa parte, esse predio precisa algo entorno de R$ 100.000,00 para a sua recuperação e manutenção. Nessa mesma rua (Siqueira Campos), assim como na Lameira Bitencourt, Adriano Pimentel, Galdino Veloso e outras, há um numero enorme de casas historicas aguaradando por nossa colaboração. Sei que o fator dinheiro não irá causar em “nossa” vontade de preservação nenhuma condição de dificuldade, haja visto sua enorme gana pessoal de ajudar a preservar tais predios. Vamos levantar essa mereca para reformar esse predio “desmoronado” a titulo de estimulo a todos os santarenos da “gema”, que com certeza irão cerrar fileiras junto a nos diante desta empreitada e farão sua contribuição para a preservação desses predios. Garanto a todos que suas colaborações irão diretamente para a reforma, manutenção e preservação destes predios. Dudu, conto com sua sagacidade, impetuosidade e amor por nossa terra para liderar essa cruzada prezervacionista, conte comigo

    Quer saber….

    Palhaço preconceituoso, desinformado e malfazejo.

    Passa Régua

    1. Você é burro ô Passa Régua? Falei de pessoas sem compromisso com a história, com cultura de um povo, não interessando quem for, nordestino, mineiro, gaucho, santareno…etc..etc..Santarém está ficando uma cidade sem história, ninguém preserva nada. Até a água estão acabando, acabando com nossos igarapés, nossos rios.
      Eu não tenho preconceito a nada. E voce tem preconceito contra os palhaços?

  • Há tempo comentávamos (Magnólio, Eu e o Fábio) sobre o estado do prédio, a sua incúria e a evidente vontade de um seu TOMBAMENTO (não pelo IPHAN claro). Até que enfim TOMBOU !!

    Tinha que ser na Sexta 13

    Mais uma “queima de arquivo”.

    Viva a especulação, Viva Santarém !!!

    Tiberio Alloggio

  • E o interessante Jeso, é que só caiu o lado para o Ministério Publico, com se quisesse dizer: “Viram senhores como estão nos tratando, façam alguma coisa, senão todos nós iremos desabar.”
    Arigó pra mim não é somente o nordestino, e sim pessoas que não tem pouso certo, pessoas errantes, sem referencia histórica, que seja nordestinos, goianos, mineiros, curitibanos, gaúchos, pouco importa… e Santarém está sendo tomado conta desse tipo de gente sem compromisso com a nossa cultura, a nossa história, visando somente o dinheiro, vindo de qualquer jeito. Nós santarenos da gema precisamos defender nossa terra, senão com certeza seremos cobrados por nossos filhos e netos mais tarde: Pô pai, onde o senhor estava nesse tempo, dormindo?

    1. Dudu, parece que é transmissão de pensamento! Hoje comecei a rascunhar um artigo para o Blog e o Gazeta: “Uma Cidade para se Viver”. Nele falo do amor que devemos ter por nossa cidade, não somente em palavras mas sim, em atos. Digo, comecei a rascunhar pois é uma forma de todos os dias viver um pouco Santarém. Escrevo um pouco cada dia pois assim sinto-me como aquele caboclo que deita na motaria e vai de bubia ao sabor da correnteza. SAUDAÇÕES AZULINAS,

    2. Dudu 100% certo com relação a preservação da nossa história e cultura e 1000% errado com o preconceito contra os imigrantes quem vem dos mais diferentes cantos desse brasilsão para contribuir com o nosso desenvolvimento. Um dia o meu avô saiu do nordeste e chegou aqui 90 anos atrás, aqui casou-se teve filhos, netos e bisnetos. Antes dele meu bizavô saiu da espanha e veio ajudar a construir esse brasilsão. Somos uma terra de imigrantes Dudu.

      1. Totó, eu não me referir aos imigrantes de uma maneira generalizada, e sim aqueles forasteiros que só pensam na grana, sem noção da história do povo que lhes acolhe. Esses são fáceis de enxergar, entram logo para a política. Claros que tem os que possuem ética, não interessando se forasteiro ou não.

  • Consequência das fortes chuvas ????????? que piada! É consequência da incompetência do poder público para manter nosso patrimônio cultural.

    Vergonha municipal, estadual e federal.

  • Prédio histórico desaba não. O certo é: desabaram o prédio histórico. Deixaram ir caindo aos poucos o telhado por trás, até cair todo o resto.

    1. Fábio, essa é uma artimanha em pleno vigor físico em Santarém. Não sei se cabe a esse prédio, mas outros tantos estão “desabando” dessa forma.

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